O BRASIL CONECTADO NÃO É O BRASIL REPRESENTADO: Narciso, Eco e a Ilusão Discursiva da Experiência na Era das Plataformas RESUMO: Este ensaio propõe uma análise crítica da relação entre subjetividade, tecnologia, alteridade e materialidade no contexto contemporâneo brasileiro. Partindo do eixo Psico–Bio–Social e Discursivo Digital, busca-se compreender de que maneira as plataformas digitais reorganizam a experiência humana através da amplificação de discursos, da produção de identidades narrativas e da crescente mediação tecnológica das relações sociais. Dialogando com Sigmund Freud, André Green, Robin Dunbar, Byung-Chul Han e outras referências das ciências humanas, argumenta-se que a expansão das infraestruturas digitais não produziu necessariamente maior capacidade de elaboração psíquica, participação social ou representação democrática. Em contrapartida, observa-se uma intensificação dos mecanismos de circulação discursiva, da gestão da imagem e da substituição progressi...
O QUE CONTINUA ACONTECENDO ENQUANTO ESTAMOS OCUPADOS TENTANDO EXPLICAR O QUE CONTINUA ACONTECENDO? Notas sobre o cuidado, o desgaste e as infraestruturas que permanecem funcionando depois que os discursos terminam de falar AUTOR: José Antônio Lucindo da Silva PROJETO: Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE: Saúde mental, Psicologia, Infraestrutura do cuidado, Trabalho, Subjetividade, Tecnologia, Sofrimento, Permanências. RESUMO: Este ensaio investiga algumas tensões presentes na expansão contemporânea da saúde mental a partir do protocolo analítico do Projeto Mais Perto da Ignorância (MPI). Em vez de tratar o adoecimento psíquico como fenômeno exclusivamente individual ou psicológico, a análise desloca o foco para as infraestruturas que produzem, recebem e tentam administrar os efeitos do sofrimento contemporâneo. A reflexão parte da posição ocupada pelos profissionais da saúde mental, especialmente psicólogos clínicos, mas não se limita à categoria profi...