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A PÍLULA QUE PROMETEU LUCIDEZ — E ENTREGOU FOME MAL EXPLICADA

A PÍLULA QUE PROMETEU LUCIDEZ — E ENTREGOU FOME MAL EXPLICADA Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: red-pill; corpo; materialidade; ressentimento; discurso; desejo; algoritmo; subjetividade Resumo: Vocês juram que acordaram. Engraçado. Porque continuam com fome, continuam trabalhando, continuam precisando de alguém que não os escolha. A tal pílula vermelha não revela o real — ela reorganiza o desconforto em discurso. Este texto não discute a red-pill como teoria, mas como sintoma: uma tentativa de dar forma à frustração quando o corpo já não sustenta o que a cabeça insiste em explicar. O que aparece como lucidez é apenas ressentimento bem organizado, embalado para circular em plataformas que lucram com repetição. Aqui não há promessa de saída. Há apenas a exposição de um impasse: quando o sujeito não suporta o não do outro, ele inventa um sistema onde o outro passa a ser o problema. No fim, não é sobre verdad...

O FUTURO É SEMANA QUE VEM. O FRACASSO JÁ CHEGOU.

O FUTURO É SEMANA QUE VEM. O FRACASSO JÁ CHEGOU. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê 🎬 ASSISTA O VÍDEO NO CANAL DO YOUTUBE: Palavras-chave: tempo, algoritmo, desempenho, futuro, subjetividade, consumo, IA, cansaço, exclusão Resumo: O discurso de que “o futuro é semana que vem” não descreve o tempo — ele reorganiza a experiência do sujeito dentro dele. Ao comprimir o intervalo entre possibilidade e exigência, o presente deixa de ser vivido e passa a ser cobrado. Essa antecipação cria uma dívida subjetiva contínua, onde o sujeito se percebe sempre atrasado diante de um futuro que ainda não existe. Em um ambiente orientado por engajamento e retenção, essa tensão não é erro do sistema — é seu combustível. A tecnologia, nesse cenário, deixa de ser ferramenta e passa a operar como ambiente que organiza comportamento, desejo e percepção. O resultado não é apenas aceleração, mas uma forma estrutural de insuficiência permanente, o...

A garrafa, o algoritmo e o silêncio: por que o alcoolismo feminino não cabe na promessa de uma “maneira simples”

A garrafa, o algoritmo e o silêncio: por que o alcoolismo feminino não cabe na promessa de uma “maneira simples” Palavras-gírias: rolê, garrafa, algoritmo, coping líquido, cansaço social, marketing emocional, consumo escondido, sofrimento silencioso Interlúdio da Loka A garrafa não fala. O algoritmo também não. Mas os dois vendem a mesma coisa: alívio rápido para uma dor que ninguém quer ouvir. 1. O que os números dizem antes da promessa Antes de qualquer manual de solução rápida aparecer na prateleira, existe um detalhe incômodo: os dados epidemiológicos não cabem em fórmulas simples. Levantamentos citados por veículos como CNN Brasil e pelo IBGE indicam aumento do consumo de álcool entre mulheres nas últimas décadas. Estudos citados pela Fiocruz apontam que o álcool gera cerca de 18 bilhões de reais de impacto econômico anual no Brasil e está associado a aproximadamente 12 mortes por hora no país. A literatura epidemiológica brasileira também mostr...

Quando o medo vira notificação

Quando o medo vira notificação Palavras-gírias: alerta, bug, scroll, vício, ansiedade, hype, algoritmo, colapso, ruído. Interlúdio da Loka Vocês chamam de tecnologia. Eu chamo de afeto mal distribuído. Vocês chamam de conexão. Eu vejo corpo tremendo por vibração fantasma. Não é progresso. É reorganização da ansiedade. Este capítulo examina a reorganização afetiva da infância e da adolescência na era das notificações digitais. A hipótese central é que o regime de alerta intermitente produz instabilidade afetiva estrutural, com impactos psicodinâmicos, neurobiológicos e políticos. A análise articula: — Espinosa (afetos e variação de potência) — Freud (economia pulsional e mal-estar civilizatório) — Han (erosão da duração) — Bauman (insegurança estrutural) — Zuboff (capitalismo de vigilância) — Twenge e Haidt (dados epidemiológicos contemporâneos) — DSM-5-TR e CID-11 (classificações diagnósticas) — Shaughnessy (metodologia científica) Não há...

A Carta Que Voltou Tarde Demais

A Carta Que Voltou Tarde Demais Palavras chaves; carta, resposta, Freud, psicanálise, supereu, mal-estar, sexualidade, norma social, desejo, moral, comentário público, redes sociais, algoritmo, visibilidade, intimidade, discurso midiático, transferência, ética da resposta, deslocamento simbólico, carta aberta, Loka do Rolê, fratura simbólica, crítica cultural, contemporaneidade, Caro Dr. Freud, capítulo ensaístico. (Resposta ao Dr. Freud na Era do Comentário Público) Caro Dr. Freud, Escrevo-lhe novamente, mas agora de forma mais precisa. Segundo alguns dados midiáticos recentemente difundidos, um jornalista de alta credibilidade foi interpelado publicamente por uma seguidora que lhe pediu que jamais tornasse pública sua suposta orientação sexual. A interpelação veio revestida de vergonha e oração, como se moral e cuidado fossem sinônimos. Não houve crime. Não houve escândalo. Houve discurso. A resposta do jornalista foi direta: delimitou fronteira, nomeou o cará...