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A gente não é mais a gente: somos versões editadas de nós mesmos

A gente não é mais a gente: somos versões editadas de nós mesmos Quando a mentira deixa de ser defesa e vira infraestrutura** José Antônio Lucindo da Silva Psicólogo – CRP 06/172551 Resumo Este artigo discute a dissolução contemporânea da identidade e da verdade na era das inteligências artificiais generativas, deepfakes e identidades sintéticas. A partir do cruzamento entre psicologia, filosofia existencial, sociologia digital e teoria crítica, argumenta-se que a subjetividade moderna tornou-se um território hackeável, onde a mentira — antes mecanismo caracterológico de defesa (Becker) — converte-se em protocolo operacional do Eu. A crise da confiança analisada em relatórios recentes sobre tecnologias emergentes é apresentada como desdobramento direto da crise da identidade: um sujeito angustiado, performático e editável torna-se ele próprio vulnerável à manipulação, à fraude e à autoenganação. A Loka do Rolê, enquanto persona crítica, tensiona essa ontologia instável, rev...