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Curtidas Não Elaboram Dor

Curtidas Não Elaboram Dor Autor José Antônio Lucindo da Silva: Projeto Mais Perto da Ignorância (MPI): 🎬 Assista em Nosso Canal no YouTube: Palavras-chave: Sofrimento; depressão; discursividade; narcisismo; tecnologia; IA; engajamento; identidade; Loka do Rolê. Resumo: Todo mundo sofre. Isso nunca foi novidade. A novidade é que, agora, a dor precisa performar bem. Precisa ser visível, compartilhável, reconhecível e, de preferência, mensurável. Não basta doer — é preciso que doa do jeito certo, na gramática certa, com o engajamento adequado. Este texto não questiona a existência do sofrimento nem relativiza a dor psíquica. Questiona o regime discursivo que passou a validá-la apenas quando ela circula bem. A partir de Freud, André Green, Ernest Becker, Sartre e Byung-Chul Han, este ensaio examina como a depressão e a solidão deixaram de ser apenas experiências humanas para se tornarem performances discursivas sustentadas por aparatos tecnológicos que organizam, correlacionam...

Quando tudo vira performance, o corpo vira ruído

Quando tudo vira performance, o corpo vira ruído Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: Tecnologia; Inteligência Artificial; Trabalho; Subjetividade; Performance; Corpo; Solidão; Mal-estar; Discursividade; Materialidade. Resumo: Este texto não trata de tecnologia como causa, nem de inteligência artificial como vilã. O que se examina é uma mutação mais profunda: a reorganização da experiência humana sob um regime de funcionamento contínuo, no qual eficiência, desempenho e adaptação deixam de ser meios e passam a operar como critérios morais. A IA, os algoritmos e os discursos de produtividade não inauguram esse cenário; apenas o tornam operacionalmente estável e socialmente aceitável. Nesse contexto, o sujeito é convocado a funcionar, ajustar-se, narrar-se e otimizar-se como se fosse um sistema. O corpo aparece apenas como falha, custo ou obstáculo. A escuta se converte em simulação, o vínculo em gestão e a solidão deixa ...

A MORTE LENTA DO CORPO — ENSAIO SOBRE O DESERTO DO REAL

A MORTE LENTA DO CORPO — ENSAIO SOBRE O DESERTO DO REAL Autor: José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo (CRP 06/172551) Projeto: Mais Perto da Ignorância Obra integrante: A Loka do Rolê — A Escuta como Resto Epígrafe  — “Toda lucidez é uma mutilação.” — Emil Cioran, Breviário da Decomposição Resumo O presente ensaio propõe uma leitura crítica e filosófico-clínica sobre o desaparecimento progressivo do corpo no discurso contemporâneo. Partindo da relação entre discursividade e materialidade, reflete-se sobre a forma como o sujeito moderno, envolto em sistemas tecnológicos e performáticos, perde o contato com sua própria carne, reduzindo-se a representações, métricas e demandas. O texto adota o tom irônico e niilista da Loka do Rolê, personagem conceitual que atua como voz de lucidez e decomposição dentro do projeto Mais Perto da Ignorância. O argumento sustenta que o corpo, outrora limite e mediação entre o simbólico e o real, torna-se ruído, dado ou falha de sistema — ...