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O TUBO DIGESTIVO DA CIVILIZAÇÃO

O TUBO DIGESTIVO DA CIVILIZAÇÃO por que a materialidade continua mandando na era digital Autor A Loka do Rolê Projeto MPI — Mais Perto da Ignorância Palavras-chave materialidade, discurso digital, economia simbólica, capitalismo de dados, senso comum Resumo: Este ensaio investiga a tensão estrutural entre discurso digital e materialidade social na contemporaneidade. Observando a circulação de opiniões nas redes sociais brasileiras, surge um paradoxo: milhares de vozes discursivas passam a representar simbolicamente milhões de pessoas cujas condições materiais raramente aparecem no debate público. Inspirado no ceticismo corrosivo de Cioran, no materialismo histórico de Marx e na crítica cultural de Byung-Chul Han, o texto propõe uma hipótese simples e desconfortável: nenhuma produção simbólica existe sem a sustentação prévia da materialidade que a possibilita. Em outras palavras, antes de qualquer narrativa, ideologia ou opinião pública, existe algo muito mais bá...

A máquina não inventou nadaSó aprendeu rápido demais

A máquina não inventou nada Só aprendeu rápido demais Autor: Projeto Mais Perto da Ignorância / A Loka do Rolê Palavras-chave: trabalho, inteligência artificial, pejotização, STF, escala 6x1, capitalismo de dados, corpo, civilização produtiva Resumo: De repente surgiu um medo coletivo: a inteligência artificial vai destruir o trabalho humano. Curioso. Porque a história mostra que o trabalho humano já vinha sendo destruído com bastante eficiência muito antes de qualquer algoritmo aprender a escrever código. Entre decisões judiciais sobre pejotização, jornadas 6x1 normalizadas e o surgimento de movimentos como o Vida Além do Trabalho, talvez a questão não seja exatamente o avanço tecnológico. Talvez o problema seja outro: a tecnologia apenas automatizou uma lógica muito mais antiga — a de transformar corpos em peças substituíveis dentro de sistemas produtivos que sempre trataram gente como recurso. Introdução: A Loka do Rolê entra na sala A cena é semp...

Quando o relógio sente por você: a morte da escuta, a ficção dos dados e a nova alienação do corpo

Quando o relógio sente por você: a morte da escuta, a ficção dos dados e a nova alienação do corpo 🎬 Canal no YouTube INTRODUÇÃO — O PROBLEMA NÃO É O RELÓGIO. É O QUE ELE MATA. Vivemos um momento singular da história humana: pela primeira vez, o corpo está perdendo autoridade sobre si mesmo. Antes, a dor era sentida. O cansaço era vivido. O sintoma era experimentado. Hoje, nada disso basta: é preciso que o dispositivo confirme. O indivíduo desperta cansado, mas não acredita no corpo — espera o Apple Watch avisar. Sente ansiedade, mas só reconhece como sintoma quando o gráfico sobe. Dorme mal, mas só legitima o mal-estar quando o indicador fica amarelo. O artigo da BBC sobre a suposta dependência de smartwatches descreve essa cena cotidiana, mas não formula a pergunta essencial: o que é essa “informação” que organiza a vida das pessoas? Ela representa corpo? experiência? materialidade? imersão sensorial? algoritmo? simulação? O texto, como boa parte da mídia, narra efeitos ...