A VACINA PODE INTERFERIR NA COCAÍNA. MAS O QUE ACONTECE COM A RELAÇÃO DO SUJEITO COM ELA? Calixcoca, dependência e a necessidade de ampliar o campo de investigação para além da ação farmacológica da substância Mais Perto da Ignorância — MPI | Dossiê #nsdp Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) colocou novamente em circulação uma pergunta importante para a saúde pública: seria possível utilizar uma estratégia imunológica para reduzir os efeitos da cocaína no organismo? A proposta recebeu o nome de Calixcoca. Trata-se de uma vacina terapêutica experimental que busca estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos capazes de se ligar à cocaína na corrente sanguínea, dificultando sua passagem pela barreira hematoencefálica e, consequentemente, reduzindo sua disponibilidade para alcançar o sistema nervoso central. A pesquisa merece atenção. Não apenas pela possibilidade de desenvolvimento de uma nova tecnologia terapêutica, mas também...
O BAR DO TIKTOK O outro não é seu. E a vida não cabe na sua versão. @aloka_no_role_persona Domingo. Fim de tarde. O bar está quase cheio. Na televisão, um jogo de futebol disputa a atenção com as conversas atravessadas, os copos sobre a mesa e os celulares que parecem ter adquirido o direito de interromper qualquer assunto. Um homem reclama do resultado do jogo. Outro mostra um vídeo para o amigo. Uma mulher pede a conta. O garçom passa entre as mesas carregando duas cervejas e a expressão de quem já ouviu todas as opiniões possíveis sobre futebol, política e o comportamento alheio. No canto, a Loka do Rolê está sentada. Tranquila. Um copo sobre a mesa, um cinzeiro ao lado e os olhos escondidos atrás dos óculos escuros. Silvão está perto da janela, observando o movimento da rua. Breguésio entra com o celular na mão. BREGUÉSIO: Loka! Loka! Se liga nessa fita aqui, mano! A mulher tá falando que feminicídio não existe! Silvão fecha os olhos por um instante. Abaixa a cabeça. N...