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O CORPO NÃO VIROU APENAS ESTÉTICA. VIROU INFRAESTRUTURA DE VISIBILIDADE.

O CORPO NÃO VIROU APENAS ESTÉTICA. VIROU INFRAESTRUTURA DE VISIBILIDADE. Talvez o ponto mais importante não seja apenas a morte. Talvez seja o tipo de sociedade que transforma o corpo em superfície contínua de reconhecimento, performance e circulação algorítmica. O organismo continua biológico. Mas a experiência contemporânea do corpo tornou-se progressivamente tecnodiscursiva. E talvez seja exatamente aí que começa a tensão. A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, aos 22 anos, provocou enorme repercussão nas redes sociais brasileiras. O jovem acumulava milhões de seguidores documentando: — treinos; — alimentação; — evolução física; — rotina de alta performance; — preparação corporal. As primeiras reportagens levantaram hipóteses envolvendo: — hipoglicemia; — protocolos extremos de definição corporal; — uso de substâncias; — anabolizantes; — insulina; — desgaste fisiológico. Posteriormente, reportagens passaram a divulgar informações do IML apontando cardi...

NÃO É O FIM DO HUMANO. É O ECO DO PRÓPRIO MEDO.

NÃO É O FIM DO HUMANO. É O ECO DO PRÓPRIO MEDO. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: inteligência artificial, afetação discursiva, índice de miséria, subjetividade, materialidade, assistentes virtuais, performance. Resumo O discurso apocalíptico afirma que inteligências artificiais irão substituir o humano, instaurando uma nova era de desemprego estrutural e miséria ampliada. Paralelamente, indicadores macroeconômicos como o chamado “Índice de Miséria” projetam queda histórica. Este ensaio tensiona essa contradição: enquanto a narrativa tecnológica anuncia colapso, a materialidade econômica aponta reorganização. A análise parte do princípio da afetação discursiva — o assistente virtual não substitui; reorganiza linguagem. Quem se afeta é o sujeito. A ameaça de substituição revela menos sobre máquinas e mais sobre insegurança cognitiva, performance e interpretação. O impasse não está na ferramenta...

Quando tudo vira performance, o corpo vira ruído

Quando tudo vira performance, o corpo vira ruído Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: Tecnologia; Inteligência Artificial; Trabalho; Subjetividade; Performance; Corpo; Solidão; Mal-estar; Discursividade; Materialidade. Resumo: Este texto não trata de tecnologia como causa, nem de inteligência artificial como vilã. O que se examina é uma mutação mais profunda: a reorganização da experiência humana sob um regime de funcionamento contínuo, no qual eficiência, desempenho e adaptação deixam de ser meios e passam a operar como critérios morais. A IA, os algoritmos e os discursos de produtividade não inauguram esse cenário; apenas o tornam operacionalmente estável e socialmente aceitável. Nesse contexto, o sujeito é convocado a funcionar, ajustar-se, narrar-se e otimizar-se como se fosse um sistema. O corpo aparece apenas como falha, custo ou obstáculo. A escuta se converte em simulação, o vínculo em gestão e a solidão deixa ...

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe.

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe. 🎙️ OUÇA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave: performance; materialidade; discurso; tecnologia; corpo; existência; escuta simulada; sobrevivência. Resumo Este texto não discute tecnologia, saúde mental ou subjetividade como campos isolados. Ele parte de um ponto mais baixo: o chão. Num cenário em que tudo precisa funcionar, responder e se adaptar, existir passou a ser confundido com manter-se legível ao sistema. O discurso contemporâneo celebra escuta, empatia, crescimento e personalização como se fossem universais, enquanto depende de condições materiais altamente específicas para se sustentar. Quem não consegue acompanhar esse ritmo — por cansaço, fome, instabilidade ou exaustão — deixa de ser lido como sujeito e passa a ser tratado como falha individual. A Loka do Rolê narra esse descompasso sem propor saída, sem denunciar...

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe.

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: performance; discurso; materialidade; existência; tecnologia; subjetividade; trabalho; escuta; corpo Resumo: Chamam de evolução aquilo que só se sustenta onde há tempo, dinheiro, comida e conexão estável. Vendem “humanização”, “escuta”, “crescimento pessoal”, “inteligência emocional” e “IA empática” como se fossem condições universais do humano, quando na verdade são performances dependentes de infraestrutura material. Esta crônica não busca explicar nem oferecer saída.  Ela tensiona o ponto cego do discurso contemporâneo:  A distância brutal entre o que se diz sobre o humano e o que a maioria consegue viver. Aqui, a palavra entra em suspeição, inclusive a própria.  Não se trata de negar a discursividade, mas de colocá-la no lugar que lhe cabe: como hipótese frágil, limitada, situada, incapaz de substituir corpo, comida, temp...

Quando não há escuta: Sem Inteligência, sem Corpo, Razão sem Mundo

Quando não há escuta: Sem Inteligência, sem Corpo, Razão sem Mundo  🎬 Canal no YouTube Palavras-gírias: inteligência, performance, algoritmo, razão, corpo, finitude, repetição, discurso, valor, ruído, controle Interlúdio da Loka  — Chamaram de inteligência o que só sabe repetir. Deram nome bonito pra fugir do corpo. Quando a razão perdeu a carne, virou só barulho bem treinado. Apresentação do Capítulo Este capítulo investiga criticamente o conceito contemporâneo de inteligência, tensionando sua apropriação técnica, econômica e discursiva, especialmente sob o rótulo de “inteligência artificial”. A hipótese central sustenta que a racionalidade, quando desligada do corpo, da finitude e da experiência vivida, entra em colapso simbólico — não por falha técnica, mas por excesso de discurso. O texto articula Psicologia Clínica, Psicanálise, Filosofia, Neurociência e Crítica Social para demonstrar que a inteligência não emerge como atributo abstrato ou mensurá...