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QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver

  QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE farmar aura, reconhecimento, caráter, nostalgia, retrotopia, juventude, geração, visibilidade, esquecimento, vínculos digitais, tempo, materialidade, performance, subjetividade, redes sociais, discurso, técnica, pertencimento, narcisismo, escuta RESUMO Existe uma pequena expressão circulando por aí — “farmar aura” — que parece inocente porque, afinal, toda geração inventa suas palavras para não precisar pedir autorização aos adultos. O problema começa quando uma geração anterior utiliza a expressão como prova de que a seguinte teria perdido aquilo que realmente importa: caráter, disciplina, responsabilidade, profundidade. O presente artigo não pretende defender a gíria nem condená-la. Pretende fazer algo menos confortável: perguntar d...

Diagnóstico ou Sentença? A Inteligência Artificial no espelho da memória que esquecemos de viver

Diagnóstico ou Sentença? A Inteligência Artificial no espelho da memória que esquecemos de viver (https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/ia-pode-identificar-pacientes-com-risco-de-alzheimer-e-ajudar-a-determinar-tratamento-precoce-diz-estudo/ar-AA1IPdaM) A matéria anuncia com entusiasmo o uso da Inteligência Artificial para identificar precocemente o risco de Alzheimer, sugerindo que o futuro da medicina reside na prevenção algorítmica. Mas o que estamos de fato prevenindo? A doença ou o próprio tempo? #MaisPertodaIgnorancia Vivemos em uma era em que a memória — antes humana, carregada de afetos, dores, lapsos e narrativas — torna-se um dado a ser lido por máquinas. A IA não apenas mede os esquecimentos, mas os antecipa. Não haverá mais espaço para esquecer-se aos poucos de quem se é. Agora, antes mesmo de nos perdermos de nós, um sistema nos encontrará e nos etiquetará: “em risco”. O risco deixa de ser uma possibilidade incerta e passa a ser mais uma mercadoria...