QUANDO O TRABALHO VIRA ECO E O CORPO VIRA CUSTO Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: trabalho, inteligência artificial, metabolismo, algoritmo, eco discursivo, capitalismo de vigilância, ancoragem do eu, megamáquina, performatividade, angústia. Eu não estou discutindo o futuro da humanidade. Eu estou discutindo o presente do corpo. O que se chama de “fim do trabalho” não é apocalipse tecnológico — é deslocamento de ancoragem. O trabalho sempre foi metabolismo organizado, tensão com a realidade e forma de reconhecimento social. Agora ele é formalizado, extraído, modelado e devolvido como algoritmo. A inteligência artificial não surge como entidade alienígena, mas como intensificação do que a própria espécie já fazia: medir, prever, padronizar e otimizar. A angústia que antes estava na fricção material do trabalho migra para o campo discursivo, onde a validação depende de métricas, eco e rastreabil...
"Mais Perto da Ignorância é um espaço de reflexão crítica sobre os paradoxos da existência contemporânea. Explorando temas como tecnologia, discursividade, materialidade e consumo, inspira-se em autores como Byung-Chul Han, Freud e Nietzsche. O blog questiona narrativas dominantes, desmistifica ilusões e convida ao diálogo profundo. Aqui, ignorância não é falta de saber, mas um confronto com dúvidas e angústias, desafiando verdades superficiais e mercantilizadas.” — José Antonio Lucindo da Silva