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Capítulo — Não há escuta → o corpo não responde, ele interrompe

Capítulo — Não há escuta → o corpo não responde, ele interrompe Palavras-gírias: corte, ruído, glitch, corpo, resto, falha, algoritmo, exaustão, colapso, repetição Interlúdio da Loka: Você chama de consciência o que sobrou depois da queda chama de memória o que nunca chegou a acontecer e ainda quer escuta num lugar onde o corpo já desligou antes eu não falo eu apareço no intervalo Apresentação: Este capítulo não investiga a escuta como técnica — investiga sua impossibilidade como garantia. No bloco acadêmico, a escuta é desmontada como ideal clínico e social, atravessada por Freud, Han, Durkheim e Zuboff, onde o sujeito não sustenta continuidade suficiente para ser “escutado”. No bloco narrativo, a Loka dramatiza o colapso do eu como interrupção corporal — não há história, há remendos. No bloco corrosivo, o texto tensiona a cultura do engajamento, onde escutar foi substituído por responder. Por fim, no bloco clínico, articula-se o sofrimento contemporâneo como excesso de funcionamento,...

Quando o medo vira notificação

Quando o medo vira notificação Palavras-gírias: alerta, bug, scroll, vício, ansiedade, hype, algoritmo, colapso, ruído. Interlúdio da Loka Vocês chamam de tecnologia. Eu chamo de afeto mal distribuído. Vocês chamam de conexão. Eu vejo corpo tremendo por vibração fantasma. Não é progresso. É reorganização da ansiedade. Este capítulo examina a reorganização afetiva da infância e da adolescência na era das notificações digitais. A hipótese central é que o regime de alerta intermitente produz instabilidade afetiva estrutural, com impactos psicodinâmicos, neurobiológicos e políticos. A análise articula: — Espinosa (afetos e variação de potência) — Freud (economia pulsional e mal-estar civilizatório) — Han (erosão da duração) — Bauman (insegurança estrutural) — Zuboff (capitalismo de vigilância) — Twenge e Haidt (dados epidemiológicos contemporâneos) — DSM-5-TR e CID-11 (classificações diagnósticas) — Shaughnessy (metodologia científica) Não há...

Um anônimo disse!

Narrativas Invisíveis do Colapso: Uma leitura psicobiossocial da performatividade emocional contemporânea Resumo: Este artigo propõe uma análise psicobiossocial crítica das construções narrativas associadas à patologização contemporânea do sofrimento, com base em uma entrevista concedida por um sujeito anônimo em mídia nacional. Sem identificar nomes próprios, buscamos tensionar o apagamento das dimensões biológicas, sociais e simbólicas que estruturam o adoecimento psíquico. Fundamentado nas obras de Freud, Kierkegaard, Bauman, Byung-Chul Han, Zuboff e documentos clínicos como o DSM-V e CID-11, o texto explora o paradoxo entre a vivência do colapso e sua estetização performática no discurso médico-midiático. Evidencia-se a carência de um modelo integrativo que contemple os dados clínicos e sociais em sua radical complexidade, sem reducionismos diagnósticos. Conclui-se com a necessidade de reinscrever o sofrimento para além da lógica classificatória, considerando o sujeito ...