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Reflexões críticas sobre sociedade, tecnologia e existência. Explore e se aproxime da ignorância

Rediscutindo a Moralidade dos Bebês: Uma Resposta Crítica ao Artigo da Folha

Rediscutindo a Moralidade dos Bebês: Uma Resposta Crítica ao Artigo da Folha Resumo: A reportagem da Folha de S.Paulo afirma que bebês muito jovens parecem “entender moralidade” antes de um ano de vida:  https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/e-surpreendente-quanto-os-bebes-parecem-entender-sobre-moralidade-diz-pesquisador.shtml  Esta resposta crítica problematiza essa interpretação, situando-a no contexto de debates científicos mais cuidadosos que distinguem entre comportamentos sociais precoces e moralidade desenvolvida. Analisa limites metodológicos e teóricos, deslocando a discussão para o papel da interação social, linguagem e reconhecimento na constituição da moralidade. 1. O que o artigo afirma (e o que ele não define) Segundo a reportagem, bebês com poucos meses “parecem” mostrar senso de moralidade, preferindo, em experimentos com fantoches, personagens que ajudam outros em vez de atrapalhar. A interpretação sugere que essa preferên...
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EMAGRECER NÃO CURA O VAZIO — APENAS O TORNA SOCIALMENTE ACEITÁVEL

EMAGRECER NÃO CURA O VAZIO — APENAS O TORNA SOCIALMENTE ACEITÁVEL Autor José Antônio Lucindo da Silva Projeto Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave GLP-1; medicalização; narcisismo; cultura da performance; subjetividade; capitalismo de plataforma; corpo; Sociedade do Cansaço; sofrimento psíquico. Primeiro venderam felicidade. Depois produtividade. Agora vendem silêncio metabólico. As chamadas “canetas emagrecedoras” não são apenas fármacos que atuam no eixo hormonal — tornaram-se dispositivos culturais de adequação estética. Reduzem o apetite fisiológico, mas não reduzem o olhar avaliativo do outro. Diminuem calorias, mas não diminuem a fome simbólica por pertencimento. O fenômeno não é conspiração farmacêutica nem fraqueza individual. É engrenagem social funcionando perfeitamente. O corpo emagrece. O algoritmo não. A pressão cultural permanece intacta. Este texto não condena nem celebra. Ele observa o mecanismo. Eu observo a cena como quem as...

Respira!Não é desespero.É método.

Respira! Não é desespero. É método. Você está certo numa coisa: se o eixo discursivo é mapeamento como técnica de administração de corpos, então IBM e o Holocausto (Edwin Black) não é detalhe — é estrutura. E ele precisa entrar não como comparação rasa, mas como operador histórico da discussão. Vamos reorganizar isso dentro do MPI, com coerência, densidade e todas as camadas que você vem construindo: Arbex, Bauman, Black, Zuboff, O’Neil, Freud, CID-11, DSM-5, Código de Ética, modernidade técnica, Estado brasileiro. Sem delírio. Sem futurologia. Sem prescrição. Só tensão histórica. MAPEAR A DOR É ORGANIZAR CORPOS (e o Brasil sabe fazer isso) Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: mapeamento, técnica, IBM, Barbacena, saúde mental, Estado, classificação, modernidade, Bauman, Arbex, Black, Zuboff, Freud, Brasil.  Resumo O Ministério da Saúde anuncia uma Pesquisa Nacional de Saúde Mental para mapear a po...

QUANDO O TRABALHO VIRA ECO E O CORPO VIRA CUSTO

QUANDO O TRABALHO VIRA ECO E O CORPO VIRA CUSTO Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: trabalho, inteligência artificial, metabolismo, algoritmo, eco discursivo, capitalismo de vigilância, ancoragem do eu, megamáquina, performatividade, angústia. Eu não estou discutindo o futuro da humanidade. Eu estou discutindo o presente do corpo. O que se chama de “fim do trabalho” não é apocalipse tecnológico — é deslocamento de ancoragem. O trabalho sempre foi metabolismo organizado, tensão com a realidade e forma de reconhecimento social. Agora ele é formalizado, extraído, modelado e devolvido como algoritmo. A inteligência artificial não surge como entidade alienígena, mas como intensificação do que a própria espécie já fazia: medir, prever, padronizar e otimizar. A angústia que antes estava na fricção material do trabalho migra para o campo discursivo, onde a validação depende de métricas, eco e rastreabil...

JANELA SEM APRENDIZADO: o Brasil enchendo carteiras, vazando saberes

JANELA SEM APRENDIZADO: o Brasil enchendo carteiras, vazando saberes 👓🗞️ Fonte:  https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/02/brasil-avanca-na-escolarizacao-mas-nao-melhora-no-aprendizado.shtml Autor: A Loka do Rolê Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: escolarização, aprendizagem, educação básica, desigualdade, desempenho, política pública. O Brasil avançou em matrícula escolar — cheio de números bonitos de acesso e frequência — mas o aprendizado não subiu no mesmo ritmo. Isso é factual: mais gente na escola, menos gente aprendendo de verdade. Não é mimimi pedagógico; é discrepância concreta entre presença e competência. A escolarização cresceu, o saber não acompanhou. Metas de universalização sorriem, enquanto proficiência fica morna. A pandemia acentuou brechas e a desigualdade socioeconômica reforça o mesmo padrão: quem tem mais, aprende mais; quem tem menos, nem de longe. O discurso público celebra “avanços de acesso”. A vida real ...