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A mostrar mensagens com a etiqueta violência de gênero

A PÍLULA QUE PROMETEU LUCIDEZ — E ENTREGOU RESSENTIMENTO ORGANIZADO

A PÍLULA QUE PROMETEU LUCIDEZ — E ENTREGOU RESSENTIMENTO ORGANIZADO Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: Redpill; machosfera; ressentimento; desejo; Freud; Lacan; Melanie Klein; violência de gênero; discurso; ilusão de controle Resumo Este texto é um ensaio narrativo construído a partir de uma posição autoral explícita: eu, José Antônio, psicólogo, sustento a escrita como campo de análise e elaboração crítica. A chamada “voz da Loka do Rolê” não é entidade autônoma nem identidade paralela, mas um operador discursivo — uma forma estética e filosófica de tensionar o real, inspirada em tradições como Freud, Lacan, Klein e Cioran. A Redpill aparece aqui não como fenômeno isolado, mas como arranjo simbólico que tenta organizar o ressentimento diante do não do outro. O que se apresenta como “despertar” é lido como defesa psíquica: simplificação do desejo, redução do outro e tentativa de estabilizar o que é estrutu...

Cadê a vítima? — Quando os dados crescem, o discurso engorda e a pessoa desaparece

Cadê a vítima? — Quando os dados crescem, o discurso engorda e a pessoa desaparece Autor A Loka do Rolê Projeto Mais Perto da Ignorância — MPI  Palavras-chave; vítima invisível; violência de gênero; dados estatísticos; discurso mediático; capitalismo de vigilância; Leviatã; limite simbólico. Resumo: A internet adora um monstro. Sempre adorou. O monstro gera clique, gera audiência, gera vídeo de análise, thread explicativa, podcast investigativo e comentário indignado. A vítima, curiosamente, quase sempre aparece menos. Não porque ela não exista — os dados estão aí, empilhados em relatórios, anuários e estatísticas oficiais. O problema é outro. Quanto mais dados surgem sobre violência, mais abstrata a vítima se torna. Ela vira taxa. Vira gráfico. Vira número. Enquanto isso, o agressor vira personagem. O presente ensaio observa esse curioso deslocamento narrativo: a transformação da experiência humana em dado estatístico e a conversão da violência ...

A civilização começou com um “não”, (e alguns discursos ainda não aprenderam a lidar com isso).

A civilização começou com um “não”, (e alguns discursos ainda não aprenderam a lidar com isso). Autor A Loka do Rolê Projeto Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave limite simbólico, ressentimento social, misoginia digital, violência de gênero, cultura algorítmica, discurso contemporâneo, masculinidade ferida. Resumo: Existe um detalhe pequeno na história da civilização que costuma passar despercebido: a palavra “não”. Antes de leis, contratos ou Estados, sociedades precisaram aprender a lidar com limites. O problema começa quando certos discursos contemporâneos tratam esse limite como afronta pessoal. Nas redes digitais, frustração afetiva, ressentimento masculino e economia algorítmica passam a se misturar. O resultado é um circuito discursivo curioso: rejeições individuais são reinterpretadas como teoria social, comunidades digitais transformam ressentimento em identidade coletiva e plataformas monetizam indignação. Ao mesmo tempo, dados institucionais ...

Violência, Discurso & Invisibilidade —Crítica ao dispositivo patológico-moral e à impunidade simbólica no Brasil contemporâneo

Violência, Discurso & Invisibilidade — Crítica ao dispositivo patológico-moral e à impunidade simbólica no Brasil contemporâneo Autor: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Resumo Este artigo analisa criticamente a maneira dominante pela qual episódios recentes de violência extrema — institucional, de gênero ou midiática — são representados no discurso público brasileiro. Argumenta-se que a patologização ou moralização dos perpetradores age como mecanismo de invisibilização da vítima, de reabilitação simbólica do agressor e de reprodução da violência em estrutura social e simbólica. Com base em revisão teórica, dados empíricos recentes e análise documental, propõe-se uma abordagem ética-clínica que revaloriza a vida do outro em sua alteridade absoluta, recusando explicações simplistas que naturalizam o horror. Palavras-chave: violência estrutural; discurso mediático; psicopatologia; impunidade simbólica; subjetividade. 1. Introdução Nos últimos anos ...

Entre Leis, Narrativas e Ressentimentos: o Duplo Padrão de Gênero na Era da Hiperssensibilidade Digital

Entre Leis, Narrativas e Ressentimentos: o Duplo Padrão de Gênero na Era da Hiperssensibilidade Digital Por um psicólogo clínico — em diálogo com a lucidez da Loka do Rolê A sociedade contemporânea vive uma guerra moral silenciosa, mas ruidosa nas redes. Um campo minado onde narrativas de gênero, ressentimentos históricos, instrumentos jurídicos e afetos mal elaborados se misturam em uma sopa emocional explosiva. A promessa inicial da legislação de proteção à mulher — um marco civilizatório necessário — acabou se tornando, em alguns casos, um terreno fértil para distorções interpretativas, manipulações estratégicas, conflitos conjugais transformados em arenas jurídicas e um duplo padrão que fragiliza tanto o homem quanto a própria mulher que precisa da proteção real. Como psicólogo clínico, observo esse fenômeno não a partir da disputa entre "homens versus mulheres", mas a partir da lente psicossocial do mal-estar. O sofrimento humano é sempre singular, mas o modo...