O amor invisível e a ruína da escuta: entre o feed e o corpo Autoria: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Personagem narrativa: A Loka do Rolê Instituição: Projeto Mais Perto da Ignorância Resumo O presente artigo propõe tensionar o discurso veiculado pela Folha de S.Paulo na matéria “Ter um namorado virou motivo de vergonha? O que isso diz sobre as mulheres de hoje” (2025), confrontando-o com a materialidade da experiência amorosa à luz da filosofia, da psicanálise e da ética clínica. Parte-se da constatação de que o discurso midiático sobre o amor opera como simulacro de autonomia, descolado do tempo, do corpo e do espaço onde a vida acontece. A análise articula Platão (O Banquete), Bauman (Amor Líquido), Freud (Luto e Melancolia), Byung-Chul Han (A Sociedade da Transparência), Zuboff (A Era do Capitalismo de Vigilância) e o filme Her (2013), de Spike Jonze. A ironia da Loka do Rolê, como voz clínica-filosófica, revela que todo discurso sobre o amor ...
"Mais Perto da Ignorância é um espaço de reflexão crítica sobre os paradoxos da existência contemporânea. Explorando temas como tecnologia, discursividade, materialidade e consumo, inspira-se em autores como Byung-Chul Han, Freud e Nietzsche. O blog questiona narrativas dominantes, desmistifica ilusões e convida ao diálogo profundo. Aqui, ignorância não é falta de saber, mas um confronto com dúvidas e angústias, desafiando verdades superficiais e mercantilizadas.” — José Antonio Lucindo da Silva