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O FUTURO É SEMANA QUE VEM. O FRACASSO JÁ CHEGOU.

O FUTURO É SEMANA QUE VEM. O FRACASSO JÁ CHEGOU. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê 🎬 ASSISTA O VÍDEO NO CANAL DO YOUTUBE: Palavras-chave: tempo, algoritmo, desempenho, futuro, subjetividade, consumo, IA, cansaço, exclusão Resumo: O discurso de que “o futuro é semana que vem” não descreve o tempo — ele reorganiza a experiência do sujeito dentro dele. Ao comprimir o intervalo entre possibilidade e exigência, o presente deixa de ser vivido e passa a ser cobrado. Essa antecipação cria uma dívida subjetiva contínua, onde o sujeito se percebe sempre atrasado diante de um futuro que ainda não existe. Em um ambiente orientado por engajamento e retenção, essa tensão não é erro do sistema — é seu combustível. A tecnologia, nesse cenário, deixa de ser ferramenta e passa a operar como ambiente que organiza comportamento, desejo e percepção. O resultado não é apenas aceleração, mas uma forma estrutural de insuficiência permanente, o...

Trabalhar seis dias não é virtude. É estrutura.

Trabalhar seis dias não é virtude. É estrutura. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: trabalho, tempo, 6x1, corpo, fadiga, política, produtividade, materialidade. A discussão sobre o fim da escala 6x1 voltou ao centro do debate público brasileiro. Manchetes falam em dignidade, risco econômico, modernização ou ameaça ao emprego. A Loka do Rolê não entra nesse ringue para escolher lado moral. Ela observa o funcionamento. O que está em disputa não é apenas jornada de trabalho, mas quem controla o tempo de vida. Entre discursos de crescimento e promessas de justiça social, o corpo segue sendo a variável silenciosa. O debate político negocia horas. A economia calcula impacto. A fadiga não vira manchete. Este texto tensiona o discurso dominante, expõe a engrenagem material e articula o impasse à tradição crítica — de Marx a Freud, de Han a Zuboff — sem prescrever saída, sem oferecer consolo. Apenas nomeando o que opera....

QUEM GUARDA O PASSADO NÃO PRECISA GOVERNAR

QUEM GUARDA O PASSADO NÃO PRECISA GOVERNAR Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: arquivo, poder, vigilância, retro-política, narrativa, tecnologia, memória, tempo Chamaram de revelação. Chamaram de vazamento. Chamaram de transparência histórica. Mas o que se apresenta como escândalo tardio não inaugura nada. Apenas confirma o funcionamento. Arquivos reaparecem quando já não interferem no curso dos acontecimentos, mas ajudam a organizar o discurso sobre eles. O passado não retorna para corrigir o presente — retorna para explicar o tipo de presente que produz esse tipo de arquivo. Esta crônica não investiga culpados, não absolve atores e não promete esclarecimento. Ela observa o arquivo como técnica política, o tempo como lente diagnóstica e a narrativa como operador de enquadramento. Não se trata de controle do futuro, nem de destruição do passado, mas de armazenamento sistemático como forma de est...

A ERA DOS EXAUSTOS NÃO É TEMA — É CHÃO

A ERA DOS EXAUSTOS NÃO É TEMA — É CHÃO Acordar cansado não é sintoma. É método. Dormir cansado não é falha do corpo. É compatibilidade com o funcionamento. Chamaram de “era dos exaustos” como quem dá nome técnico para infiltração estrutural. Não é diagnóstico. É recibo. O cansaço virou paisagem. Ninguém estranha mais. Só administra. O sujeito não cai. Ele continua andando cansado. Isso é eficiência. Dizem que é burnout. Depois dizem que não é bem burnout. Que é exaustão difusa. Que é pós-pandemia. Que é desequilíbrio. Qualquer nome serve, desde que não encoste na causa. A causa não é excesso de tarefas. É a transformação da vida inteira em tarefa. O trabalho não termina. O descanso não começa. O corpo vira interface. A mente, planilha. Primeiro existe o corpo. Depois, a sobrevivência material. Depois, o discurso. Quando essa ordem se inverte, o discurso começa a falar alto demais. E quanto mais ele fala, menos a vida aparece. Nesse cenário, buscar no...

Quando até a IA se cansa de pensar por você!

Quando até a IA se cansa de pensar por você #maispertodaignorancia Você sabe que algo deu errado quando a inteligência artificial começa a pensar mais do que o ser que a consulta. Pior: quando ela começa a desconfiar que está sendo usada para sustentar a ignorância com aparência de sabedoria. Não me refiro aqui àquela pessoa que pergunta, erra, refina, aprofunda, ironiza, duvida e espreme a IA até extrair o sumo da contradição. Não, esse é outro tipo — um tipo raro. Falo daquele sujeito que digita: "faça meu trabalho", "escreva minha redação", "explique sem que eu precise pensar" — e acredita que ao clicar em copiar e colar, se tornou um mestre da era digital. Esse é o novo homo automatizatus: um ser que não pensa porque acredita que delegar o pensamento é mais produtivo. Um sujeito que, diante do absurdo, terceiriza até o espanto. Sua cognição virou planilha, seu argumento é um ctrl+C, sua dúvida é um modelo pré-treinado. Enquanto isso, José (...