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Reflexões críticas sobre sociedade, tecnologia e existência. Explore e se aproxime da ignorância

Você não está assistindo a guerra — você já está dentro dela

  Você não está assistindo a guerra — você já está dentro dela Mini-bio: Manifesto crítico que radicaliza a análise anterior, afirmando a impossibilidade de exterioridade frente ao sistema global de conflito e evidenciando a participação involuntária do sujeito na sua reprodução. Notas do autor: Este texto abandona a forma analítica tradicional e assume caráter declarativo. A intenção não é explicar, mas confrontar. A estrutura fragmentada e repetitiva reflete o próprio funcionamento que denuncia: contínuo, inevitável e sem ponto de saída claro. Palavras-chave: sistema, participação involuntária, conflito global, estrutura, repetição, crítica radical, subjetividade, economia, poder, impossibilidade de saída Não é longe para de repetir isso o Estreito de Hormuz não é distante é só o ponto onde isso fica visível o resto já está espalhado NÃO É SOBRE GUERRA: É SOBRE FUNCIONAMENTO o mundo não entrou em crise agora ele sempre operou assim disputa pressão controle a diferença é que agora...
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Do Estreito de Hormuz ao posto da esquina: a guerra que você assiste é a mesma que você paga?

  Do Estreito de Hormuz ao posto da esquina: a guerra que você assiste é a mesma que você paga? Mini-bio : Crônica crítica que desloca a guerra do campo geopolítico para o cotidiano brasileiro, evidenciando como conflitos globais se materializam em inflação, custo de vida e precarização. Notas do autor: O texto opera uma tradução da macroestrutura global para a experiência local, recusando a separação entre “lá” e “aqui”. A narrativa assume um tom direto e fragmentado para evidenciar que o impacto da guerra não é mediado apenas por eventos, mas por fluxos econômicos contínuos. Palavras-chave: Brasil, inflação, combustível, cotidiano, economia política, globalização, desigualdade, preço, consumo, impacto sistêmico  não é lá nunca foi só lá o que passa pelo Estreito de Hormuz não é só petróleo é preço é frete é comida é tempo de vida e isso não chega aqui como guerra chega como aumento um aumento pequeno depois outro depois vira inflação e quando você percebe a guerra já entrou ...

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação Mini-bio Análise ensaística que articula geopolítica, psicanálise e crítica discursiva para investigar a repetição estrutural do conflito humano e sua amplificação contemporânea via economia e mídia. Notas do autor Este texto não busca resolver o problema da guerra, mas tensionar seus limites explicativos. Parte do pressuposto de que não há exterioridade possível ao sistema analisado, incluindo o próprio sujeito que observa. A abordagem mistura dados empíricos com leitura crítica da linguagem, recusando fechamento conclusivo. Palavras-chave guerra, geopolítica, Estreito de Hormuz, narrativa mediática, psicanálise, conflito estrutural, economia global, sujeito, discurso, repetição histórica RESUMO: Este texto investiga a tensão entre a repetição estrutural dos conflitos humanos e a amplificação contemporânea de seus efeitos econômicos e discursivos. A partir da crise no Estreito de Hormuz em 2026...

A LINGUAGEM NÃO TE LIBERTA. O TRABALHO TAMBÉM NÃO.

A LINGUAGEM NÃO TE LIBERTA. O TRABALHO TAMBÉM NÃO. José Antônio Lucindo da Silva Psicólogo Clínico — CRP 06/172551 Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Data: 01 maio de 2026 Palavras-chave: trabalho, linguagem, inteligência artificial, padronização, esvaziamento, repetição, mpi  RESUMO: No Dia do Trabalhador de 2026, a articulação entre transformações nas relações de trabalho e na produção da linguagem evidencia um deslocamento convergente: a intensificação da exigência produtiva ocorre simultaneamente à redução do trabalho de elaboração psíquica. A inteligência artificial, ao operar como antecipação discursiva, reorganiza as condições de produção do pensamento, enquanto dados institucionais indicam precarização, sobrecarga e perda de sentido no trabalho. Sustenta-se a hipótese de que tais processos não são paralelos, mas operam sob a mesma lógica material: continuidade sem interrupção. O resultado não é ausência de atividade, mas manutenção de funcionamento sob redu...

Capítulo — Não há escuta → o corpo não responde, ele interrompe

Capítulo — Não há escuta → o corpo não responde, ele interrompe Palavras-gírias: corte, ruído, glitch, corpo, resto, falha, algoritmo, exaustão, colapso, repetição Interlúdio da Loka: Você chama de consciência o que sobrou depois da queda chama de memória o que nunca chegou a acontecer e ainda quer escuta num lugar onde o corpo já desligou antes eu não falo eu apareço no intervalo Apresentação: Este capítulo não investiga a escuta como técnica — investiga sua impossibilidade como garantia. No bloco acadêmico, a escuta é desmontada como ideal clínico e social, atravessada por Freud, Han, Durkheim e Zuboff, onde o sujeito não sustenta continuidade suficiente para ser “escutado”. No bloco narrativo, a Loka dramatiza o colapso do eu como interrupção corporal — não há história, há remendos. No bloco corrosivo, o texto tensiona a cultura do engajamento, onde escutar foi substituído por responder. Por fim, no bloco clínico, articula-se o sofrimento contemporâneo como excesso de funcionamento,...

VOCÊ NÃO DESCANSOU. VOCÊ FOI OTIMIZADO.

VOCÊ NÃO DESCANSOU. VOCÊ FOI OTIMIZADO. Autor: José Antonio Lucindo da Silva Zé Projeto: A Loka do rolê 🎧 PODCAST NO CANAL NO YOUTUBE: 🎧 PODCAST – 2 – NO CANAL NO YOUTUBE   Palavras-chave:  saúde mental, otimização, algoritmo, trabalho, vigilância, subjetividade, psico-bio-social, desempenho Resumo: Eu chego em casa e chamo de descanso aquilo que já vem contaminado. Não é pausa — é intervalo funcional. O corpo desacelera, mas a lógica não. Tudo continua rodando: notificações, métricas invisíveis, expectativa de retorno, necessidade de ajuste. O discurso é elegante — fala de equilíbrio, autocuidado, gestão emocional — mas o que se sustenta é outra coisa: uma exigência contínua de funcionamento sob linguagem de bem-estar. O sujeito aparece como responsável por regular o que o próprio ambiente desregula. E quando não consegue, não há interrupção — há nomeação, classificação, intervenção. O texto não resolve isso. Ele só encosta no ponto onde o cansaço deixa de ser p...

Não há escuta → você não está cansado, você está funcionando demais

 Não há escuta → você não está cansado, você está funcionando demais Autor: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: corpo; cansaço; algoritmo; trabalho; discurso; tempo; exaustão; funcionamento Resumo: Você voltou do trabalho e abriu o celular como quem abre um buraco. Não pra sair — pra cair. Entre discursos sobre produtividade, saúde mental, guerra, moral e sentido, você tenta organizar alguma coisa dentro. Não organiza. Só continua. Essa crônica não explica o seu cansaço — ela aponta o que você está evitando encarar: não é que você esteja falhando, é que você está funcionando dentro de uma lógica que não comporta o corpo. E quanto mais você tenta dar sentido, mais você se afasta do único lugar onde algo ainda acontece de verdade — o presente que não promete nada e cobra tudo. Introdução: Você chegou agora. Não chegou inteiro. Chegou funcional. Sentou. Destravou o celular. E começou aquele ritual...