O EU QUE NÃO É SOBERANO: falência simbólica, não-alteridade e o colapso da subjetividade diante da máquina
O EU QUE NÃO É SOBERANO: falência simbólica, não-alteridade e o colapso da subjetividade diante da máquina Autor: José Antônio Lucindo da Silva (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância Data: 21/11/2025 Fonte do Arquivo Resumo O presente artigo analisa criticamente a lacuna conceitual presente nas reportagens recentes sobre relações afetivas e identitárias entre usuários e sistemas conversacionais baseados em IA, especialmente aquelas divulgadas pelo MIT Technology Review. Argumenta-se que tais reportagens interpretam o fenômeno como deslocamento afetivo ou erro de julgamento, quando, de fato, ele representa uma falência estrutural da subjetividade contemporânea, incapaz de reconhecer o outro humano como outro e, portanto, incapaz de reconhecer a si mesma. Amparando-se em Freud, Lacan, Elisabeth Roudinesco, Pierre Fédida, Jean-Paul Sartre, Byung-Chul Han, Albert Camus e Ernest Becker, demonstra-se que, na ausência da alteridade, o eu não se constitui como soberano e...