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A GUERRA DAS PALAVRAS CONTRA O ENXAME: UMA LEITURA CRÍTICA DE “SER-NO-MUNDO: ANGÚSTIA E EXISTÊNCIA NA ERA DIGITAL” A PARTIR DE BYUNG-CHUL HAN

A GUERRA DAS PALAVRAS CONTRA O ENXAME: UMA LEITURA CRÍTICA DE “SER-NO-MUNDO: ANGÚSTIA E EXISTÊNCIA NA ERA DIGITAL” A PARTIR DE BYUNG-CHUL HAN 🎥 - Aula que estamos tensiona do: 🎬 A GUERRA DAS PALAVRAS CONTRA O ENXAME: UMA LEITURA CRÍTICA DE “SER-NO-MUNDO: ANGÚSTIA E EXISTÊNCIA NA ERA DIGITAL” A PARTIR DE BYUNG-CHUL HAN José Antonio Lucindo da Silva RESUMO: O presente ensaio analisa criticamente a palestra “Ser-no-Mundo: Angústia e Existência na Era Digital” a partir da obra de Byung-Chul Han. O objetivo não consiste em negar as formulações apresentadas pelo palestrante, mas tensionar seus pressupostos teóricos e suas consequências analíticas. Argumenta-se que parte significativa do sofrimento contemporâneo não pode ser compreendida apenas por categorias como identidade, autenticidade ou hiperconectividade. A partir de obras como Sociedade do Cansaço, Psicopolítica, No Enxame, Não-Coisas, A Expulsão do Outro, A Crise da Narração e O Desaparecimento dos Rituais, busca-se dem...

A VERDADE SEM ESCUTA

A VERDADE SEM ESCUTA: Cassandra, Ernest Becker e a Crise Contemporânea da Elaboração Humana Resumo: Este ensaio propõe uma reflexão crítica sobre as condições contemporâneas de produção de sentido a partir do mito de Cassandra. Articulando contribuições da tragédia grega, da antropologia existencial de Ernest Becker, da filosofia de Søren Kierkegaard, da psicanálise de Sigmund Freud e Jacques Lacan, das análises de Michel Foucault e das reflexões de Byung-Chul Han acerca da narrativa e da digitalização, argumenta-se que a principal tensão contemporânea não reside na ausência de informação, mas na fragilização crescente das condições simbólicas necessárias para transformar experiência em elaboração. O texto sustenta que a crise atual não é uma crise de conhecimento, mas uma crise de temporalidade, reconhecimento e construção de sentido. O mito de Cassandra é utilizado como operador crítico para pensar a relação entre verdade, escuta, subjetividade e circulação discursiva em ...

Capítulo — Não há escuta → o corpo não responde, ele interrompe

Capítulo — Não há escuta → o corpo não responde, ele interrompe Palavras-gírias: corte, ruído, glitch, corpo, resto, falha, algoritmo, exaustão, colapso, repetição Interlúdio da Loka: Você chama de consciência o que sobrou depois da queda chama de memória o que nunca chegou a acontecer e ainda quer escuta num lugar onde o corpo já desligou antes eu não falo eu apareço no intervalo Apresentação: Este capítulo não investiga a escuta como técnica — investiga sua impossibilidade como garantia. No bloco acadêmico, a escuta é desmontada como ideal clínico e social, atravessada por Freud, Han, Durkheim e Zuboff, onde o sujeito não sustenta continuidade suficiente para ser “escutado”. No bloco narrativo, a Loka dramatiza o colapso do eu como interrupção corporal — não há história, há remendos. No bloco corrosivo, o texto tensiona a cultura do engajamento, onde escutar foi substituído por responder. Por fim, no bloco clínico, articula-se o sofrimento contemporâneo como excesso de funcionamento,...