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A mostrar mensagens com a etiqueta guerra

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação Mini-bio Análise ensaística que articula geopolítica, psicanálise e crítica discursiva para investigar a repetição estrutural do conflito humano e sua amplificação contemporânea via economia e mídia. Notas do autor Este texto não busca resolver o problema da guerra, mas tensionar seus limites explicativos. Parte do pressuposto de que não há exterioridade possível ao sistema analisado, incluindo o próprio sujeito que observa. A abordagem mistura dados empíricos com leitura crítica da linguagem, recusando fechamento conclusivo. Palavras-chave guerra, geopolítica, Estreito de Hormuz, narrativa mediática, psicanálise, conflito estrutural, economia global, sujeito, discurso, repetição histórica RESUMO: Este texto investiga a tensão entre a repetição estrutural dos conflitos humanos e a amplificação contemporânea de seus efeitos econômicos e discursivos. A partir da crise no Estreito de Hormuz em 2026...

A BOMBA EXPLODE LÁ — O PREÇO SOBE AQUI(Geopolítica para quem pega ônibus às seis da manhã).

A BOMBA EXPLODE LÁ — O PREÇO SOBE AQUI(Geopolítica para quem pega ônibus às seis da manhã). Autor José Antônio Lucindo da Silva Projeto Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave guerra • energia • trabalho • Freud • Marx • geopolítica • sofrimento social • economia política Resumo A guerra contemporânea costuma ser apresentada como um espetáculo distante, mediado por mapas digitais, especialistas televisivos e narrativas dramáticas sobre civilização, democracia ou segurança global. Contudo, quando observada a partir da materialidade da vida cotidiana — especialmente da experiência do trabalhador assalariado — o conflito revela outra dimensão. Este ensaio examina como disputas geopolíticas, rotas energéticas e infraestrutura global atravessam diretamente o cotidiano social brasileiro. Articulando Freud, Marx e Einstein, o texto argumenta que guerras não podem ser compreendidas apenas como eventos militares ou decisões diplomáticas. Elas fazem parte de uma eng...

Entre átomos e abismos: um olhar reflexivo sobre a guerra à luz de Einstein e Freud

Entre átomos e abismos: um olhar reflexivo sobre a guerra à luz de Einstein e Freud José Antônio Lucindo da Silva #maispertoignorancia 20/06/2025 Introdução Escrevo em primeira pessoa, não para oferecer respostas definitivas, mas para tensionar a convivência incômoda entre a bomba que fulmina corpos e a pulsão que, segundo Freud, torna essa bomba psicologicamente “razoável”. Coloco-me, portanto, no interstício: sou ao mesmo tempo espectador de gráficos balísticos em 4K e herdeiro de duas vozes do século XX — Albert Einstein e Sigmund Freud — que, em 1932, trocaram cartas sobre o fantasma da guerra. Revisitar esse diálogo, agora em meio a drones autônomos e hashtags inflamáveis, ajuda-me a perceber que a barbárie é simultaneamente um escândalo físico e uma rotina psíquica. 1 · O escândalo termodinâmico segundo Einstein Einstein via a guerra como um desperdício ontológico: transformar matéria em energia explosiva quando poderíamos transformá-la em luz e conforto humano. Ao pr...