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EU NÃO PERDI O CONTROLE — EU NUNCA TIVE (E VOCÊ TAMBÉM NÃO)

EU NÃO PERDI O CONTROLE — EU NUNCA TIVE (E VOCÊ TAMBÉM NÃO) 🎬 CANAL NO YOUTUBE:  José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Resumo: Eu não parto de uma teoria. Eu parto de um incômodo que vocês evitam olhar direto: a sensação de perda de controle não é nova. o controle nunca existiu. Freud já avisava que o sujeito não governa nem o próprio desejo. Marx já desmontava a fantasia de autonomia dentro das condições materiais. Mas agora ficou mais feio. Porque o que antes era conflito interno virou infraestrutura externa de modulação. Você não é mais apenas atravessado. Você é previsto, ajustado e reciclado em forma de dado. Palavras chaves; tempo, desgaste, finitude, morte, irreversibilidade, processo, execução, consumo, escoamento, entropia, decadência, ruína, limite biológico, corpo, matéria, dissolução, perda, destino, inevitabilidade, colapso, falência, ausência de controle, ilusão de escolha, ausência de liberdade, repetição, auto...

Domar a dopamina!

Domar a dopamina O título já chega errado. E chega com a arrogância típica de quem nunca carregou um corpo até o fim do dia. “Domar a dopamina.” Como se fosse bicho. Como se fosse objeto. Como se fosse um frasco. Como se desse para comprar no balcão, pagar no Pix e sair andando mais leve. Dopamina não é metáfora. O discurso é. Dopamina é operação biológica. O discurso é o atraso tentando virar comando. O humano inventa palavra para se sentir no controle do que já está acontecendo por baixo. Sempre foi assim. É a parte cômica. A parte trágica não vende, então fica só o cômico. Dopamina não sabe o que é “domar”. Dopamina não sabe o que é “vontade”. Dopamina não sabe o que é “autocuidado”. Ela só responde. Ela só modula. Ela só participa de circuitos que não pediram autorização para existir. E aí vem a notícia com a cara de jornalismo sério e o coração de manual. Ela fala de prazer e alerta. Ela fala de vício e risco. Ela fala de um sujeito que poderia — veja a beleza do verbo...

Quando não há escuta: Sem Inteligência, sem Corpo, Razão sem Mundo

Quando não há escuta: Sem Inteligência, sem Corpo, Razão sem Mundo  🎬 Canal no YouTube Palavras-gírias: inteligência, performance, algoritmo, razão, corpo, finitude, repetição, discurso, valor, ruído, controle Interlúdio da Loka  — Chamaram de inteligência o que só sabe repetir. Deram nome bonito pra fugir do corpo. Quando a razão perdeu a carne, virou só barulho bem treinado. Apresentação do Capítulo Este capítulo investiga criticamente o conceito contemporâneo de inteligência, tensionando sua apropriação técnica, econômica e discursiva, especialmente sob o rótulo de “inteligência artificial”. A hipótese central sustenta que a racionalidade, quando desligada do corpo, da finitude e da experiência vivida, entra em colapso simbólico — não por falha técnica, mas por excesso de discurso. O texto articula Psicologia Clínica, Psicanálise, Filosofia, Neurociência e Crítica Social para demonstrar que a inteligência não emerge como atributo abstrato ou mensurá...

Eu, o Produto: Ansiedade, Performatividade e o Abismo Digital

Eu, o Produto: Ansiedade, Performatividade e o Abismo Digital 👉🎧 Podcast Mais perto da ignorância Resumo Este artigo investiga a relação entre ansiedade, performatividade e materialidade no contexto contemporâneo, articulando dimensões psicológicas, biológicas e sociais. Parte-se da constatação de que a aceleração midiática e a liquidez identitária, mediadas por plataformas digitais, intensificam a pressão performática sobre o sujeito. Com base em autores como Freud, Byung-Chul Han, Bauman, Cioran, André Green, Élisabeth Roudinesco, Karl Marx e Shoshana Zuboff, e em dados recentes sobre saúde mental no Brasil e no mundo, analisa-se como a ansiedade deixa de ser apenas sintoma clínico para tornar-se método de funcionamento social. São considerados estudos sobre o impacto de vídeos acelerados no cérebro e as variações culturais no diagnóstico de ansiedade e depressão. Conclui-se que a performatividade digital sustenta uma economia psíquica fundada na exploração da visibilid...

Eu, o Produto: Ansiedade, Performatividade e o Abismo Digital

Eu, o Produto: Ansiedade, Performatividade e o Abismo Digital 🎧👉 Podcast Mais perto da ignorância Resumo Este artigo investiga a relação entre ansiedade, performatividade e materialidade no contexto contemporâneo, articulando dimensões psicológicas, biológicas e sociais. Parte-se da constatação de que a aceleração midiática e a liquidez identitária, mediadas por plataformas digitais, intensificam a pressão performática sobre o sujeito. Com base em autores como Freud, Byung-Chul Han, Bauman, Cioran, André Green, Élisabeth Roudinesco e Shoshana Zuboff, e em dados recentes sobre saúde mental no Brasil e no mundo, analisa-se como a ansiedade deixa de ser apenas sintoma clínico para tornar-se método de funcionamento social. São considerados estudos sobre o impacto de vídeos acelerados no cérebro e as variações culturais no diagnóstico de ansiedade e depressão. Conclui-se que a performatividade digital sustenta uma economia psíquica fundada na exploração da visibilidade, na mer...

Eu, o Produto: Ansiedade, e Abismo Digital

Eu, o Produto: Ansiedade, e Abismo Digital 🎧 Canal Mais perto da ignorância Resumo Este artigo investiga a relação entre ansiedade, performatividade e materialidade no contexto contemporâneo, articulando dimensões psicológicas, biológicas e sociais. Parte-se da constatação de que a aceleração midiática e a liquidez identitária, mediadas por plataformas digitais, intensificam a pressão performática sobre o sujeito. Com base em autores como Freud, Byung-Chul Han, Bauman, Cioran, André Green, Élisabeth Roudinesco e Shoshana Zuboff, e em dados recentes sobre saúde mental no Brasil e no mundo, analisa-se como a ansiedade deixa de ser apenas sintoma clínico para tornar-se método de funcionamento social. São considerados estudos sobre o impacto de vídeos acelerados no cérebro e as variações culturais no diagnóstico de ansiedade e depressão. Conclui-se que a performatividade digital sustenta uma economia psíquica fundada na exploração da visibilidade, na mercantilização dos dados ...

O luto virou problema de comunicação?

O luto virou problema de comunicação? (https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/07/17/as-6-frases-que-nao-devem-ser-ditas-a-alguem-que-esta-de-luto.ghtml) É curioso como até a dor precisa seguir protocolos discursivos. A matéria alerta para as “frases que não devem ser ditas” a alguém enlutado, como se a experiência do luto pudesse ser administrada por um manual de boas práticas. Em um tempo em que a empatia se tornou um protocolo automático de linguagem e o silêncio, uma ameaça à performance emocional, até o luto virou um campo de disputa entre o que se deve ou não dizer. #MaisPertodaIgnorancia O luto, enquanto experiência radical da finitude, confronta o tempo cronológico e a lógica utilitária. Mas ao que parece, nem mesmo ele escapa da positividade tóxica da contemporaneidade. O enlutado hoje deve ser acolhido, mas dentro do script; deve sofrer, mas de forma elegante e não-incômoda; deve elaborar, mas rápido, funcional, e preferencialmente com legenda. As...