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Quando a escuta vira interface e a ética vira nota de rodapé

Quando a escuta vira interface e a ética vira nota de rodapé Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI): Palavras-chave: Inteligência artificial; ética profissional; escuta simulada; psicologia; tecnologia; subjetividade; sofrimento; Loka do Rolê. 🎬 Assista em Nosso Canal no YouTube: Resumo: Chamam de inovação aquilo que, na prática, reorganiza o velho desejo humano de não sustentar o vazio. Este texto, narrado pela Loka do Rolê, não se propõe a explicar a Inteligência Artificial, tampouco a condená-la ou celebrá-la. O foco está no deslocamento silencioso da escuta para a interface, da responsabilidade para o algoritmo e da ética para documentos que quase ninguém lê. À luz do Código de Ética Profissional do Psicólogo e das cartilhas do Conselho Federal de Psicologia sobre IA e chatbots, o ensaio tensiona a ilusão de neutralidade tecnológica e a fantasia de cuidado automatizado. Não se trata de negar a tecnologia, mas de expor o risco simbó...

AGENTES, TÉCNICA E O DESAPARECIMENTO DA MATERIALIDADE:

"AGENTES, TÉCNICA E O DESAPARECIMENTO DA MATERIALIDADE: uma crítica psicossocial à automação da resposta" Autor: José Antônio Lucindo da Silva CRP: 06/172551 Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Resumo Este artigo propõe uma análise crítica e ensaística da figura do agente técnico no contexto contemporâneo, articulando contribuições da Psicologia Social, da crítica sociológica da técnica e da economia política dos dados. Partindo de obras como Modernidade e Holocausto (Bauman), IBM e o Holocausto (Black), A Era do Capitalismo de Vigilância (Zuboff), Algoritmos de Destruição em Massa (O’Neil) e os diagnósticos psíquicos de Byung-Chul Han, o texto sustenta que os agentes não devem ser compreendidos apenas como ferramentas tecnológicas, mas como operadores estruturais de condicionamento subjetivo e reorganização do comportamento humano. A análise é conduzida no registro discursivo da Loka do Rolê, recusando a neutralidade técnica, a psicologização adaptativa do so...

A escuta algorítmica e a uberização da Psicologia clínica

A escuta algorítmica e a uberização da Psicologia clínica Uma leitura crítica a partir do diagnóstico do MIT Technology Review Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância Formação: Psicólogo Clínico (CRP 06/172551) Resumo: O presente artigo analisa a reconfiguração contemporânea da escuta clínica diante da ascensão de sistemas de inteligência artificial voltados à saúde mental, tomando como matriz de leitura o diagnóstico apresentado pelo MIT Technology Review sobre a chamada “terapia de IA”. A partir dessa leitura, o texto articula criticamente os efeitos da substituição funcional da escuta humana, o colapso do tempo de elaboração subjetiva e a transformação do desejo em demanda operacional. Sustenta-se que tais processos não configuram mera inovação tecnológica, mas uma mutação civilizatória que impacta diretamente os fundamentos éticos, epistemológicos e históricos da Psicologia clínica, contribuindo para a uberização do trabalho do...

"QUANDO TUDO VIRA PERFORMANCE, O CORPO VIRA RUÍDO:INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, TRABALHO E O EQUÍVOCO DA ANTECIPAÇÃO TOTAL"

"QUANDO TUDO VIRA PERFORMANCE, O CORPO VIRA RUÍDO: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, TRABALHO E O EQUÍVOCO DA ANTECIPAÇÃO TOTAL" 🎧 NO CANAL DO YOUTUBE: Autor: José Antônio Lucindo da Silva Instituição/Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Titulação: Psicólogo Clínico (CRP 06/172551) RESUMO Este artigo analisa criticamente o discurso contemporâneo que apresenta a inteligência artificial como destino inevitável do trabalho e da formação subjetiva, tomando como objeto de análise enunciados tecnocráticos que defendem a antecipação total das habilidades futuras desde a adolescência. Fundamentado nos princípios metodológicos da Psicologia enquanto ciência histórica, social e material, o texto problematiza a noção de adaptação contínua como valor moral e examina os efeitos subjetivos e éticos da conversão da experiência humana em dados, desempenho e otimização. Articula-se, ainda, uma leitura crítica à luz do Código de Ética Profissional do Psicólogo e das Cartilhas do Conselh...

Quando o cuidado vira software: implicações éticas da psicologização algorítmica

Quando o cuidado vira software: implicações éticas da psicologização algorítmica José Antônio Lucindo da Silva Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto Mais Perto da Ignorância (MPI) 🎧 Narrado em Nosso Canal no YouTube: Resumo A incorporação crescente de sistemas de Inteligência Artificial (IA) no campo da Psicologia tem sido acompanhada por discursos que enfatizam eficiência, acessibilidade e ampliação do cuidado em saúde mental. No entanto, tais narrativas frequentemente negligenciam implicações éticas e simbólicas fundamentais, especialmente no que diz respeito à noção de escuta e à sustentação do sofrimento psíquico. Este artigo propõe uma análise crítico-ensaística do deslocamento produzido quando práticas psicológicas passam a ser mediadas ou substituídas por interfaces algorítmicas. Em diálogo com a Cartilha do Conselho Federal de Psicologia sobre o uso ético da IA, argumenta-se que o problema central não reside apenas no uso inadequado da tecnologia, mas na transformação ...

Interrupção, Escuta e o Restante: Suicídio Assistido, Materialidade e Sentido no Crepúsculo da Razão

Interrupção, Escuta e o Restante: Suicídio Assistido, Materialidade e Sentido no Crepúsculo da Razão José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Resumo Este artigo apresenta uma análise clínica, ética e filosófica sobre o suicídio assistido a partir de uma leitura existencial e simbólica ancorada no filme Encontro Marcado (1998) e nas obras de Søren Kierkegaard e Baruch de Spinoza. A reflexão segue as diretrizes do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP, 2005) e enfatiza o dever de cuidado, a promoção da vida e a escuta ética diante do sofrimento. A narrativa da “Loka do Rolê” — voz simbólica da escuta como resto — propõe uma abordagem lúcida e crítica sobre o desejo de morrer, sem sensacionalismo, articulando filosofia, psicologia e literatura. A ironia persiste: viver é um ato de morrer em parcelas, e a consciência da finitude é o que dá densidade à vida. Palavras-chave: suicídio assistido; psicologia clínica; ética profissional; Kierkegaard; Spinoza...