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Não há escuta → você não está cansado, você está funcionando demais

 Não há escuta → você não está cansado, você está funcionando demais Autor: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: corpo; cansaço; algoritmo; trabalho; discurso; tempo; exaustão; funcionamento Resumo: Você voltou do trabalho e abriu o celular como quem abre um buraco. Não pra sair — pra cair. Entre discursos sobre produtividade, saúde mental, guerra, moral e sentido, você tenta organizar alguma coisa dentro. Não organiza. Só continua. Essa crônica não explica o seu cansaço — ela aponta o que você está evitando encarar: não é que você esteja falhando, é que você está funcionando dentro de uma lógica que não comporta o corpo. E quanto mais você tenta dar sentido, mais você se afasta do único lugar onde algo ainda acontece de verdade — o presente que não promete nada e cobra tudo. Introdução: Você chegou agora. Não chegou inteiro. Chegou funcional. Sentou. Destravou o celular. E começou aquele ritual...

O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — DA ILUSÃO DE ESCOLHA À ECONOMIA DA PREVISÃO

O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — DA ILUSÃO DE ESCOLHA À ECONOMIA DA PREVISÃO 🎬 CANAL NO YOUTUBE: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Resumo: Este ensaio propõe uma reinterpretação da condição contemporânea a partir da articulação entre Freud, Marx e Zuboff. Sustenta-se que o sujeito não apenas opera dentro de estruturas previamente dadas, mas que, na pós-atualidade, sua própria experiência é convertida em matéria-prima econômica. O discurso deixa de ser mediação simbólica e passa a ser dado comportamental extraído, processado e antecipado. A Loka do Rolê surge como operador de corte que evidencia: não há jogo, há modelagem. Introdução — não é discurso, é extração: Antes, o problema era o discurso. Hoje, o discurso virou insumo. Isso muda tudo. Porque o que você fala, pensa, deseja — não circula mais apenas como linguagem. Circula como dado. E dado não precisa de sentido. Precisa de previsibilidade. 1. A virada...

O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — EU NÃO TE ANALISO, EU TE VEJO SENDO USADO

O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — EU NÃO TE ANALISO, EU TE VEJO SENDO USADO José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) 🎬 CANAL NO YOUTUBE: Resumo: Eu não tô partindo de verdade nenhuma. Nem de tese fechada. Nem de conclusão elegante. Eu tô partindo de uma suspeita: de que você não fala mais — você é falado em forma de dado. Se Freud ainda tentava escutar, e Marx ainda tentava denunciar, Zuboff escancarou o resto: não é mais discurso. é captura. Introdução — cês ainda acham que tão pensando: Eu vou começar simples. Você acha que escolhe. Eu sei que você acha. Você abre o celular, rola, pausa, volta, clica… e chama isso de decisão. Bonito. Organizado. Quase humano. Mas não é. Porque o que você chama de escolha já passou por um filtro que você não viu. E pior: nem foi feito pra você perceber. 1. Eu não te escuto — eu vejo o padrão: Freud ainda acreditava que dava pra escutar alguma coisa aí dentro. Desejo. Repetição. Sin...

O QUE NÃO SE LIGA: cannabis, cortisol e a ruptura entre tensão e resposta na contemporaneidade

O QUE NÃO SE LIGA: cannabis, cortisol e a ruptura entre tensão e resposta na contemporaneidade 🎬 CANAL NO YOUTUBE: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância — Loka do Rolê Palavras-chave: Corpo; Tempo; Estresse; Cortisol; Cannabis; Ansiedade; Funcionamento; Limite. Resumo: Não é sobre a substância. Não é sobre escolha. Não é sobre erro individual. É sobre corpo em funcionamento diante de uma exigência que não cessa. O que aparece como ansiedade não é excesso isolado, mas sinal de um circuito que não se fecha. A cannabis entra nesse ponto como interferência, não como solução. Ela altera a dinâmica entre percepção, ativação e resposta, produzindo continuidade sem resolução. O corpo segue ativado, mas não organiza ação. O que se chama de vazio não é ausência, mas excesso sem integração. O texto sustenta que a ruptura não está no sujeito, mas na ligação entre tensão e resposta, mantendo o funcionamento onde não há m...