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O SUICÍDIO DO DISCURSO — ENSAIO SOBRE O COLAPSO DO EU PERFORMATIVO NA ERA DIGITAL

O SUICÍDIO DO DISCURSO — ENSAIO SOBRE O COLAPSO DO EU PERFORMATIVO NA ERA DIGITAL José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância Obra: A Loka do Rolê — A Escuta como Resto Resumo Este ensaio busca analisar o fenômeno que denomino “suicídio do discurso” — a autodestruição da linguagem como meio de subjetivação na contemporaneidade digital. A análise parte da perspectiva clínico-filosófica, com base em Freud, Marx, Cioran, Han e Becker, e sustenta-se metodologicamente no modelo de elaboração crítica qualitativa da Metodologia de Pesquisa em Psicologia (Shaughnessy et al., 2012). O objetivo não é prescritivo, mas reflexivo: compreender o esgotamento do sujeito que, ao tentar narrar-se, é engolido pela própria discursividade performática. Trata-se de um estudo sobre o eu que fala para existir, mas desaparece na própria fala. Palavras-chave: discurso; subjetividade; performance; niilismo; suicídio simbólico; materialidade;...

A MORTE LENTA DO CORPO — ENSAIO SOBRE O DESERTO DO REAL

A MORTE LENTA DO CORPO — ENSAIO SOBRE O DESERTO DO REAL Autor: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância Obra integrante: A Loka do Rolê — A Escuta como Resto Epígrafe  — “Toda lucidez é uma mutilação.” — Emil Cioran, Breviário da Decomposição Resumo O presente ensaio propõe uma leitura crítica e filosófico-clínica sobre o desaparecimento progressivo do corpo no discurso contemporâneo. Partindo da relação entre discursividade e materialidade, reflete-se sobre a forma como o sujeito moderno, envolto em sistemas tecnológicos e performáticos, perde o contato com sua própria carne, reduzindo-se a representações, métricas e demandas. O texto adota o tom irônico e niilista da Loka do Rolê, personagem conceitual que atua como voz de lucidez e decomposição dentro do projeto Mais Perto da Ignorância. O argumento sustenta que o corpo, outrora limite e mediação entre o simbólico e o real, torna-se ruído, dado ou falha de sistema — ...

A Educação do Medo e a Ansiedade como Política de Estado

A Educação do Medo e a Ansiedade como Política de Estado Resumo O presente artigo propõe uma análise crítica da formação subjetiva na contemporaneidade, observando a relação entre medo, educação e ansiedade como dispositivos estruturais do controle social. Com base em Freud, Becker, Cioran, Han e Zuboff, argumenta-se que o medo da realidade é hoje o principal instrumento pedagógico da civilização digital. A partir da figura discursiva da Loka do Rolê, representante simbólica da escuta do inexorável, a reflexão tensiona os limites entre a experiência vivida e sua conversão em dados. O artigo articula dimensões biológicas, tecnológicas e sociais, discutindo o colapso do tempo, a infantilização da consciência e o deslocamento do sujeito do campo da existência para o da simulação. Palavras-chave: ansiedade; medo; educação; tecnologia; niilismo; capitalismo de vigilância. 1. Introdução A educação moderna foi construída como promessa de emancipação. Mas na sociedade digital, ela ...

Currículos High-Tech, Cérebros 3G: a nova catequese da falta (e a fé no substituível)

Currículos High-Tech, Cérebros 3G: a nova catequese da falta (e a fé no substituível) Resumo - Entre a euforia dos investimentos em IA e a persistência do analfabetismo funcional, o Brasil vive a contradição de celebrar vagas técnicas sem conseguir preenchê-las. Geração Z, censo, PNAD e relatórios globais convergem num paradoxo: há escassez de gente justamente quando tudo promete ser automatizado. O artigo investiga o improvável casamento entre carência de qualificação e abundância de tecnologias de “pronto-emprego”, refletindo sobre o risco de enxergar cada novidade digital como milagre capaz de abolir esforços humanos – sem perceber que, nesse altar, continuamos nós a ofertar nossos cérebros em penhora. 1 | A fábrica da falta em alta velocidade Segundo o Censo 2022, ainda temos 7 % de brasileiros analfabetos – mais de 11 milhões de pessoas – e profundas desigualdades regionais. Some-se a isso os 27 % de analfabetos funcionais apontados pelo INAF 2024, ilhados na leitur...