QUANDO O SOFRIMENTO VIRA PONTUAÇÃO: QUEM AINDA ESTÁ OLHANDO PARA O CORPO? AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância — MPI PALAVRAS-CHAVE avaliação psicológica, BDI, BAI, sofrimento psíquico, psicometria, cuidado, corpo, trabalho, sociedade do desempenho, autoavaliação, discursividade digital, inteligência artificial, dados comportamentais, psicologia hospitalar, materialidade, demanda, subjetividade RESUMO: Há uma discussão aparentemente simples circulando: quem pode aplicar determinados instrumentos psicológicos? A pergunta parece jurídica, corporativa, profissional. Talvez seja. Mas é justamente quando uma pergunta parece pequena demais que a Loka do Rolê desconfia. Porque, enquanto se disputa quem segura o instrumento, o sofrimento continua segurando o corpo. Este artigo parte da controvérsia em torno da avaliação psicológica, dos instrumentos BDI e BAI, da atuação institucional, da autoavaliação digital e da crescente disponibilida...
QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver
QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE farmar aura, reconhecimento, caráter, nostalgia, retrotopia, juventude, geração, visibilidade, esquecimento, vínculos digitais, tempo, materialidade, performance, subjetividade, redes sociais, discurso, técnica, pertencimento, narcisismo, escuta RESUMO Existe uma pequena expressão circulando por aí — “farmar aura” — que parece inocente porque, afinal, toda geração inventa suas palavras para não precisar pedir autorização aos adultos. O problema começa quando uma geração anterior utiliza a expressão como prova de que a seguinte teria perdido aquilo que realmente importa: caráter, disciplina, responsabilidade, profundidade. O presente artigo não pretende defender a gíria nem condená-la. Pretende fazer algo menos confortável: perguntar d...