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QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver

  QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE farmar aura, reconhecimento, caráter, nostalgia, retrotopia, juventude, geração, visibilidade, esquecimento, vínculos digitais, tempo, materialidade, performance, subjetividade, redes sociais, discurso, técnica, pertencimento, narcisismo, escuta RESUMO Existe uma pequena expressão circulando por aí — “farmar aura” — que parece inocente porque, afinal, toda geração inventa suas palavras para não precisar pedir autorização aos adultos. O problema começa quando uma geração anterior utiliza a expressão como prova de que a seguinte teria perdido aquilo que realmente importa: caráter, disciplina, responsabilidade, profundidade. O presente artigo não pretende defender a gíria nem condená-la. Pretende fazer algo menos confortável: perguntar d...

Da Fragilidade Programada à Antifragilidade Impossível: Helicópteros Parentais, Smartphones e a Morte dos Ritos de Autonomia na Pós-Modernidade Líquida

Da Fragilidade Programada à Antifragilidade Impossível: Helicópteros Parentais, Smartphones e a Morte dos Ritos de Autonomia na Pós-Modernidade Líquida Resumo-faca-no-peito — Enquanto 25 % dos jovens da Geração Z aparecem para entrevistas de emprego escoltados pelos próprios pais, especialistas registram o colapso de marcos clássicos de independência juvenil e a ascensão de uma subjetividade ansiosa, sobreprotegida e cronicamente avessa ao risco. Usando estatísticas de Jean Twenge, diagnósticos de Nassim Taleb e a viscosa metáfora de liquidez de Zygmunt Bauman, este artigo ironiza o paradoxo contemporâneo: na tentativa obsessiva de eliminar o atrito, fabricamos adultos quebradiços — e, como prevê Byung-Chul Han, esgotados antes mesmo de entrarem em cena. Confrontamos ainda a crítica recente de Candice Odgers, a moratória do APA sobre demonizar telas e o fenômeno “helicopter parenting” para mostrar que o maior risco talvez seja a própria anestesia ao risco. 1. Introdução –...