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A mostrar mensagens com a etiqueta economia da atenção

O ESTÔMAGO NÃO POSTA, MAS SUSTENTA O FEED

O ESTÔMAGO NÃO POSTA, MAS SUSTENTA O FEED ou: enquanto você debate o mundo, alguém está sendo modulado por ele AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE:  materialidade, modulação comportamental, saúde mental, economia da atenção, sofrimento psíquico, tecnologia, trabalho, discurso digital, dependência comportamental, subjetividade RESUMO: A internet fala. O corpo paga. Este artigo investiga o contraste entre a inflação discursiva das redes sociais e as condições materiais que sustentam — e modulam — a vida contemporânea. Entre a promessa de autonomia digital e a evidência de sofrimento psíquico crescente, emerge uma reorganização silenciosa: o comportamento humano passa a ser capturado, analisado e induzido por estruturas econômicas e tecnológicas. Amparado em contribuições de Marx, Freud, Byung-Chul Han e Shoshana Zuboff, o texto propõe que o sofrimento psíquico não é falha individual nem ruído estatístico, m...

A droga que todo mundo chama de cultura

A droga que todo mundo chama de cultura 🎬 ASSISTA O VÍDEO NO CANAL NO YOUTUBE: Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave: alcoolismo • dependência química • cultura do álcool • dopamina • sociedade de consumo • dependência digital • economia da atenção  Resumo Algumas drogas são proibidas. Outras são celebradas. O álcool pertence ao segundo grupo. Ele aparece em celebrações familiares, encontros profissionais e rituais culturais considerados normais. No entanto, classificações diagnósticas como o DSM-5-TR e a CID-11 descrevem o consumo problemático de álcool como um fenômeno complexo que envolve fatores neurobiológicos, psicológicos e sociais. Narrativas autobiográficas como A Saideira ilustram episódios de perda de controle, amnésia alcoólica e danos físicos associados ao consumo prolongado. Este artigo examina a tensão entre a normalização cultural do álcool e os processos de dependência descritos na liter...

Entre o Like e o Lixo: a infância terceirizada à economia da atenção

Entre o Like e o Lixo: a infância terceirizada à economia da atenção 🎧👉 Podcast Mais perto da ignorância O Brasil nunca precisou de uma revolução tecnológica para esquecer da sua infância — bastou um smartphone e um pacote de dados parcelado em 12 vezes. É curioso como, em pleno 2025, conseguimos manter duas narrativas aparentemente opostas correndo lado a lado: de um lado, influenciadores como Felca, que com humor e sarcasmo denunciam a adultização de crianças nas redes; de outro, intelectuais e pesquisadores que, como Lenina Vernucci da USP, analisam o mesmo fenômeno sob a lente da desigualdade e da exploração digital. Ambos certos. Ambos incompletos. Porque, no fundo, o problema não está só no TikTok ou na “moda” das lives de NPC: está naquilo que antecede essas telas, no que Freud chamaria de recalque civilizacional, atualizado em streaming e monetização. A CPI sobre adultização infantil no Senado — uma rara frente ampla, segundo matéria da CartaCapital (https://www.c...