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A LÓGICA DO COLAPSO: quando os algoritmos param de errar e começam a destruir

🔪 ARTIGO MPI — A LÓGICA DO COLAPSO: quando os algoritmos param de errar e começam a destruir 🎬 Canal no YouTube José Antônio Lucindo — Psicólogo CRP 06/172551 Projeto Mais Perto da Ignorância — 2025 O algoritmo não está te avaliando. Ele está te enterrando vivo. INTRODUÇÃO Há algo de obsceno na forma como os algoritmos foram aceitos como progresso inevitável. Como se a precisão matemática dispensasse o resto da humanidade — a dúvida, o tropeço, o conflito, a carne. Neste artigo, não pretendo discutir se a Inteligência Artificial é “boa” ou “ruim”. Essa pergunta já morreu. A questão real é outra: o que acontece com uma sociedade quando decisões vitais são entregues a sistemas que não erram — apenas repetem, em escala industrial, os erros mais antigos da cultura? Cathy O’Neil chamou essas máquinas de Algoritmos de Destruição em Massa (WMDs) — sistemas opacos, escaláveis, punitivos, que transformam desigualdade em axioma. No MPI, já chamamos isso de outra maneira: “não há es...

Quando Até a Dor Vira Conteúdo: A Psicologia Superficial Como Produto de Engajamento

Quando Até a Dor Vira Conteúdo: A Psicologia Superficial Como Produto de Engajamento INTRODUÇÃO — NÃO HÁ ESCUTA, SÓ ALGORITMO A circulação massiva de discursos “psicológicos” nas redes sociais produz a ilusão de que vivemos uma era de maior sensibilidade, maior autoconhecimento e maior preocupação pública com saúde mental. A realidade, porém, é menos nobre: não há escuta — há apenas algoritmos otimizando a aparência da escuta. A subjetividade não encontrou acolhimento; ela encontrou um mercado. O fenômeno observado é simples: a psicologia superficial se espalha porque entrega, de forma rápida e esteticamente palatável, uma explicação emocional para um sofrimento que ela mesma ajuda a formatar. Não se trata de ignorância conceitual, mas de funcionalidade — como afirma Bauman, vivemos em uma sociedade que prefere “sentidos rápidos” a significados duradouros. O usuário não busca verdade, busca alívio imediato: uma narrativa que organize o caos interno, ainda que de forma ilusó...

Discursividade econômica e adoecimento social na crise brasileira

Discursividade econômica e adoecimento social na crise brasileira Em tempos de euforia contábil e discursos de "estabilidade", talvez seja hora de perguntar: o que adoece quando a economia melhora? Este ensaio articula dados concretos de informalidade, precarização, ansiedade e burnout com o discurso midiático da autonomia produtiva — revelando um Brasil que finge independência intelectual enquanto convulsiona por dentro. Atravessando Marx, Byung‑Chul Han e Dejours, o texto traça um mapa do sofrimento contemporâneo onde o corpo, o trabalho e a linguagem colapsam juntos. Não há solução no final. Apenas a dúvida bem colocada. 📎 Baixe o artigo completo aqui: https://drive.google.com/file/d/1ZNbRCVeigYD_T-xEf3Pk2BNxI9ZfUOYz/view?usp=drivesdk #maispertodaignorancia ✍️ Nota do autor José Antônio Lucindo da Silva é psicólogo clínico (CRP 06/172551), pesquisador independente e autor do projeto Mais Perto da Ignorância, dedicado a analisar a cultura digital, o trabalho e ...