Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta performance

NÃO É O FIM DO HUMANO. É O ECO DO PRÓPRIO MEDO.

NÃO É O FIM DO HUMANO. É O ECO DO PRÓPRIO MEDO. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: inteligência artificial, afetação discursiva, índice de miséria, subjetividade, materialidade, assistentes virtuais, performance. Resumo O discurso apocalíptico afirma que inteligências artificiais irão substituir o humano, instaurando uma nova era de desemprego estrutural e miséria ampliada. Paralelamente, indicadores macroeconômicos como o chamado “Índice de Miséria” projetam queda histórica. Este ensaio tensiona essa contradição: enquanto a narrativa tecnológica anuncia colapso, a materialidade econômica aponta reorganização. A análise parte do princípio da afetação discursiva — o assistente virtual não substitui; reorganiza linguagem. Quem se afeta é o sujeito. A ameaça de substituição revela menos sobre máquinas e mais sobre insegurança cognitiva, performance e interpretação. O impasse não está na ferramenta...

Quando tudo vira performance, o corpo vira ruído

Quando tudo vira performance, o corpo vira ruído Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: Tecnologia; Inteligência Artificial; Trabalho; Subjetividade; Performance; Corpo; Solidão; Mal-estar; Discursividade; Materialidade. Resumo: Este texto não trata de tecnologia como causa, nem de inteligência artificial como vilã. O que se examina é uma mutação mais profunda: a reorganização da experiência humana sob um regime de funcionamento contínuo, no qual eficiência, desempenho e adaptação deixam de ser meios e passam a operar como critérios morais. A IA, os algoritmos e os discursos de produtividade não inauguram esse cenário; apenas o tornam operacionalmente estável e socialmente aceitável. Nesse contexto, o sujeito é convocado a funcionar, ajustar-se, narrar-se e otimizar-se como se fosse um sistema. O corpo aparece apenas como falha, custo ou obstáculo. A escuta se converte em simulação, o vínculo em gestão e a solidão deixa ...

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe.

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe. 🎙️ OUÇA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave: performance; materialidade; discurso; tecnologia; corpo; existência; escuta simulada; sobrevivência. Resumo Este texto não discute tecnologia, saúde mental ou subjetividade como campos isolados. Ele parte de um ponto mais baixo: o chão. Num cenário em que tudo precisa funcionar, responder e se adaptar, existir passou a ser confundido com manter-se legível ao sistema. O discurso contemporâneo celebra escuta, empatia, crescimento e personalização como se fossem universais, enquanto depende de condições materiais altamente específicas para se sustentar. Quem não consegue acompanhar esse ritmo — por cansaço, fome, instabilidade ou exaustão — deixa de ser lido como sujeito e passa a ser tratado como falha individual. A Loka do Rolê narra esse descompasso sem propor saída, sem denunciar...

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe.

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: performance; discurso; materialidade; existência; tecnologia; subjetividade; trabalho; escuta; corpo Resumo: Chamam de evolução aquilo que só se sustenta onde há tempo, dinheiro, comida e conexão estável. Vendem “humanização”, “escuta”, “crescimento pessoal”, “inteligência emocional” e “IA empática” como se fossem condições universais do humano, quando na verdade são performances dependentes de infraestrutura material. Esta crônica não busca explicar nem oferecer saída.  Ela tensiona o ponto cego do discurso contemporâneo:  A distância brutal entre o que se diz sobre o humano e o que a maioria consegue viver. Aqui, a palavra entra em suspeição, inclusive a própria.  Não se trata de negar a discursividade, mas de colocá-la no lugar que lhe cabe: como hipótese frágil, limitada, situada, incapaz de substituir corpo, comida, temp...

