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A mostrar mensagens com a etiqueta sociedade do desempenho

QUANDO O SOFRIMENTO VIRA PONTUAÇÃO: QUEM AINDA ESTÁ OLHANDO PARA O CORPO?

QUANDO O SOFRIMENTO VIRA PONTUAÇÃO: QUEM AINDA ESTÁ OLHANDO PARA O CORPO? Ouça também o episódio O texto continua andando depois que a leitura termina. Caminhadas da Ignorância leva essa mesma tensão para a rua, onde Breguezio, Silvan e a Loka do Rolê atravessam a pergunta que ficou: quando o sofrimento vira pontuação, quem ainda está olhando para o corpo? Se quiser aprofundar a investigação, leia o texto e depois escute o episódio. Caminhadas da Ignorância — MPI: https://youtu.be/lJKHmAhwHWI?is=38FpFqk1iocFNFc1   AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância — MPI PALAVRAS-CHAVE avaliação psicológica, BDI, BAI, sofrimento psíquico, psicometria, cuidado, corpo, trabalho, sociedade do desempenho, autoavaliação, discursividade digital, inteligência artificial, dados comportamentais, psicologia hospitalar, materialidade, demanda, subjetividade RESUMO: Há uma discussão aparentemente simples circulando: quem pode aplicar determinados instru...

A PRODUTIVIDADE EXPLODIU. O SUJEITO SUMIU

A PRODUTIVIDADE EXPLODIU. O SUJEITO SUMIU. AUTOR: José Antonio Lucindo da Silva PROJETO: Mais Perto da Ignorância — MPI | #ALOKADOROLE PALAVRAS-CHAVE: produtividade; subjetividade; capitalismo de plataforma; inteligência artificial; sofrimento contemporâneo; automação; desgaste psíquico; sociedade do desempenho. RESUMO:  Este ensaio crítico-ensaístico tensiona a relação entre produtividade, tecnologia e subjetividade contemporânea a partir do colapso das promessas modernas de estabilidade e progresso. Partindo da explosão histórica da produtividade econômica e da simultânea estagnação material da vida comum, o texto investiga como automação, plataformas digitais e inteligência artificial passaram a reorganizar não apenas o trabalho, mas também a própria experiência subjetiva. A crítica não se dirige exclusivamente à tecnologia, mas à forma como o sujeito contemporâneo internaliza a lógica operacional da máquina. O ensaio opera como corte discursivo: não oferece solução, não organiz...

Máquinas de aprender, corpos de adoecer: por que o ensino algorítmico nos esgota?

Máquinas de aprender, corpos de adoecer: por que o ensino algorítmico nos esgota? 🎧👉 Podcast Mais perto da ignorância Blog Mais Perto da Ignorância #maispertodaignorancia A promessa contemporânea de aprendizado mediado por máquinas, chatbots e inteligências artificiais baseadas em algoritmos generativos é apresentada como revolução pedagógica, emancipação cognitiva e democratização do saber. Discursos midiáticos alardeiam a figura de um “Sócrates digital”, pronto a interpelar com perguntas, simular diálogos e conduzir estudantes à autonomia crítica. Mas, ao contrário da aura emancipatória que circula em propagandas e reportagens, o aprendizado algorítmico revela uma face paradoxal: ele gera desgaste físico, psíquico, biológico, material, estrutural e social. Essa afirmação não parte de mera impressão. Ela se sustenta na análise de fenômenos psico-bio-sociais contemporâneos que, combinados com o avanço tecnológico e a lógica neoliberal, produziram uma mutação no modo como ...

Rolando o feed até o esgotamento: quando o prazer mínimo é a nossa sentença máxima

Rolando o feed até o esgotamento: quando o prazer mínimo é a nossa sentença máxima É curioso — ou talvez trágico — perceber como a primeira ação de milhões de brasileiros ao acordar não é respirar fundo, espreguiçar-se ou sentir a luz da manhã, mas sim deslizar o dedo por uma tela brilhante. Um gesto simples, quase imperceptível, que, na verdade, condensa um século de transformações na economia psíquica, social e política. Segundo levantamento das empresas We Are Social e Meltwater, em 2024 havia 187,9 milhões de internautas no Brasil — 86,6% da população — conectados em média 9 horas e 13 minutos por dia, majoritariamente por smartphones. É o equivalente a passar mais de um terço da vida desperto mergulhado em um oceano algorítmico, onde a superfície reluz, mas o fundo é invisível. Essa vida atravessada pela conectividade não é neutra. Ela redefine o que entendemos por corpo, tempo, prazer e até sofrimento. Freud, em O mal-estar na civilização, já advertia que a técnica am...

Inteligência artificial, infância artificial: o QI que interessa ao mercado

Inteligência artificial, infância artificial: o QI que interessa ao mercado Link original: https://oantagonista.com.br/ladooa/tecnologia/o-efeito-inesperado-do-videogame-no-qi-das-criancas-segundo-a-ciencia/ A curva do QI como índice de domesticabilidade cognitiva Uma manchete que afirma que "videogames aumentam o QI de crianças" parece, à primeira vista, um pequeno alívio no abismo de angústia que cerca o pânico moral das telas. Mas, como todo discurso científico que adquire popularidade nas redes sociais, ele precisa ser interrogado não só pelo que diz, mas principalmente pelo que não diz. Ao propor que o QI aumenta com o videogame, a matéria publicada pelo site  O Antagonista, baseada em um estudo da Karolinska Institutet com mais de 9 mil crianças nos EUA, revela mais sobre o estado da ciência contemporânea e sobre o modelo de infância que estamos fabricando do que sobre o potencial cognitivo real dos jogos digitais. Diz o estudo:  crianças que jogam mais vide...