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EU NÃO QUERO SABER QUEM É O NARCISO DA SALA. QUERO SABER QUEM CONSTRUIU O ESPELHO, QUEM VIROU ECO, QUEM ESTÁ RECEBENDO A RESPOSTA E O QUE O CORPO ESTÁ FAZENDO ENQUANTO TODO MUNDO DISCUTE A IMAGEM.

EU NÃO QUERO SABER QUEM É O NARCISO DA SALA. QUERO SABER QUEM CONSTRUIU O ESPELHO, QUEM VIROU ECO, QUEM ESTÁ RECEBENDO A RESPOSTA E O QUE O CORPO ESTÁ FAZENDO ENQUANTO TODO MUNDO DISCUTE A IMAGEM. Introdução: antes de chamar alguém de Narciso, diga de qual narcisismo você está falando Eu estava numa live sobre narcisismo. Até aí, nada de extraordinário. O século XXI conseguiu transformar praticamente qualquer conceito em conteúdo de trinta segundos, então era só mais uma noite ordinária da humanidade tentando explicar a própria desgraça com uma palavra que cabe numa legenda. Em determinado momento, eu perguntei: “Ô, maluco, de que narcisismo você está falando?” Primário? Secundário? Narcisismo como investimento libidinal? Narcisismo de vida? Narcisismo de morte? A tradição freudiana? André Green? Christopher Lasch? Uma leitura social? Uma leitura clínica? Uma metáfora cultural? Silêncio. E foi aí que começou o problema. Não porque alguém tenha falado sobre narcisismo. O pro...

O BRASIL CONECTADO NÃO É O BRASIL REPRESENTADO

O BRASIL CONECTADO NÃO É O BRASIL REPRESENTADO: Narciso, Eco e a Ilusão Discursiva da Experiência na Era das Plataformas RESUMO: Este ensaio propõe uma análise crítica da relação entre subjetividade, tecnologia, alteridade e materialidade no contexto contemporâneo brasileiro. Partindo do eixo Psico–Bio–Social e Discursivo Digital, busca-se compreender de que maneira as plataformas digitais reorganizam a experiência humana através da amplificação de discursos, da produção de identidades narrativas e da crescente mediação tecnológica das relações sociais. Dialogando com Sigmund Freud, André Green, Robin Dunbar, Byung-Chul Han e outras referências das ciências humanas, argumenta-se que a expansão das infraestruturas digitais não produziu necessariamente maior capacidade de elaboração psíquica, participação social ou representação democrática. Em contrapartida, observa-se uma intensificação dos mecanismos de circulação discursiva, da gestão da imagem e da substituição progressi...

NARCISO PAROU DE OLHAR O REFLEXO. AGORA ELE ESCUTA O ECO DO ALGORITMO.

NARCISO PAROU DE OLHAR O REFLEXO. AGORA ELE ESCUTA O ECO DO ALGORITMO. AUTOR: A Loka do Rolê PROJETO: Mais Perto da Ignorância — MPI PALAVRAS-CHAVE : capitalismo de vigilância, subjetividade digital, sofrimento contemporâneo, narcisismo, inteligência artificial, trabalho, algoritmo, Byung-Chul Han, Freud, Marx, Brasil, precarização, desempenho, psicopolítica Resumo: As recentes notícias sobre inteligência artificial, sofrimento psíquico, insegurança laboral, disputa geopolítica por minerais raros e reorganização tecnológica do trabalho revelam uma transformação estrutural da subjetividade contemporânea. O sujeito deixa progressivamente de operar apenas como trabalhador ou consumidor e passa a disponibilizar continuamente sua própria identidade como matéria econômica e discursiva. A lógica algorítmica reorganiza tempo, linguagem, corpo e reconhecimento social. O sofrimento deixa parcialmente de surgir apenas da repressão clássica e passa a emergir da necessidade contínua de ...