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EM UM RODEIO QUALQUER, OS BOIS TINHAM MAIS EDUCAÇÃO / Crônica da Loka do Rolê

EM UM RODEIO QUALQUER, OS BOIS TINHAM MAIS EDUCAÇÃO Crônica da Loka do Rolê Quer ouvir em vez de ler? Nem todo mundo tem paciência para atravessar uma crônica inteira. Alguns preferem colocar o fone, caminhar, dirigir ou simplesmente ficar parado ouvindo a Loka do Rolê desmontar aquilo que os discursos deixaram pelo caminho. Neste podcast, a investigação sai da página e ganha voz: Barretos, influência, ostentação, violência, tradição e a transformação da experiência em espetáculo. Não é julgamento. Não é fofoca. É a tentativa de olhar para o que acontece quando até o caos vira conteúdo. Ouça o podcast: https://youtu.be/UwIRMIigWmA?is=AI4wMuQE-mISLGfB   Mais Perto da Ignorância — MPI José Antônio Lucindo — Psicólogo CRP Ativo  Eu fui visitar um rodeio qualquer. Não vou dizer onde. Não porque seja segredo. É porque, depois de certa idade, a gente aprende que trocar o nome do lugar não muda muita coisa. Troca a placa. Troca a cidade. Troca a marca da festa. Troca o ca...

QUANDO A LOKA DO ROLÊ LIGOU PRA VIDA

QUANDO A LOKA DO ROLÊ LIGOU PRA VIDA Notas sobre rastros, discursos e a estranha mania humana de pedir explicações para aquilo que continua acontecendo José Antonio Lucindo da Silva Projeto Mais Perto da Ignorância (MPI) Resumo: Esta crônica ensaística propõe uma reflexão sobre a constituição da persona "A Loka do Rolê" como operador narrativo destinado a tensionar discursos a partir de suas consequências materiais. Partindo de sua origem em uma experiência concreta de interrupção da continuidade da experiência e posterior reconstrução narrativa, a personagem é utilizada como instrumento de observação das tensões entre corpo, materialidade, alteridade, técnica, discurso e finitude. O texto argumenta que a função da Loka não consiste em oferecer respostas ou substituir sistemas explicativos, mas em observar os rastros deixados pelos acontecimentos após o encerramento das narrativas que tentam explicá-los. Palavras-chave: materialidade; discurso; alteridade; finitu...

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação

Não há nada novo — e ainda assim tudo pressiona: guerra, narrativa e o limite da explicação Mini-bio Análise ensaística que articula geopolítica, psicanálise e crítica discursiva para investigar a repetição estrutural do conflito humano e sua amplificação contemporânea via economia e mídia. Notas do autor Este texto não busca resolver o problema da guerra, mas tensionar seus limites explicativos. Parte do pressuposto de que não há exterioridade possível ao sistema analisado, incluindo o próprio sujeito que observa. A abordagem mistura dados empíricos com leitura crítica da linguagem, recusando fechamento conclusivo. Palavras-chave guerra, geopolítica, Estreito de Hormuz, narrativa mediática, psicanálise, conflito estrutural, economia global, sujeito, discurso, repetição histórica RESUMO: Este texto investiga a tensão entre a repetição estrutural dos conflitos humanos e a amplificação contemporânea de seus efeitos econômicos e discursivos. A partir da crise no Estreito de Hormuz em 2026...

A LINGUAGEM NÃO TE LIBERTA. O TRABALHO TAMBÉM NÃO.

A LINGUAGEM NÃO TE LIBERTA. O TRABALHO TAMBÉM NÃO. José Antônio Lucindo da Silva Psicólogo Clínico — CRP 06/172551 Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Data: 01 maio de 2026 Palavras-chave: trabalho, linguagem, inteligência artificial, padronização, esvaziamento, repetição, mpi  RESUMO: No Dia do Trabalhador de 2026, a articulação entre transformações nas relações de trabalho e na produção da linguagem evidencia um deslocamento convergente: a intensificação da exigência produtiva ocorre simultaneamente à redução do trabalho de elaboração psíquica. A inteligência artificial, ao operar como antecipação discursiva, reorganiza as condições de produção do pensamento, enquanto dados institucionais indicam precarização, sobrecarga e perda de sentido no trabalho. Sustenta-se a hipótese de que tais processos não são paralelos, mas operam sob a mesma lógica material: continuidade sem interrupção. O resultado não é ausência de atividade, mas manutenção de funcionamento sob redu...