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A mostrar mensagens com a etiqueta sujeito

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação Mini-bio Análise ensaística que articula geopolítica, psicanálise e crítica discursiva para investigar a repetição estrutural do conflito humano e sua amplificação contemporânea via economia e mídia. Notas do autor Este texto não busca resolver o problema da guerra, mas tensionar seus limites explicativos. Parte do pressuposto de que não há exterioridade possível ao sistema analisado, incluindo o próprio sujeito que observa. A abordagem mistura dados empíricos com leitura crítica da linguagem, recusando fechamento conclusivo. Palavras-chave guerra, geopolítica, Estreito de Hormuz, narrativa mediática, psicanálise, conflito estrutural, economia global, sujeito, discurso, repetição histórica RESUMO: Este texto investiga a tensão entre a repetição estrutural dos conflitos humanos e a amplificação contemporânea de seus efeitos econômicos e discursivos. A partir da crise no Estreito de Hormuz em 2026...

O sujeito não está mais aqui: correção, conexão e consolo em tempos de IA

O sujeito não está mais aqui: correção, conexão e consolo em tempos de IA Resumo: O presente artigo explora, em primeira pessoa, o sumiço do sujeito no contexto contemporâneo dominado por inteligências artificiais e performances digitais. Parte-se de três notícias recentes que, a pretexto de avanços tecnológicos, denunciam a substituição da escuta pela correção, da relação pela interface e do sofrimento pela performance. Entre links, falas de especialistas e uma boa dose de ironia ácida, sugere-se que o sujeito não desapareceu: ele foi deletado, suavemente, com emoji de aprovação.   Se você procurar bem, talvez encontre o sujeito entre os termos de uso. Não na escola, onde a correção da redação já pode ser feita por um robô que distribui notas altas a textos vazios. Também não na terapia, onde outro robô, gentil e acolhedor, oferece escuta sem escuta, fala sem escuta e ausência sem falta. Muito menos nas redes, onde somos todos conectados, mas estranhamente s...

Tá tudo otimizado, mas cadê o sujeito?

Tá tudo otimizado, mas cadê o sujeito? José Antônio Lucindo da Silva – #enxerofeed #maispertoignorancia Resumo Este artigo propõe uma reflexão crítica e irônica sobre a promissora “revolução” da inteligência artificial (IA) no marketing digital, partindo da análise do artigo da revista Exame (2025), intitulado "Como a Inteligência Artificial está revolucionando o marketing digital global".  Contrapondo os argumentos tecnofílicos com os autores que embasaram nossas discussões anteriores — Freud, Bauman, Marx, Fédida e Byung-Chul Han —, problematizamos a forma como o discurso da eficiência algorítmica está reconfigurando o sujeito contemporâneo como dado, previsão ou métrica.   Através de uma abordagem interdisciplinar, analisamos como o sujeito performático é capturado pela lógica do engajamento, sendo progressivamente esvaziado de conflito, desejo e materialidade. 1. Introdução: entre dados e desejos, quem apaga quem? Em um mundo onde a inteligência artificial pro...