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SÉRIE — O TCC NEGADO: SUBJETIVIDADE, TECNOLOGIA E O OUTRO QUE NÃO COMPARECE

SÉRIE — O TCC NEGADO: SUBJETIVIDADE, TECNOLOGIA E O OUTRO QUE NÃO COMPARECE CAPÍTULO 1 — A PERGUNTA QUE NÃO FOI ACEITA (2018–2019) José Antônio Lucindo da Silva Resumo: Este capítulo apresenta a formulação inicial do problema de pesquisa desenvolvido entre os anos de 2018 e 2019, posteriormente recusado em contexto acadêmico. A questão central não se organizava em torno da dependência tecnológica em si, mas da impossibilidade de sustentação de um “outro” enquanto presença efetiva na experiência subjetiva mediada por tecnologias. Argumenta-se que tal hipótese, à época considerada deslocada, antecipa fenômenos que se intensificam no cenário contemporâneo. Palavras-chave: subjetividade; alteridade; tecnologia; nomofobia; mediação 1. Introdução: Entre 2018 e 2019, ao desenvolver meu Trabalho de Conclusão de Curso, a pergunta que orientava minha investigação não era sobre o uso excessivo da tecnologia. Era outra. Mais incômoda. Menos organizável. Eu me perguntava: ...

Manual de instruções para alugar a própria consciência

Manual de instruções para alugar a própria consciência Fonte Fonte 2 Assista no Canal no YouTube Escute no Spotify Ou: como empilhar superegos em racks refrigerados sem perder (muito) a humanidade Ligue o ar-condicionado: o CL1 , primeiro computador à base de 800 000 neurônios humanos, já vem com garantia de imortalidade em nuvem. Por módicos 35 000 dólares — ou por assinatura, a escolher — você pode hospedar “o que realmente importa”: o seu Eu (CORTICAL LABS, 2025). Se antes a angústia de finitude era tema de mesa-de-bar, agora virou SaaS : Self-as-a-Service . O brinde? Um superego 2.0 que, tal qual um fiscal sanitário freudiano, monitora cada deslize de dopamina e envia relatório semanal ao departamento de culpa (FREUD, 1996). 1 | Superego externo: Freud pede recuperação de senha O velho estruturalista de Viena avisou que o superego nasce da introjeção de proibições; Lacan acrescentou o espelho como palco onde o Eu se reconhece (LACAN, 1998). Agora, o espelho foi ...