A INFÂNCIA NÃO É UM CONCEITO. É UM CORPO CONECTADO. Antes de falar em algoritmo, é preciso falar em corpo. No Brasil, mais de 90% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos utilizam internet. Não é tendência cultural. É condição material de existência (CETIC.br, 2021). O celular não é acessório. É infraestrutura. E infraestrutura molda comportamento. Quando pesquisas internacionais apontam associação entre posse precoce de smartphone e aumento de indicadores de depressão, obesidade e privação de sono — como no Adolescent Brain Cognitive Development Study (10.500 adolescentes acompanhados nos EUA) — não estamos diante de metáfora, mas de correlação estatística observável. Pergunta metodológica obrigatória (Shaughnessy, 2012): É causalidade? Não. É associação? Sim. Quais limites? Estudos observacionais não estabelecem causa direta. O que não sabemos? Impacto longitudinal no contexto brasileiro específico. Sem método, não há autoridade. Enquanto isso, nos EUA, um julgamento...
"Mais Perto da Ignorância é um espaço de reflexão crítica sobre os paradoxos da existência contemporânea. Explorando temas como tecnologia, discursividade, materialidade e consumo, inspira-se em autores como Byung-Chul Han, Freud e Nietzsche. O blog questiona narrativas dominantes, desmistifica ilusões e convida ao diálogo profundo. Aqui, ignorância não é falta de saber, mas um confronto com dúvidas e angústias, desafiando verdades superficiais e mercantilizadas.” — José Antonio Lucindo da Silva