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A mostrar mensagens com a etiqueta sofrimento psíquico

O sujeito funcionalmente exausto: tecnologia, dívida, trabalho e sofrimento na administração contemporânea da vida

O sujeito funcionalmente exausto: tecnologia, dívida, trabalho e sofrimento na administração contemporânea da vida. José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: sofrimento psíquico, trabalho digital, inteligência artificial, subjetividade contemporânea, economia da atenção, endividamento, medicalização, precarização, vigilância algorítmica, psico-bio-social . Resumo O presente ensaio crítico-discursivo analisa transformações contemporâneas relacionadas ao trabalho, à inteligência artificial, à economia da atenção, à medicalização da vida, ao endividamento e à reorganização tecnológica da subjetividade no Brasil contemporâneo. A análise parte de uma perspectiva psico-bio-social e tecnológico-discursiva, sustentada pelo princípio materialista de que toda experiência subjetiva emerge inicialmente do corpo, das condições materiais de existência e das estruturas econômicas e sociais que organizam o cotidiano. O texto argumenta que o...

O CORPO NÃO ACOMPANHA MAIS O FUNCIONAMENTO

O CORPO NÃO ACOMPANHA MAIS O FUNCIONAMENTO Exaustão, dívida, plataformas, IA e o colapso silencioso da subjetividade contemporânea José Antônio Lucindo da Silva Projeto: MAIS PERTO DA IGNORÂNCIA (MPI) 🎥 VÍDEO NO CANAL#alokadorole  Palavras-chave:  saúde mental, sofrimento psíquico, subjetividade contemporânea, trabalho, inteligência artificial, plataformas digitais, endividamento, autoexploração, Byung-Chul Han, economia da atenção, exaustão, precarização, psicologia social, tecnologia, corpo, vigilância, desempenho, medicalização, burnout, capitalismo de plataforma. Resumo: A contemporaneidade parece ter desenvolvido uma forma particularmente eficiente de administrar o sofrimento humano sem necessariamente interromper o funcionamento social. O aumento dos diagnósticos em saúde mental, a expansão do endividamento das famílias, o crescimento das plataformas digitais de aposta, a intensificação da captura algorítmica da atenção e a reorganização tecnológica do traba...

O MAL-ESTAR DIGITAL: CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA, SUBJETIVIDADE E SOFRIMENTO PSÍQUICO NA SOCIEDADE ALGORÍTMICA CONTEMPORÂNEA

O MAL-ESTAR DIGITAL: CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA, SUBJETIVIDADE E SOFRIMENTO PSÍQUICO NA SOCIEDADE ALGORÍTMICA CONTEMPORÂNEA José Antonio Lucindo da Silva — Projeto MPI RESUMO: O presente ensaio crítico propõe uma análise interdisciplinar das transformações contemporâneas da subjetividade diante da expansão do capitalismo de vigilância, da hiperconectividade digital e da crescente integração entre plataformas algorítmicas, comportamento humano e sofrimento psíquico. A partir da articulação entre Sigmund Freud, Zygmunt Bauman, Shoshana Zuboff, Cathy O’Neil e estudos contemporâneos sobre dependência digital, o texto investiga como a lógica tecnológica atual reorganiza processos de desejo, controle social, atenção, pertencimento e produção subjetiva. O objetivo não consiste em oferecer explicações simplificadoras ou soluções prescritivas, mas tensionar as contradições estruturais entre liberdade, segurança, prazer e vigilância no interior da sociedade digital contemporânea. Disc...

VOCÊ NÃO CHEGOU CANSADO. VOCÊ FOI PROCESSADO.

VOCÊ NÃO CHEGOU CANSADO. VOCÊ FOI PROCESSADO. Autor: José Antonio Lucindo da Silva Zé Projeto: A Loka do rolê Palavras-chave: saúde mental, vigilância, trabalho, algoritmo, sofrimento psíquico, psico-bio-social, controle, diagnóstico Resumo Você saiu do trabalho achando que estava só cansado. Normal. Dia cheio. Tela demais. Gente demais. Cobrança demais. Aí você abre qualquer coisa — notícia, relatório, post institucional — e percebe que não é bem assim. Não é só cansaço. É padrão. Tudo tá sendo medido, previsto, reorganizado. Seu humor virou métrica. Seu sono virou gráfico. Seu comportamento virou dado. E curiosamente, o mesmo sistema que coleta isso tudo é o que te mantém em estado de alerta constante. Chamam de cuidado. Mas tem cheiro de controle. E não é um controle escondido — é um controle normalizado, com linguagem bonita, interface limpa e promessa de otimização. No meio disso, você tenta entender se tá adoecendo… ou só reagindo exatamente como deveria r...

QUANDO O OUTRO VIRA MÉTRICA: O SOFRIMENTO QUE NÃO ENCONTRA LIMITE

QUANDO O OUTRO VIRA MÉTRICA: O SOFRIMENTO QUE NÃO ENCONTRA LIMITE José Antônio Lucindo da Silva Mais Perto da Ignorância — MPI Resumo: Este artigo articula dados recentes sobre saúde mental de adolescentes brasileiros e relatórios globais de felicidade com o acervo teórico do projeto Mais Perto da Ignorância, especialmente a série O TCC Negado. Argumenta-se que o aumento do sofrimento psíquico entre jovens — particularmente entre meninas — não pode ser explicado apenas pelo uso de redes sociais, mas pela transformação da função do outro nas relações mediadas. Sustenta-se que o outro permanece como presença discursiva, porém perde sua incidência como alteridade efetiva, reorganizando o sofrimento em formas de repetição, esvaziamento e continuidade. Palavras-chave: subjetividade; alteridade; redes sociais; sofrimento psíquico; mediação Introdução: Os dados não inauguram o problema. Eles apenas tornam visível o que já operava. O levantamento do IBGE revela que meni...