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Respira!Não é desespero.É método.

Respira! Não é desespero. É método. Você está certo numa coisa: se o eixo discursivo é mapeamento como técnica de administração de corpos, então IBM e o Holocausto (Edwin Black) não é detalhe — é estrutura. E ele precisa entrar não como comparação rasa, mas como operador histórico da discussão. Vamos reorganizar isso dentro do MPI, com coerência, densidade e todas as camadas que você vem construindo: Arbex, Bauman, Black, Zuboff, O’Neil, Freud, CID-11, DSM-5, Código de Ética, modernidade técnica, Estado brasileiro. Sem delírio. Sem futurologia. Sem prescrição. Só tensão histórica. MAPEAR A DOR É ORGANIZAR CORPOS (e o Brasil sabe fazer isso) Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: mapeamento, técnica, IBM, Barbacena, saúde mental, Estado, classificação, modernidade, Bauman, Arbex, Black, Zuboff, Freud, Brasil.  Resumo O Ministério da Saúde anuncia uma Pesquisa Nacional de Saúde Mental para mapear a po...

"Quando o Ambiente Falha, o Discurso Funciona:Infância, Tecnologia e o Eco do Sofrimento no Brasil"

"Quando o Ambiente Falha, o Discurso Funciona: Infância, Tecnologia e o Eco do Sofrimento no Brasil" José Antônio Lucindo da Silva Psicólogo Clínico – CRP 06/172551 Projeto: Mais Perto da Ignorância Resumo Este artigo propõe uma leitura crítica do sofrimento psíquico contemporâneo no Brasil a partir do cruzamento entre a teoria psicanalítica de Donald W. Winnicott, dados institucionais brasileiros (IBGE/PNAD) e o uso crescente de tecnologias digitais e sistemas automatizados de resposta. Sem recorrer a modelos prescritivos, diagnósticos ou soluções normativas, o texto sustenta que o sofrimento infantil e adolescente não pode ser compreendido como efeito isolado da tecnologia, mas como resposta adaptativa a falhas ambientais estruturais marcadas por precariedade material, sobrecarga institucional e ausência de sustentação contínua. Introduz-se a noção de “eco discursivo” para nomear a produção de falas organizadas e funcionais que operam como forma de sobrevivência...

Gozai por Nós: O Eu Colonizado e a Falência da Contradição

Gozai por Nós: O Eu Colonizado e a Falência da Contradição Escrito em 07/09/2025 – 22h45 (America/Sao_Paulo)   Introdução Quando a linguagem deixa de ser um produto do sujeito e passa a ser formatada por máquinas, resta a pergunta: quem fala quando falamos? O problema não é apenas tecnológico, mas psico-bio-social. Pois, se é no discurso que o sujeito se constitui, como lembra Lacan, a colonização da palavra pela repetição algorítmica ameaça a própria raiz da subjetividade. Esse deslocamento não acontece no vazio. Ele se ancora em condições históricas, sociais e econômicas que, no Brasil, são visíveis: precariedade educacional, desigualdade de renda, fragilidade do cuidado coletivo. É nesse terreno que se instala a ansiedade das novas gerações, como mostram dados recentes do SUS e do Pisa. Ansiedade que não é mero diagnóstico clínico, mas sintoma civilizatório. Autores como Alfredo Simonetti, em Gozai por Nós, mostram como a cultura contemporânea sequestra até o prazer,...

Crianças em Vitrine: Adultização, Narcisismo e a Farsa da Proteção

Crianças em Vitrine: Adultização, Narcisismo e a Farsa da Proteção 👉🎧 Podcast no Mais perto da Ignorância 👉📺 Em nosso Canal no YouTube @maispertodaignorancia Fonte 👇  https://www.cartacapital.com.br/politica/cpi-sobre-a-adultizacao-reune-rara-frente-ampla-no-senado-federal/   #maispertodaignorancia No Brasil, a recente formação de uma frente ampla no Senado Federal para instaurar uma CPI contra a “adultização” de crianças nas redes sociais revela mais sobre nossa cultura do que aparenta. Sessenta senadores, de partidos tão díspares quanto entre os seus, uniram-se em torno de um tema que, em teoria, deveria suscitar um debate profundo sobre os mecanismos sociotécnicos que moldam a infância.  Mas, como aponta Christopher Lasch (2019), vivemos em uma era em que a política se confunde com espetáculo e onde “toda política se tornou uma forma de espetáculo” — e o espetáculo é movido por capital de atenção. O fenômeno não é novo. Muito antes da internet, a expos...

ENTRE O CHATGPT E O BOLETO: UM RETRATO IRÔNICO DO ANALFABETISMO FUNCIONAL E DIGITAL NO BRASIL HIPER-ALGORITMIZADO

Fonte ENTRE O CHATGPT E O BOLETO: UM RETRATO IRÔNICO DO ANALFABETISMO FUNCIONAL E DIGITAL NO BRASIL HIPER-ALGORITMIZADO José Antônio Lucindo da Silva – #maispertoignorancia Resumo Embora 53 % dos trabalhadores brasileiros já acionem agentes de IA no expediente, quase um terço mal domina operações básicas de cópia-e-cola e 29 % permanece no limbo do analfabetismo funcional. O presente artigo examina, em chave irônica e crítico-reflexiva, o descompasso entre a retórica da “Nação 4.0” e a realidade de uma força de trabalho que terceiriza ao algoritmo aquilo que não aprendeu a fazer com lápis e papel. A partir de dados recentes de INAF, IBGE, Anatel, CETIC.br e Michael Page, articula-se um diagnóstico psico-sócio-tecnológico que expõe a conversão do sujeito em operador de prompt e questiona o fetiche nacional pela inovação sem alfabetização. Palavras-chave: alfabetismo funcional; habilidades digitais; inteligência artificial; Brasil; crítica cultural. 1 | Introdução O Brasil ce...