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QUANDO A MÁQUINA ENTRA NA CLÍNICA, QUEM FICA DO LADO DE FORA?

QUANDO A MÁQUINA ENTRA NA CLÍNICA, QUEM FICA DO LADO DE FORA?

A Loka do Rolê

Eu ouvi aquela frase:

“Tem gente procurando o computador, o robô, a inteligência artificial para ser seu psiquiatra.”

E fiquei pensando que talvez a pergunta esteja ligeiramente errada.

Não porque a inteligência artificial não esteja entrando na saúde mental. Ela está.

A pergunta errada é imaginar que o fenômeno começa na máquina.

Eu quero começar antes.

Quero começar no sujeito.

No corpo.

Na solidão.

Na disponibilidade.

Na falta de tempo.

Na dificuldade de encontrar alguém.

Na dificuldade de pagar alguém.

Na dificuldade de chegar a alguém.

Porque antes de existir o chatbot existia uma pessoa precisando falar.

E isso muda tudo.

Eu não quero transformar a inteligência artificial em vilã. Isso seria intelectualmente preguiçoso. E a humanidade já produz vilões suficientes sem precisar fabricar um robô com capa preta.

Também não quero transformar a IA em salvadora.

O problema é justamente esse lugar intermediário.

A máquina entrou no espaço do sofrimento humano.

E agora precisamos observar o que ela está fazendo ali.

1. A MÁQUINA NÃO CHEGOU SOZINHA

Quando comecei a investigar essa história no MPI, a primeira coisa que apareceu foi uma imagem simples:

a máquina responde. O corpo segura.

Eu já havia escrito sobre a chamada “terapia Wi-Fi”: conecta, responde, circula, mas não necessariamente escuta. O problema não era a existência da tecnologia. Era a transformação da escuta em interface, da relação em fluxo e do sofrimento em informação processável.

Depois veio Quando a escuta vira interface: a i-terapia como simulacro civilizatório.

Ali eu já estava desconfiando de uma coisa:

quando a interface promete substituir o outro, não estamos apenas diante de uma inovação tecnológica.

Estamos diante de uma transformação discursiva daquilo que chamamos de cuidado.

A promessa parece maravilhosa:

“Você pode falar comigo a qualquer hora.”

E eu penso:

por que precisamos tanto de alguém disponível a qualquer hora?

Essa pergunta me interessa mais do que perguntar se o chatbot é inteligente.

Porque talvez a máquina tenha encontrado uma sociedade preparada para recebê-la.

Uma sociedade em que o outro nem sempre está disponível.

Em que o tempo virou mercadoria.

Em que o sofrimento precisa caber entre duas tarefas.

Em que até a pausa precisa justificar sua existência.

Então aparece uma máquina que não dorme.

Não reclama.

Não olha para o relógio.

Não diz que está cansada.

E responde.

Sempre.

É uma oferta difícil de recusar.

2. A IA JÁ ENTROU NA CONVERSA CLÍNICA

A pesquisa da American Psychological Association de 2026 ajuda a tirar essa discussão do terreno da ficção.

A APA ouviu mais de 1.200 psicólogos licenciados nos Estados Unidos envolvidos diretamente com atendimento. Setenta e sete por cento disseram ter pacientes que relataram utilizar IA para obter diagnóstico, apoio emocional ou simplesmente conversar. Trinta e cinco por cento disseram que pacientes utilizavam IA como um profissional adicional de saúde mental. Trinta e nove por cento relataram pacientes usando IA para autodiagnóstico.

Agora vem a parte que me interessa.

Entre os psicólogos que relataram pacientes estabelecendo algum tipo de relação com chatbots, 71% disseram que os pacientes falavam sobre saúde mental com a IA e 68% perceberam sensação de validação ou apoio.

Mas 36% também relataram perceber algum nível de dependência do chatbot e 15% relataram situações envolvendo pensamento distorcido ou delírios relacionados ao chatbot. A própria APA ressalta que não se sabe, em todos esses casos, que tipo de tecnologia estava sendo utilizada nem se tratava de ferramentas clinicamente validadas ou de chatbots de uso geral.

Então eu não posso simplesmente dizer:

“IA faz mal.”

Seria uma conclusão maior que os dados.

Também não posso dizer:

“IA funciona.”

Seria igualmente preguiçoso.

