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Reflexões críticas sobre sociedade, tecnologia e existência. Explore e se aproxime da ignorância

JANELA SEM APRENDIZADO: o Brasil enchendo carteiras, vazando saberes

JANELA SEM APRENDIZADO: o Brasil enchendo carteiras, vazando saberes 👓🗞️ Fonte:  https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/02/brasil-avanca-na-escolarizacao-mas-nao-melhora-no-aprendizado.shtml Autor: A Loka do Rolê Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: escolarização, aprendizagem, educação básica, desigualdade, desempenho, política pública. O Brasil avançou em matrícula escolar — cheio de números bonitos de acesso e frequência — mas o aprendizado não subiu no mesmo ritmo. Isso é factual: mais gente na escola, menos gente aprendendo de verdade. Não é mimimi pedagógico; é discrepância concreta entre presença e competência. A escolarização cresceu, o saber não acompanhou. Metas de universalização sorriem, enquanto proficiência fica morna. A pandemia acentuou brechas e a desigualdade socioeconômica reforça o mesmo padrão: quem tem mais, aprende mais; quem tem menos, nem de longe. O discurso público celebra “avanços de acesso”. A vida real ...
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QUANDO O TRABALHO VIRA ECO E O CORPO VIRA CUSTO

QUANDO O TRABALHO VIRA ECO E O CORPO VIRA CUSTO Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: trabalho, inteligência artificial, metabolismo, algoritmo, eco discursivo, capitalismo de vigilância, ancoragem do eu, megamáquina, performatividade, angústia. Eu não estou discutindo o futuro da humanidade. Eu estou discutindo o presente do corpo. O que se chama de “fim do trabalho” não é apocalipse tecnológico — é deslocamento de ancoragem. O trabalho sempre foi metabolismo organizado, tensão com a realidade e forma de reconhecimento social. Agora ele é formalizado, extraído, modelado e devolvido como algoritmo. A inteligência artificial não surge como entidade alienígena, mas como intensificação do que a própria espécie já fazia: medir, prever, padronizar e otimizar. A angústia que antes estava na fricção material do trabalho migra para o campo discursivo, onde a validação depende de métricas, eco e rastreabil...

NÃO HÁ OUTRO. SÓ ECO COM WI-FI.

NÃO HÁ OUTRO. SÓ ECO COM WI-FI. Autor: A Loka do Rolê Projeto: Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: escuta simulada; espelho discursivo; tecnologia; mal-estar; engajamento; eco; materialidade; Freud; Marx; Zuboff; ética. Resumo Eu não vim anunciar futuro. Não vim prever colapso nem vender redenção digital. Eu vim nomear um incômodo: vocês chamam de diálogo aquilo que talvez seja apenas eco estatístico. A tecnologia não inventou o narcisismo — ela só colocou fibra óptica nele. Não criou o mal-estar — só o organizou em dashboard. O que hoje chamam de “novo sujeito digital” é o mesmo sujeito dividido de sempre, agora metrificado. A diferença não é ontológica; é operacional. Se há algo de novo, é a contabilidade do olhar. Curtida virou forma numérica do reconhecimento. Engajamento virou moeda do espelho. E eu não estou aqui para oferecer saída. Estou aqui para manter o ruído. Introdução — O Impasse Não É Futuro, É Estrutura Eu não faço futurologia. E...

Trabalhar seis dias não é virtude. É estrutura.

Trabalhar seis dias não é virtude. É estrutura. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: trabalho, tempo, 6x1, corpo, fadiga, política, produtividade, materialidade. A discussão sobre o fim da escala 6x1 voltou ao centro do debate público brasileiro. Manchetes falam em dignidade, risco econômico, modernização ou ameaça ao emprego. A Loka do Rolê não entra nesse ringue para escolher lado moral. Ela observa o funcionamento. O que está em disputa não é apenas jornada de trabalho, mas quem controla o tempo de vida. Entre discursos de crescimento e promessas de justiça social, o corpo segue sendo a variável silenciosa. O debate político negocia horas. A economia calcula impacto. A fadiga não vira manchete. Este texto tensiona o discurso dominante, expõe a engrenagem material e articula o impasse à tradição crítica — de Marx a Freud, de Han a Zuboff — sem prescrever saída, sem oferecer consolo. Apenas nomeando o que opera....

O Adolescente como Matéria-Prima: Narciso, Algoritmo e o Mercado da Angústia

O Adolescente como Matéria-Prima: Narciso, Algoritmo e o Mercado da Angústia 🎬 CANAL DO YOUTUBE. Autor José Antônio Lucindo da Silva Projeto Mais Perto da Ignorância — com A Loka do Rolê Palavras-chave narcisismo negativo; capitalismo de vigilância; sociedade do cansaço; identidade; adolescência; angústia; soberania do eu; poder instrumentário. Resumo Há quem diga que estamos diante de uma “crise geracional”. Outros preferem falar em “emergência de saúde mental”. O discurso oscila entre o alarme e a estatística. O que raramente se nomeia é o arranjo estrutural: a infância e a adolescência tornadas infraestrutura de dados. Narciso deixou de se mirar na água; agora se mira numa superfície programada para devolver mais do que reflexo — devolve demanda. André Green chamou de trabalho do negativo; Byung-Chul Han falou do cansaço como sintoma da positividade compulsória; Zuboff descreveu a captura da experiência como matéria-prima. O que se apresenta como liberdade d...

Quando o Tempo Encurta, o Corpo Paga a Conta

Quando o Tempo Encurta, o Corpo Paga a Conta Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: trabalho, tempo, produtividade, corpo, economia política, escala 6x1, materialidade, discurso Resumo: Reduzir a jornada de trabalho virou o novo mantra civilizatório da semana. Os dados circulam com entusiasmo: menos horas, mais vida, mais dignidade. Mas o discurso corre mais rápido que o corpo que trabalha. Relatórios do Ipea, análises econômicas e colunas de opinião disputam o enquadramento do problema como se o tempo fosse uma variável administrativa neutra. A produtividade aparece como fetiche técnico; o custo do trabalho, como ameaça abstrata; o trabalhador, como ruído estatístico. Esta crônica não propõe solução, não defende modelo e não oferece síntese conciliadora. Ela descreve o funcionamento: quando o debate sobre jornada se desloca da materialidade do corpo para o ideal econômico, o tempo não liberta — ele apenas muda de nome. ...

QUEM GUARDA O PASSADO NÃO PRECISA GOVERNAR

QUEM GUARDA O PASSADO NÃO PRECISA GOVERNAR Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: arquivo, poder, vigilância, retro-política, narrativa, tecnologia, memória, tempo Chamaram de revelação. Chamaram de vazamento. Chamaram de transparência histórica. Mas o que se apresenta como escândalo tardio não inaugura nada. Apenas confirma o funcionamento. Arquivos reaparecem quando já não interferem no curso dos acontecimentos, mas ajudam a organizar o discurso sobre eles. O passado não retorna para corrigir o presente — retorna para explicar o tipo de presente que produz esse tipo de arquivo. Esta crônica não investiga culpados, não absolve atores e não promete esclarecimento. Ela observa o arquivo como técnica política, o tempo como lente diagnóstica e a narrativa como operador de enquadramento. Não se trata de controle do futuro, nem de destruição do passado, mas de armazenamento sistemático como forma de est...