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Todo mundo performa. Nem todo mundo existe.

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe. 🎙️ OUÇA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave: performance; materialidade; discurso; tecnologia; corpo; existência; escuta simulada; sobrevivência. Resumo Este texto não discute tecnologia, saúde mental ou subjetividade como campos isolados. Ele parte de um ponto mais baixo: o chão. Num cenário em que tudo precisa funcionar, responder e se adaptar, existir passou a ser confundido com manter-se legível ao sistema. O discurso contemporâneo celebra escuta, empatia, crescimento e personalização como se fossem universais, enquanto depende de condições materiais altamente específicas para se sustentar. Quem não consegue acompanhar esse ritmo — por cansaço, fome, instabilidade ou exaustão — deixa de ser lido como sujeito e passa a ser tratado como falha individual. A Loka do Rolê narra esse descompasso sem propor saída, sem denunciar...

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe.

Todo mundo performa. Nem todo mundo existe. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: performance; discurso; materialidade; existência; tecnologia; subjetividade; trabalho; escuta; corpo Resumo: Chamam de evolução aquilo que só se sustenta onde há tempo, dinheiro, comida e conexão estável. Vendem “humanização”, “escuta”, “crescimento pessoal”, “inteligência emocional” e “IA empática” como se fossem condições universais do humano, quando na verdade são performances dependentes de infraestrutura material. Esta crônica não busca explicar nem oferecer saída.  Ela tensiona o ponto cego do discurso contemporâneo:  A distância brutal entre o que se diz sobre o humano e o que a maioria consegue viver. Aqui, a palavra entra em suspeição, inclusive a própria.  Não se trata de negar a discursividade, mas de colocá-la no lugar que lhe cabe: como hipótese frágil, limitada, situada, incapaz de substituir corpo, comida, temp...

E SE O DESESPERO FOR LÚCIDO? Uma cartografia da decomposição existencial em tempos de positividade tóxica

E SE O DESESPERO FOR LÚCIDO? Uma cartografia da decomposição existencial em tempos de positividade tóxica JOSÉ ANTÔNIO LUCINDO DA SILVA  26/06/2025 #maispertodaignorancia RESUMO Este trabalho propõe uma análise psicossocial crítica do suicídio enquanto sintoma de uma sociedade que liquefez suas estruturas, saturou o sujeito de desempenho e silenciou o desespero por meio de discursos anestésicos. A partir de pensadores como Émile Durkheim, Albert Camus, Emil Cioran, Søren Kierkegaard, Byung-Chul Han, Zygmunt Bauman e Neury Botega, a investigação percorre os paradoxos da vida contemporânea, onde a única questão filosófica que ainda resta talvez seja: por que continuar? O texto recusa qualquer apelo à autoajuda, abordando o suicídio como fenômeno social, ético e existencial — atravessado pela crise da alteridade, da linguagem e do tempo. Palavras-chave : desespero; crítica psicossocial; desempenho; existência; lucidez. 1. INTRODUÇÃO Vivemos um tempo em que tud...