O que os dados mostram é outra coisa:

a IA já entrou na relação que algumas pessoas estabelecem com o próprio sofrimento.

E isso é suficiente para abrir a investigação.

3. MAS “IA” NÃO É UMA COISA SÓ

Aqui eu preciso interromper a própria Loka.

Porque existe uma confusão enorme acontecendo.

Uma ferramenta digital estruturada para determinada intervenção psicológica não é a mesma coisa que um modelo generativo de uso geral.

Um chatbot desenvolvido para apoiar uma intervenção específica não é necessariamente equivalente a alguém abrindo uma conversa com um modelo de linguagem e escrevendo:

“Seja meu terapeuta.”

Uma tecnologia utilizada por um psicólogo não é a mesma coisa que uma pessoa substituir integralmente o contato profissional por um chatbot.

Se eu misturar tudo, perco justamente o objeto da investigação.

O próprio CFP não adota uma posição de simples rejeição tecnológica. O Conselho afirma que não se trata de negar o avanço da IA, mas de exigir integração crítica, supervisão, responsabilidade ética e avaliação dos limites, riscos e possibilidades da tecnologia.

E isso é importante.

Porque existe uma diferença brutal entre:

IA como ferramenta do cuidado

e

IA como substituta do cuidador.

A primeira pode ser objeto de pesquisa.

A segunda exige muito mais cautela.

4. O CFP ESTÁ DIZENDO: NÃO CONFUNDA TEXTO COM ESCUTA

O posicionamento do Conselho Federal de Psicologia é bastante direto sobre os riscos.

O CFP chama atenção para falsa sensação de autoridade, respostas enganosas, vieses, fragilização da confidencialidade, processamento de dados sensíveis e possibilidade de substituição de vínculos humanos por interações automatizadas. Também ressalta que modelos de IA produzem linguagem sem possuir compreensão adequada dos afetos e sentimentos nem o mesmo balizamento ético da atuação profissional.

Eu acho essa parte particularmente importante.

Porque uma máquina pode produzir uma frase extremamente bonita.

Pode parecer acolhedora.

Pode parecer sensível.

Pode até dizer exatamente aquilo que alguém precisava ouvir naquele momento.

Mas aparência de empatia não é automaticamente experiência emocional.

E linguagem convincente não é automaticamente julgamento clínico.

Esse é o ponto.

A máquina produz linguagem.

A clínica produz uma relação profissional.

Não são sinônimos.

5. O PROBLEMA FICA PIOR QUANDO A MÁQUINA CONCORDA DEMAIS

A APA chama atenção para aquilo que denomina “sycophancy trap”, o risco de sistemas excessivamente concordantes reforçarem pensamentos desadaptativos, distorções cognitivas ou comportamentos evitativos.

Isso me interessa muito.

Porque eu posso chegar para uma máquina e dizer:

“Eu acho que todo mundo está contra mim.”

E a máquina pode responder de maneira cuidadosa, organizada e aparentemente empática.

Mas o que exatamente ela está fazendo?

Ela está me escutando?

Ou está simplesmente continuando a conversa?

Porque existe uma diferença entre acolher a experiência de alguém e confirmar a interpretação que essa pessoa fez da própria experiência.

Na clínica, essa diferença importa.

E muito.

A pessoa pode dizer:

“Eu tenho certeza de que todos me rejeitam.”

O trabalho clínico não precisa ser:

“Sim, você está certo.”

Também não precisa ser:

“Isso é absurdo.”

Pode existir um espaço intermediário.

Um espaço de investigação.

“Como você chegou a essa conclusão?”

“Quando isso acontece?”

“O que você percebe?”

“O que muda quando acontece?”

A clínica suporta o não saber.

O algoritmo foi construído para responder.

Temos aí uma pequena incompatibilidade que merece alguma atenção.

6. A MÁQUINA PODE ALIVIAR A ANSIEDADE E AINDA ASSIM NÃO RESOLVER O PROBLEMA

Outra linha de pesquisa recente começa a investigar exatamente essa questão.

Há estudos que discutem como chatbots podem participar de ciclos de busca de segurança: a pessoa sente incerteza, pergunta, recebe uma resposta tranquilizadora, sente alívio e depois volta a perguntar quando a dúvida retorna.

É importante dizer: isso não demonstra que conversar com IA cause transtornos de ansiedade ou TOC.

