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A CONFIANÇA QUE NÃO ENCONTRA RESPOSTA: FUNCIONAMENTO, NARCISISMO E AUSÊNCIA DE OUTRO NA ERA DO DESEMPENHO

A CONFIANÇA QUE NÃO ENCONTRA RESPOSTA: FUNCIONAMENTO, NARCISISMO E AUSÊNCIA DE OUTRO NA ERA DO DESEMPENHO 📽️ CANAL NO YOUTUBE: Resumo: Este artigo analisa a emergência de uma forma contemporânea de autoconfiança marcada não pela consolidação subjetiva, mas pela ausência de mediação simbólica e relacional. Partindo da noção de “confiança tóxica” difundida no discurso midiático, propõe-se que tal fenômeno não representa fortalecimento do eu, mas expressão de um funcionamento psíquico esvaziado de alteridade. Articulam-se as contribuições de Freud, Durkheim, Bauman, Han, Zuboff e André Green para demonstrar que o declínio da dúvida e da hesitação não indica resolução de conflitos, mas colapso das referências que sustentavam o vínculo e o pensamento. O sujeito contemporâneo não afirma porque sabe, mas porque não encontra resistência suficiente para duvidar. Nesse cenário, a repetição substitui a elaboração, a exposição substitui o encontro e o outro é reduzido a métrica. A con...

Dominado, logo substituível!

Diplomado, logo substituível Podcast (https://exame.com/carreira/profissional-mais-afetado-pela-ia-sera-aquele-com-diploma-que-pensava-estar-seguro-diz-ceo-5/) Há algo profundamente revelador no alerta do CEO da Adecco Group: “o profissional mais afetado pela IA será aquele com diploma, que pensava estar seguro”. Seria cômico, não fosse trágico. A educação, outrora passaporte para a ascensão social e segurança profissional, tornou-se, paradoxalmente, o atestado de obsolescência de muitos. É a ironia suprema da meritocracia: o esforço, agora, pode significar apenas que você estudou para ser superado por um algoritmo mais rápido e incansável. Talvez estejamos diante do colapso simbólico do diploma. Não porque o conhecimento tenha perdido valor, mas porque a nova forma de valor não tolera demora, elaboração, nem dúvida. O algoritmo não precisa de cafés para pensar. Ele responde. Certeiro. Sem angústia. E isso é o que se quer. Nada de pausa existencial. Nada de “deixe-m...