Quando não há escuta: Sem Inteligência, sem Corpo, Razão sem Mundo

Quando não há escuta: Sem Inteligência, sem Corpo, Razão sem Mundo  🎬 Canal no YouTube Palavras-gírias: inteligência, performance, algoritmo, razão, corpo, finitude, repetição, discurso, valor, ruído, controle Interlúdio da Loka  — Chamaram de inteligência o que só sabe repetir. Deram nome bonito pra fugir do corpo. Quando a razão perdeu a carne, virou só barulho bem treinado. Apresentação do Capítulo Este capítulo investiga criticamente o conceito contemporâneo de inteligência, tensionando sua apropriação técnica, econômica e discursiva, especialmente sob o rótulo de “inteligência artificial”. A hipótese central sustenta que a racionalidade, quando desligada do corpo, da finitude e da experiência vivida, entra em colapso simbólico — não por falha técnica, mas por excesso de discurso. O texto articula Psicologia Clínica, Psicanálise, Filosofia, Neurociência e Crítica Social para demonstrar que a inteligência não emerge como atributo abstrato ou mensurá...

Sobre os "Benefícios da Depressão" — Parte 1

Revista Mais Perto da Ignorância 🎬 Canal no YouTube Palavras-chave: depressão, corpo, discurso, limite da fala, tempo psíquico, sofrimento psíquico, clínica psicanalítica, escuta, suspensão, subjetividade contemporânea, tecnologia, performance, mal-estar na cultura, alteridade, silêncio, ética clínica Quando o discurso cai: depressão, corpo e o limite da fala Há um momento em que o discurso já não sustenta a vida. Não porque falte palavra — mas porque há palavra demais onde deveria haver tempo. Vivemos uma época saturada pela promessa de que tudo pode ser dito, diagnosticado, explicado e compartilhado em instantes. Cada sofrimento é imediatamente traduzido em categorias psicológicas, em identidades compreensíveis, em narrativas que circulam e confirmam. O discurso — essa máquina que tudo nomeia — age como se fosse capaz de lidar com a finitude, com a dor, com o corpo. Mas não lida. Ele apenas recobre. Não é ausência de palavra que nos aflige. É excesso de escrita onde falt...

O SUICÍDIO DO DISCURSO — ENSAIO SOBRE O COLAPSO DO EU PERFORMATIVO NA ERA DIGITAL

O SUICÍDIO DO DISCURSO — ENSAIO SOBRE O COLAPSO DO EU PERFORMATIVO NA ERA DIGITAL José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância Obra: A Loka do Rolê — A Escuta como Resto Resumo Este ensaio busca analisar o fenômeno que denomino “suicídio do discurso” — a autodestruição da linguagem como meio de subjetivação na contemporaneidade digital. A análise parte da perspectiva clínico-filosófica, com base em Freud, Marx, Cioran, Han e Becker, e sustenta-se metodologicamente no modelo de elaboração crítica qualitativa da Metodologia de Pesquisa em Psicologia (Shaughnessy et al., 2012). O objetivo não é prescritivo, mas reflexivo: compreender o esgotamento do sujeito que, ao tentar narrar-se, é engolido pela própria discursividade performática. Trata-se de um estudo sobre o eu que fala para existir, mas desaparece na própria fala. Palavras-chave: discurso; subjetividade; performance; niilismo; suicídio simbólico; materialidade;...

O eu digital: soberania ilusória, vínculos corroídos e o suicídio como sintoma civilizatório

O eu digital: soberania ilusória, vínculos corroídos e o suicídio como sintoma civilizatório #ianaoeprofissionaldasaudemental  #maispertodaignorancia Setembro Amarelo chegou novamente. Mas, ao contrário das campanhas higienizadas que circulam nos outdoors ou nas timelines, os dados recentes lembram que o suicídio permanece como um dos maiores problemas de saúde pública do planeta. A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada 100 mortes no mundo decorra do suicídio (OMS, 2025). No Brasil, os números seguem em crescimento, sobretudo entre jovens e adultos jovens. O que isso nos diz? Que as campanhas que insistem em slogans como “se precisar, peça ajuda” podem até sensibilizar, mas não respondem à dimensão estrutural do problema. O que emerge é um sujeito isolado, responsabilizado e infantilizado ao mesmo tempo. O indivíduo é chamado a ser soberano de si, gestor de suas emoções, resiliente diante de crises e ansiedades. Mas essa soberania não passa de ficção. Élis...