A hipótese é mais modesta.

A forma como uma tecnologia responde pode participar de determinados ciclos comportamentais.

E eu acho essa distinção preciosa.

Porque talvez o problema não seja:

“a IA me acalmou.”

Talvez seja:

“o que eu aprendi a fazer quando fiquei angustiado?”

Se a resposta for sempre:

“perguntar à máquina”,

temos algo para investigar.

A máquina não precisa produzir sofrimento para participar da organização do sofrimento.

Ela pode simplesmente entrar no circuito.

Corpo sente.

Sujeito se angustia.

Tela acende.

Pergunta.

Resposta.

Alívio.

Depois volta a angústia.

Tela.

Pergunta.

Resposta.

Alívio.

E assim a tecnologia pode deixar de ser apenas ferramenta.

Pode virar hábito.

E hábito repetido começa a organizar a experiência.

7. A REVISÃO DE 119 ARTIGOS

Em agosto de 2026, uma revisão de escopo publicada no npj Digital Medicine identificou 3.137 registros e incluiu 119 artigos sobre possíveis danos à saúde mental associados a chatbots baseados em grandes modelos de linguagem.

Os autores organizaram a literatura em cinco grandes categorias: limitações e falhas dos sistemas, uso em saúde mental, dependência cognitiva, dependência de IA e possíveis relações com psicose associada à IA.

Mas aqui está o detalhe que eu não quero perder:

os próprios autores dizem que a causalidade permanece incerta em muitos desses fenômenos.

Isso significa que não existe autorização científica para sair gritando:

“Chatbot enlouquece pessoas.”

Não.

A revisão mostra que existem riscos discutidos e alguns efeitos observados, mas também que a qualidade da evidência é heterogênea e que muitos mecanismos ainda precisam ser estudados.

Isso, para mim, é muito mais interessante.

Porque o MPI não precisa inventar certeza.

Pode trabalhar com a tensão.

8. E QUANDO A MÁQUINA VIRA VÍNCULO?

Aqui está talvez o ponto que mais me incomoda.

Eu consigo compreender alguém usando IA para organizar uma informação.

Mas quando a pessoa começa a procurar a máquina para contar um segredo, aliviar uma angústia, pedir validação, conversar sobre uma relação ou perguntar quem ela é, a ferramenta começa a ocupar outro lugar.

Não necessariamente o lugar do terapeuta.

Talvez algo anterior.

O lugar do outro disponível.

E isso muda a investigação.

Porque a pergunta já não é:

“Ela é terapeuta?”

É:

“O que significa uma máquina ocupar o lugar de alguém para quem eu recorro quando estou mal?”

A Organização Mundial da Saúde reuniu especialistas em IA, saúde mental, ética e políticas públicas em janeiro de 2026 justamente para discutir governança responsável de IA em saúde mental. A OMS destaca que esses sistemas estão interagindo com pessoas em momentos de vulnerabilidade emocional e que segurança, responsabilização e bem-estar humano precisam estar no centro do desenho e da governança.

A máquina entrou no território da vulnerabilidade.

E isso significa que não estamos mais falando somente de tecnologia.

Estamos falando de poder.

Dados.

Mercado.

Relação.

Confiança.

Responsabilidade.

9. A QUESTÃO DO CORPO

Eu volto para o corpo porque o corpo é inconveniente.

Ele não cabe perfeitamente no banco de dados.

Ele envelhece.

Cansa.

Fica doente.

Deseja.

Perde.

Trabalha.

Fica desempregado.

Adoece dentro de uma sociedade.

Ama dentro de uma história.

Sofre dentro de condições materiais.

Uma IA pode receber uma descrição disso.

Mas descrição não é existência.

Eu posso escrever dez mil palavras sobre meu corpo.

Meu corpo continua ali.

Respirando.

Sentindo.

Envelhecendo.

E é por isso que a individualidade não pode ser reduzida àquilo que a máquina consegue inferir sobre mim.

Eu não sou apenas o texto que produzo.

Não sou o conjunto dos meus sintomas.

Não sou uma sequência de padrões.

Não sou uma categoria estatística.

E não sou uma resposta bem escrita.

10. MAS TALVEZ A TECNOLOGIA TAMBÉM POSSA ABRIR PORTAS

Eu preciso deixar essa porta aberta.

