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A mostrar mensagens com a etiqueta saúde mental

O CORPO NÃO ACOMPANHA MAIS O FUNCIONAMENTO

O CORPO NÃO ACOMPANHA MAIS O FUNCIONAMENTO Exaustão, dívida, plataformas, IA e o colapso silencioso da subjetividade contemporânea José Antônio Lucindo da Silva Projeto: MAIS PERTO DA IGNORÂNCIA (MPI) 🎥 VÍDEO NO CANAL#alokadorole  Palavras-chave:  saúde mental, sofrimento psíquico, subjetividade contemporânea, trabalho, inteligência artificial, plataformas digitais, endividamento, autoexploração, Byung-Chul Han, economia da atenção, exaustão, precarização, psicologia social, tecnologia, corpo, vigilância, desempenho, medicalização, burnout, capitalismo de plataforma. Resumo: A contemporaneidade parece ter desenvolvido uma forma particularmente eficiente de administrar o sofrimento humano sem necessariamente interromper o funcionamento social. O aumento dos diagnósticos em saúde mental, a expansão do endividamento das famílias, o crescimento das plataformas digitais de aposta, a intensificação da captura algorítmica da atenção e a reorganização tecnológica do traba...

O MAL-ESTAR DIGITAL: CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA, SUBJETIVIDADE E SOFRIMENTO PSÍQUICO NA SOCIEDADE ALGORÍTMICA CONTEMPORÂNEA

O MAL-ESTAR DIGITAL: CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA, SUBJETIVIDADE E SOFRIMENTO PSÍQUICO NA SOCIEDADE ALGORÍTMICA CONTEMPORÂNEA José Antonio Lucindo da Silva — Projeto MPI RESUMO: O presente ensaio crítico propõe uma análise interdisciplinar das transformações contemporâneas da subjetividade diante da expansão do capitalismo de vigilância, da hiperconectividade digital e da crescente integração entre plataformas algorítmicas, comportamento humano e sofrimento psíquico. A partir da articulação entre Sigmund Freud, Zygmunt Bauman, Shoshana Zuboff, Cathy O’Neil e estudos contemporâneos sobre dependência digital, o texto investiga como a lógica tecnológica atual reorganiza processos de desejo, controle social, atenção, pertencimento e produção subjetiva. O objetivo não consiste em oferecer explicações simplificadoras ou soluções prescritivas, mas tensionar as contradições estruturais entre liberdade, segurança, prazer e vigilância no interior da sociedade digital contemporânea. Disc...

VOCÊ NÃO DESCANSOU. VOCÊ FOI OTIMIZADO.

VOCÊ NÃO DESCANSOU. VOCÊ FOI OTIMIZADO. Autor: José Antonio Lucindo da Silva Zé Projeto: A Loka do rolê 🎧 PODCAST NO CANAL NO YOUTUBE: 🎧 PODCAST – 2 – NO CANAL NO YOUTUBE   Palavras-chave:  saúde mental, otimização, algoritmo, trabalho, vigilância, subjetividade, psico-bio-social, desempenho Resumo: Eu chego em casa e chamo de descanso aquilo que já vem contaminado. Não é pausa — é intervalo funcional. O corpo desacelera, mas a lógica não. Tudo continua rodando: notificações, métricas invisíveis, expectativa de retorno, necessidade de ajuste. O discurso é elegante — fala de equilíbrio, autocuidado, gestão emocional — mas o que se sustenta é outra coisa: uma exigência contínua de funcionamento sob linguagem de bem-estar. O sujeito aparece como responsável por regular o que o próprio ambiente desregula. E quando não consegue, não há interrupção — há nomeação, classificação, intervenção. O texto não resolve isso. Ele só encosta no ponto onde o cansaço deixa de ser p...

VOCÊ NÃO CHEGOU CANSADO. VOCÊ FOI PROCESSADO.

VOCÊ NÃO CHEGOU CANSADO. VOCÊ FOI PROCESSADO. Autor: José Antonio Lucindo da Silva Zé Projeto: A Loka do rolê Palavras-chave: saúde mental, vigilância, trabalho, algoritmo, sofrimento psíquico, psico-bio-social, controle, diagnóstico Resumo Você saiu do trabalho achando que estava só cansado. Normal. Dia cheio. Tela demais. Gente demais. Cobrança demais. Aí você abre qualquer coisa — notícia, relatório, post institucional — e percebe que não é bem assim. Não é só cansaço. É padrão. Tudo tá sendo medido, previsto, reorganizado. Seu humor virou métrica. Seu sono virou gráfico. Seu comportamento virou dado. E curiosamente, o mesmo sistema que coleta isso tudo é o que te mantém em estado de alerta constante. Chamam de cuidado. Mas tem cheiro de controle. E não é um controle escondido — é um controle normalizado, com linguagem bonita, interface limpa e promessa de otimização. No meio disso, você tenta entender se tá adoecendo… ou só reagindo exatamente como deveria r...

Cannabis, saúde mental e evidência científica: expansão do uso em contraste com dados limitados

Cannabis, saúde mental e evidência científica: expansão do uso em contraste com dados limitados 🎬 CANAL NO YOUTUBE:  A discussão sobre o uso da cannabis medicinal em transtornos mentais ocorre em um contexto marcado por dois movimentos simultâneos: o crescimento expressivo da utilização da substância e a ausência de evidência científica robusta que sustente sua eficácia para condições como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Uma revisão ampla publicada no periódico The Lancet, reunindo 54 ensaios clínicos randomizados realizados entre 1980 e 2025, indica que não há comprovação consistente de benefício dos canabinoides para esses transtornos. Os resultados apontam que, mesmo diante da expansão do uso em diferentes países, os efeitos observados não superam o placebo em condições psiquiátricas centrais. Esse dado é reiterado por outras análises recentes, que destacam a predominância de evidências fracas, com alto risco de viés metodológico...

O ESTÔMAGO NÃO POSTA, MAS SUSTENTA O FEED

O ESTÔMAGO NÃO POSTA, MAS SUSTENTA O FEED ou: enquanto você debate o mundo, alguém está sendo modulado por ele AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE:  materialidade, modulação comportamental, saúde mental, economia da atenção, sofrimento psíquico, tecnologia, trabalho, discurso digital, dependência comportamental, subjetividade RESUMO: A internet fala. O corpo paga. Este artigo investiga o contraste entre a inflação discursiva das redes sociais e as condições materiais que sustentam — e modulam — a vida contemporânea. Entre a promessa de autonomia digital e a evidência de sofrimento psíquico crescente, emerge uma reorganização silenciosa: o comportamento humano passa a ser capturado, analisado e induzido por estruturas econômicas e tecnológicas. Amparado em contribuições de Marx, Freud, Byung-Chul Han e Shoshana Zuboff, o texto propõe que o sofrimento psíquico não é falha individual nem ruído estatístico, m...