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A mostrar mensagens com a etiqueta Marx

NÃO HÁ OUTRO. SÓ ECO COM WI-FI.

NÃO HÁ OUTRO. SÓ ECO COM WI-FI. Autor: A Loka do Rolê Projeto: Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: escuta simulada; espelho discursivo; tecnologia; mal-estar; engajamento; eco; materialidade; Freud; Marx; Zuboff; ética. Resumo Eu não vim anunciar futuro. Não vim prever colapso nem vender redenção digital. Eu vim nomear um incômodo: vocês chamam de diálogo aquilo que talvez seja apenas eco estatístico. A tecnologia não inventou o narcisismo — ela só colocou fibra óptica nele. Não criou o mal-estar — só o organizou em dashboard. O que hoje chamam de “novo sujeito digital” é o mesmo sujeito dividido de sempre, agora metrificado. A diferença não é ontológica; é operacional. Se há algo de novo, é a contabilidade do olhar. Curtida virou forma numérica do reconhecimento. Engajamento virou moeda do espelho. E eu não estou aqui para oferecer saída. Estou aqui para manter o ruído. Introdução — O Impasse Não É Futuro, É Estrutura Eu não faço futurologia. E...

Niilismo que não toca o chão: quando o discurso desaba antes do corpo

Niilismo que não toca o chão: quando o discurso desaba antes do corpo 🎬👇 Nosso Canal no YouTube ( Artigo em Áudio). Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: niilismo digital; materialidade; discurso; capitalismo tardio; subjetividade; Marx; Freud; Byung-Chul Han; Nietzsche. Resumo: Chamam de niilismo aquilo que hoje se espalha como estética, performance e assinatura discursiva nas redes digitais. Mas o que se observa não é a travessia do vazio descrita por Nietzsche, nem a experiência radical da perda de sentido que atravessa o corpo, o tempo e a existência material. Trata-se de um niilismo sem chão, produzido em excesso de linguagem, saturado de obviedades, sustentado por condições materiais que permitem falar do nada sem nunca cair nele. Este artigo tensiona esse paradoxo: o niilismo contemporâneo não nasce da falta de sentido, mas da inflação simbólica que neutraliza o real. A partir de Marx, Freud e Byung-Chul Han, a...

Nação dopamina e seus silêncios: uma crítica psico-bio-social e tecnológica ao discurso reducionista do vício digital

Nação dopamina e seus silêncios: uma crítica psico-bio-social e tecnológica ao discurso reducionista do vício digital 📺 👉 Texto Introdutório Resumo Este artigo propõe uma análise crítica da obra Nação Dopamina de Anna Lembke, frequentemente utilizada como referência explicativa para o vício nas redes sociais. O texto examina os limites do diagnóstico neuroquímico ao contrastá-lo com perspectivas de Freud, Marx, Byung-Chul Han, Cathy O’Neil, Jonathan Haidt, Jean Twenge e Christopher Lasch. A reflexão tensiona o discurso midiático que se apoia exclusivamente na dopamina como explicação do mal-estar contemporâneo, questionando de forma irônica — à maneira de Emil Cioran — se não estaríamos transformando uma molécula em desculpa universal. O artigo articula aspectos psico-bio-sociais e tecnológicos, ressaltando que o vício digital é inseparável de estruturas históricas, políticas e econômicas. 🎧👉 Podcast Anna Lembke inicia Nação Dopamina descrevendo que “a balança entre dor...