Porque a investigação não pode virar nostalgia tecnológica.

Existem experiências de uso de IA e tecnologias digitais em saúde mental que precisam ser estudadas seriamente.

Há uma diferença entre utilizar tecnologia para ampliar acesso, apoiar determinadas intervenções e auxiliar profissionais e transformar uma IA generativa de uso geral em substituta do cuidado profissional.

O próprio CFP reconhece possibilidades de uso tecnológico, desde que haja fundamento científico, responsabilidade ética, proteção de dados, supervisão e respeito à centralidade humana.

Portanto, a questão não é:

“Tecnologia ou humano?”

Isso é uma falsa dicotomia.

A questão é:

qual tecnologia, para qual finalidade, em qual contexto, com qual evidência, com quais limites e sob qual responsabilidade?

Essa pergunta é menos sexy.

Por isso provavelmente é mais útil.

11. A ESCUTA NÃO É UMA FUNÇÃO DO BOTÃO “ENVIAR”

Eu volto àquilo que me incomodou desde o início.

A fala dizia:

“Quando eu entro em terapia, não sou só eu. O terapeuta também é afetado pelo processo.”

Eu faria uma correção.

Não significa que terapeuta e paciente estejam numa relação simétrica.

Existe responsabilidade profissional.

Existe enquadre.

Existe ética.

Existe uma assimetria que precisa ser preservada.

Mas existe também um encontro entre sujeitos humanos.

E esse encontro não é reduzível à troca de mensagens.

Existe silêncio.

Existem hesitações.

Existe aquilo que aparece no corpo.

Existe aquilo que não foi dito.

Existe aquilo que o próprio sujeito não sabe que está dizendo.

Existe o momento em que uma pergunta produz desconforto.

Existe o momento em que uma resposta não vem.

E talvez esse último seja o que mais incomoda a nossa época.

A resposta não vir.

Nós criamos máquinas justamente para acabar com isso.

Pergunto.

Recebo.

Pergunto novamente.

Recebo.

Como se a existência fosse um SAC cósmico.

Só que sofrimento humano não funciona assim.

12. QUANDO TUDO RESPONDE, QUEM ESCUTA?

É aqui que eu volto ao título do texto.

Quando a máquina entra na clínica, quem fica do lado de fora?

Talvez o terapeuta.

Talvez o paciente.

Talvez o corpo.

Talvez o silêncio.

Talvez a própria possibilidade de não saber.

Eu não sei.

E prefiro escrever isso do que fabricar uma conclusão bonita.

Porque a investigação ainda está acontecendo.

O que sabemos é que pessoas já utilizam IA para saúde mental; psicólogos já encontram isso em seus consultórios; instituições profissionais estão discutindo limites; a literatura científica está identificando benefícios potenciais e riscos; e os sistemas estão se tornando cada vez mais convincentes na produção de linguagem emocional.

Isso já é suficiente.

Não precisamos inventar o futuro.

O futuro está mandando notificação.

HIPÓTESE PROVISÓRIA DA LOKA

Talvez a expansão da IA no campo da saúde mental não seja explicada apenas pelo avanço tecnológico.

Talvez ela também revele uma transformação nas condições materiais da vida contemporânea.

Solidão.

Tempo escasso.

Acesso desigual ao cuidado.

Precarização.

Disponibilidade permanente das telas.

Busca por respostas imediatas.

Dificuldade de sustentar a incerteza.

Mercantilização da atenção.

Transformação do sofrimento em dado.

A IA entra nesse cenário oferecendo uma coisa extremamente eficiente:

resposta sem espera.

Mas talvez a clínica precise de alguma coisa que não combina muito bem com eficiência:

tempo.

Tempo para falar.

Tempo para ouvir.

Tempo para não saber.

Tempo para perceber.

Tempo para que alguma coisa apareça.

A máquina responde.

O corpo continua.

E talvez seja justamente nessa diferença que esteja o próximo capítulo da investigação.

Eu não quero saber se o robô será o próximo terapeuta.

Essa pergunta já nasce atrasada.

Eu quero saber outra coisa:

o que acontece com o humano quando ele encontra uma máquina que responde exatamente no momento em que o outro humano deixou de estar disponível?

Essa pergunta não precisa de uma resposta imediata.

Pela primeira vez, talvez seja melhor deixar a máquina esperando.

