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Reflexões críticas sobre sociedade, tecnologia e existência. Explore e se aproxime da ignorância

QUANDO A FOME VIRA “SENSAÇÃO”

QUANDO A FOME VIRA “SENSAÇÃO” Corpo, materialidade e a pequena frase que tenta explicar uma realidade inteira Resumo Uma transcrição curta circula no ambiente digital afirmando, em síntese, que os preços não teriam necessariamente aumentado na proporção percebida pelo consumidor e que parte da experiência de aperto econômico seria uma “sensação”, relacionada ao endividamento. O problema parece pequeno. Uma frase entre tantas outras. Mas é justamente nessa pequena operação discursiva que o fenômeno se torna interessante: o que acontece quando uma experiência individual é nomeada como sensação e, depois, essa mesma palavra passa a funcionar como explicação da realidade que a produziu? Este artigo investiga essa questão a partir do protocolo do Mais Perto da Ignorância (MPI), partindo do corpo e das condições materiais antes de chegar ao discurso. O caso das Casas Bahia é utilizado como documento de investigação, não como prova de uma tese sobre a economia brasileira. São conf...
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QUANDO O SOFRIMENTO VIRA PONTUAÇÃO: QUEM AINDA ESTÁ OLHANDO PARA O CORPO?

QUANDO O SOFRIMENTO VIRA PONTUAÇÃO: QUEM AINDA ESTÁ OLHANDO PARA O CORPO? Ouça também o episódio O texto continua andando depois que a leitura termina. Caminhadas da Ignorância leva essa mesma tensão para a rua, onde Breguezio, Silvan e a Loka do Rolê atravessam a pergunta que ficou: quando o sofrimento vira pontuação, quem ainda está olhando para o corpo? Se quiser aprofundar a investigação, leia o texto e depois escute o episódio. Caminhadas da Ignorância — MPI: https://youtu.be/lJKHmAhwHWI?is=38FpFqk1iocFNFc1   AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância — MPI PALAVRAS-CHAVE avaliação psicológica, BDI, BAI, sofrimento psíquico, psicometria, cuidado, corpo, trabalho, sociedade do desempenho, autoavaliação, discursividade digital, inteligência artificial, dados comportamentais, psicologia hospitalar, materialidade, demanda, subjetividade RESUMO: Há uma discussão aparentemente simples circulando: quem pode aplicar determinados instru...