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QUANDO O NARCISISMO DO EU ENCONTRA O NARCISISMO DIGITAL: Reconhecimento, métricas e a mercantilização da imagem

@aloka_no_role_persona QUANDO O NARCISISMO DO EU ENCONTRA O NARCISISMO DIGITAL:  Reconhecimento, métricas e a mercantilização da imagem José Antônio Lucindo Psicólogo CRP ativo. Projeto Mais Perto da Ignorância (MPI). RESUMO Este artigo ensaístico investiga as relações entre o narcisismo, a busca por reconhecimento e a organização técnica e econômica da visibilidade nas plataformas digitais. Parte-se da distinção entre o conceito psicanalítico de narcisismo e a expressão “narcisismo digital”, empregada neste trabalho como hipótese crítica, e não como categoria diagnóstica. A análise adota a sequência corpo, condições materiais, organização social, técnica e discurso, examinando como métricas de circulação podem adquirir significados subjetivos que ultrapassam sua função técnica. Dialoga-se com Freud (1914) e com a crítica de Zuboff (2020) ao capitalismo de vigilância, sem tratar as referências teóricas como explicações autossuficientes. Também são discutidas as respon...

QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver

  QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE farmar aura, reconhecimento, caráter, nostalgia, retrotopia, juventude, geração, visibilidade, esquecimento, vínculos digitais, tempo, materialidade, performance, subjetividade, redes sociais, discurso, técnica, pertencimento, narcisismo, escuta RESUMO Existe uma pequena expressão circulando por aí — “farmar aura” — que parece inocente porque, afinal, toda geração inventa suas palavras para não precisar pedir autorização aos adultos. O problema começa quando uma geração anterior utiliza a expressão como prova de que a seguinte teria perdido aquilo que realmente importa: caráter, disciplina, responsabilidade, profundidade. O presente artigo não pretende defender a gíria nem condená-la. Pretende fazer algo menos confortável: perguntar d...

PAÇOCA E PAÇOQUINHA: O DIA EM QUE A PRAÇA VIROU ARGUMENTO E O BOLETO CONTINUOU SENDO BOLETO

PAÇOCA E PAÇOQUINHA: O DIA EM QUE A PRAÇA VIROU ARGUMENTO E O BOLETO CONTINUOU SENDO BOLETO Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave: materialidade, território, trabalho, renda, discursividade digital, praça pública, conflito, comércio, necessidade econômica, redes sociais, pertencimento, legitimidade, subjetividade, circulação discursiva, finitude. RESUMO Duas atividades econômicas chegam ao mesmo território e, antes que alguém consiga terminar de montar uma barraca, a situação já ganhou personagens, versões, indignações, comentários, justificativas e uma pequena indústria de certezas. Aqui entram Paçoca e Paçoquinha — não como pessoas, nem como lados, mas como nomes provisórios para mercadorias e atividades que tornam visível uma questão anterior ao discurso: a necessidade material de trabalhar e produzir renda. Este ensaio não pretende decidir quem tem razão. Aliás, essa seria provavelmente a maneira mais rápid...