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QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver

  QUEM FARMOU AURA PRIMEIRO? Caráter, aplauso e a velocidade com que uma sociedade esquece aquilo que acabou de ver AUTOR José Antônio Lucindo da Silva PROJETO Mais Perto da Ignorância (MPI) PALAVRAS-CHAVE farmar aura, reconhecimento, caráter, nostalgia, retrotopia, juventude, geração, visibilidade, esquecimento, vínculos digitais, tempo, materialidade, performance, subjetividade, redes sociais, discurso, técnica, pertencimento, narcisismo, escuta RESUMO Existe uma pequena expressão circulando por aí — “farmar aura” — que parece inocente porque, afinal, toda geração inventa suas palavras para não precisar pedir autorização aos adultos. O problema começa quando uma geração anterior utiliza a expressão como prova de que a seguinte teria perdido aquilo que realmente importa: caráter, disciplina, responsabilidade, profundidade. O presente artigo não pretende defender a gíria nem condená-la. Pretende fazer algo menos confortável: perguntar d...

A pílula vermelha e o espelho quebrado

A pílula vermelha e o espelho quebrado Machosfera, ressentimento e o homem que fala sozinho na internet Por A Loka do Rolê Projeto Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: machosfera; redpill; reconhecimento; masculinidade; discurso digital. Resumo: Nos últimos anos, comunidades digitais masculinas passaram a organizar narrativas sobre relações de gênero sob nomes como redpill, incel e machosfera. Esses discursos afirmam revelar uma suposta “verdade” sobre mulheres, relacionamentos e poder social masculino. O presente ensaio analisa esse fenômeno a partir de uma perspectiva crítica inspirada em Freud, Hegel e Lacan, observando como frustrações individuais são reorganizadas em narrativas coletivas dentro da infraestrutura algorítmica das redes sociais. O argumento central é que tais discursos não são apenas ideologias misóginas isoladas, mas sintomas de uma transformação mais ampla nas formas de reconhecimento social da masculinidade. 1. A promessa da...

RESSENTIMENTO SEM OUTRO:quando a moral perde o inimigo e o sujeito sobra consigo

RESSENTIMENTO SEM OUTRO: quando a moral perde o inimigo e o sujeito sobra consigo 🎬 Canal no YouTube Revista Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras chaves: ressentimento, solidão mediada, eco discursivo, falha da escuta, narcisismo digital, subjetividade contemporânea, tecnologia e corpo, algoritmo, presença ausente, reconhecimento, alteridade negada, performance do eu, cansaço psíquico, tempo acelerado, silêncio impossível, mediação técnica, crítica cultural, mal-estar contemporâneo, Loka do Rolê, Mais Perto da Ignorância  Resumo Este artigo propõe uma análise crítica do ressentimento a partir de sua formulação clássica em Friedrich Nietzsche, articulando-a com contribuições da psicanálise freudiana, da crítica cultural contemporânea e da filosofia social, especialmente Byung-Chul Han, Zygmunt Bauman e Herbert Marcuse. Sustenta-se a hipótese de que, nas condições materiais e discursivas atuais, o ressentimento deixou de operar como força moral reativa dirigida ao out...