Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta violência estrutural

PowerPointou: quando gráficos otimistas não sobrevivem à realidade brasileira.

PowerPointou: quando gráficos otimistas não sobrevivem à realidade brasileira Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: progresso estatístico; violência estrutural; feminicídio; mal-estar social; ideologia econômica; modernidade. A coluna “Você pensa que antigamente a vida era melhor? Vamos aos fatos para avaliar se era mesmo”, publicada por Celso Ming no jornal O Estado de S. Paulo, apresenta uma narrativa típica do otimismo econômico contemporâneo: o mundo estaria melhor porque indicadores materiais — renda, tecnologia, expectativa de vida — evoluíram historicamente. O argumento, embora baseado em dados reais, apresenta uma fragilidade estrutural: transforma progresso técnico em diagnóstico civilizacional total. Este ensaio confronta essa tese com dados institucionais sobre violência social, especialmente violência contra mulheres, demonstrando que avanço tecnológico não elimina estruturas históricas de violê...

Quando a lei chega depois do corpo

Quando a lei chega depois do corpo Um diálogo da Loka do Rolê com Durkheim, Freud e Becker A Loka do Rolê: Vocês gostam de chamar isso de exceção. “Caso extremo.” “Desvio.” “Monstruosidade.” Eu chamo de rotina que escapou do tapete. Porque o resto — o que não vira manchete — vocês varrem todo dia com discurso adulto e consciência limpa. Émile Durkheim: Nenhum ato nasce no vácuo. Quando a norma enfraquece, o desvio aparece. A violência não é acidente individual, é sintoma coletivo. Falha de regulação. Falha de limite. A Loka do Rolê: Eu sei. Por isso que ninguém devia fingir surpresa. Quando todo mundo aprende que limite é grosseria e autoridade é abuso, alguém vai testar até onde dá. Sempre testa. A pergunta não é por que aconteceu. É: por que vocês achavam que não ia acontecer? Durkheim: O choque público cumpre função ritual. A indignação recompõe a moral coletiva. A punição restaura a confiança no sistema. A Loka do Rolê: Ou seja: a punição serve mais para aca...

Violência, Discurso & Invisibilidade —Crítica ao dispositivo patológico-moral e à impunidade simbólica no Brasil contemporâneo

Violência, Discurso & Invisibilidade — Crítica ao dispositivo patológico-moral e à impunidade simbólica no Brasil contemporâneo Autor: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Resumo Este artigo analisa criticamente a maneira dominante pela qual episódios recentes de violência extrema — institucional, de gênero ou midiática — são representados no discurso público brasileiro. Argumenta-se que a patologização ou moralização dos perpetradores age como mecanismo de invisibilização da vítima, de reabilitação simbólica do agressor e de reprodução da violência em estrutura social e simbólica. Com base em revisão teórica, dados empíricos recentes e análise documental, propõe-se uma abordagem ética-clínica que revaloriza a vida do outro em sua alteridade absoluta, recusando explicações simplistas que naturalizam o horror. Palavras-chave: violência estrutural; discurso mediático; psicopatologia; impunidade simbólica; subjetividade. 1. Introdução Nos últimos anos ...