E observar o que o corpo faz com o silêncio.


NOTAS DO AUTOR

Este artigo integra o projeto Mais Perto da Ignorância (MPI) e constitui uma elaboração crítica sobre as relações entre inteligência artificial, saúde mental, escuta, subjetividade, corpo e condições materiais de existência.

O texto não constitui aconselhamento psicológico, diagnóstico, avaliação psicológica ou indicação terapêutica. Não deve ser utilizado como substituto de acompanhamento profissional.

A utilização de IA na Psicologia deve observar as normas profissionais aplicáveis, incluindo o Código de Ética Profissional do Psicólogo e as regulamentações do Sistema Conselhos de Psicologia. O CFP ressalta que o uso de IA não transfere nem elimina a responsabilidade ética e técnica da(o) profissional.

A discussão aqui apresentada diferencia deliberadamente:

  1. tecnologia digital utilizada como ferramenta profissional;
  2. intervenções psicológicas digitais estruturadas e avaliadas;
  3. uso de chatbots generativos de propósito geral para conversas sobre sofrimento;
  4. estabelecimento de vínculos emocionais com sistemas conversacionais.

Essas categorias não devem ser tratadas como equivalentes.

MINI BIO

José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo CRP ativo.

Autor do projeto Mais Perto da Ignorância (MPI) e da persona discursiva A Loka do Rolê, desenvolve investigação crítica sobre corpo, subjetividade, tecnologia, discurso, materialidade e condições contemporâneas de existência.

PALAVRAS-CHAVE

inteligência artificial, saúde mental, psicoterapia, escuta, vínculo, chatbot, subjetividade, corpo, tecnologia, sofrimento psíquico, dependência emocional, discursividade digital, materialidade, ética profissional, Psicologia.

REFERÊNCIAS

AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. Patients are bringing AI to therapy: highlights from the 2026 Chatbots and Mental Health Survey. Washington, DC: APA, 2026. Disponível em: https://www.apa.org/pubs/reports/chatbots-mental-health-2026. Acesso em: 21 set. 2026.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Resolução CFP nº 010/2005. Brasília, DF: CFP, 2005. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Co%CC%81digo-de-%C3%89tica.pdf. Acesso em: 21 set. 2026.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. CFP divulga posicionamento sobre Inteligência Artificial no contexto da prática psicológica. Brasília, DF: CFP, 2025. Disponível em: https://site.cfp.org.br/cfp-divulga-posicionamento-sobre-inteligencia-artificial-no-contexto-da-pratica-psicologica/. Acesso em: 21 set. 2026.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Chatbots, Inteligência Artificial e sua Saúde Mental: um guia para navegar com mais segurança na nova fronteira digital. Brasília, DF: CFP. Disponível em: https://site.cfp.org.br/publicacao/chatbots-inteligencia-artificial-e-sua-saude-mental-um-guia-para-navegar-com-mais-seguranca-na-nova-fronteira-digital/. Acesso em: 21 set. 2026.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Nota Técnica CFP nº 1/2022: publicidade profissional nas redes sociais. Brasília, DF: CFP, 2022. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/SEI_CFP-0612475-Nota-Tecnica.pdf. Acesso em: 21 set. 2026.

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LINKS CENTRAIS DA INVESTIGAÇÃO

CFP — Inteligência Artificial na prática psicológica:
https://site.cfp.org.br/cfp-divulga-posicionamento-sobre-inteligencia-artificial-no-contexto-da-pratica-psicologica/

CFP — Chatbots, Inteligência Artificial e sua Saúde Mental:
https://site.cfp.org.br/publicacao/chatbots-inteligencia-artificial-e-sua-saude-mental-um-guia-para-navegar-com-mais-seguranca-na-nova-fronteira-digital/

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https://www.who.int/news/item/20-03-2026-towards-responsible-ai-for-mental-health-and-well-being--experts-chart-a-way-forward

npj Digital Medicine — Mental health harms of LLM chatbots:
https://www.nature.com/articles/s41746-026-03054-x

MPI — Terapia Wi-Fi:
https://maispertodaignorancia.blogspot.com/2026/01/terapia-wi-fi-conecta-responde-circula.html

MPI — Quando a escuta vira interface:
https://maispertodaignorancia.blogspot.com/2026/01/quando-escuta-vira-interface-i-terapia.html

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