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QUESTIONÁRIOS PARA FANTASMAS: QUANDO A PESQUISA DE LEVANTAMENTO INTERROGA CORPOS QUE JÁ NÃO RESPONDEM

QUESTIONÁRIOS PARA FANTASMAS: QUANDO A PESQUISA DE LEVANTAMENTO INTERROGA CORPOS QUE JÁ NÃO RESPONDEM Resumo Este artigo propõe uma leitura corrosiva da condição subjetiva contemporânea e discute a impossibilidade crescente de produzir autorrelatos significativos em pesquisas de levantamento. Partindo do princípio kierkegaardiano de que a vida só é vivível no passado, da ontologia corporal de Spinoza e da tese de Becker sobre a mentira caractereológica, argumenta-se que o sujeito atual perdeu a materialidade necessária para responder a instrumentos padronizados. A pesquisa de levantamento, sustentada metodologicamente conforme delineado por Shaughnessy, Zechmeister e Zechmeister, opera como técnica legítima, mas encontra um cenário clínico-político onde o eu se tornou fragmento, fluxo e ausência. Este texto articula forma e decomposição: mantém a estrutura acadêmica enquanto assume o estilo ensaístico-existencial do Breviário da Decomposição, tensionando método e ontologia ...

E SE O DESESPERO FOR LÚCIDO? Uma cartografia da decomposição existencial em tempos de positividade tóxica

E SE O DESESPERO FOR LÚCIDO? Uma cartografia da decomposição existencial em tempos de positividade tóxica JOSÉ ANTÔNIO LUCINDO DA SILVA  26/06/2025 #maispertodaignorancia RESUMO Este trabalho propõe uma análise psicossocial crítica do suicídio enquanto sintoma de uma sociedade que liquefez suas estruturas, saturou o sujeito de desempenho e silenciou o desespero por meio de discursos anestésicos. A partir de pensadores como Émile Durkheim, Albert Camus, Emil Cioran, Søren Kierkegaard, Byung-Chul Han, Zygmunt Bauman e Neury Botega, a investigação percorre os paradoxos da vida contemporânea, onde a única questão filosófica que ainda resta talvez seja: por que continuar? O texto recusa qualquer apelo à autoajuda, abordando o suicídio como fenômeno social, ético e existencial — atravessado pela crise da alteridade, da linguagem e do tempo. Palavras-chave : desespero; crítica psicossocial; desempenho; existência; lucidez. 1. INTRODUÇÃO Vivemos um tempo em que tud...