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A mostrar mensagens com a etiqueta inteligência artificial

A máquina não inventou nadaSó aprendeu rápido demais

A máquina não inventou nada Só aprendeu rápido demais Autor: Projeto Mais Perto da Ignorância / A Loka do Rolê Palavras-chave: trabalho, inteligência artificial, pejotização, STF, escala 6x1, capitalismo de dados, corpo, civilização produtiva Resumo: De repente surgiu um medo coletivo: a inteligência artificial vai destruir o trabalho humano. Curioso. Porque a história mostra que o trabalho humano já vinha sendo destruído com bastante eficiência muito antes de qualquer algoritmo aprender a escrever código. Entre decisões judiciais sobre pejotização, jornadas 6x1 normalizadas e o surgimento de movimentos como o Vida Além do Trabalho, talvez a questão não seja exatamente o avanço tecnológico. Talvez o problema seja outro: a tecnologia apenas automatizou uma lógica muito mais antiga — a de transformar corpos em peças substituíveis dentro de sistemas produtivos que sempre trataram gente como recurso. Introdução: A Loka do Rolê entra na sala A cena é semp...

NÃO É O FIM DO HUMANO. É O ECO DO PRÓPRIO MEDO.

NÃO É O FIM DO HUMANO. É O ECO DO PRÓPRIO MEDO. Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: inteligência artificial, afetação discursiva, índice de miséria, subjetividade, materialidade, assistentes virtuais, performance. Resumo O discurso apocalíptico afirma que inteligências artificiais irão substituir o humano, instaurando uma nova era de desemprego estrutural e miséria ampliada. Paralelamente, indicadores macroeconômicos como o chamado “Índice de Miséria” projetam queda histórica. Este ensaio tensiona essa contradição: enquanto a narrativa tecnológica anuncia colapso, a materialidade econômica aponta reorganização. A análise parte do princípio da afetação discursiva — o assistente virtual não substitui; reorganiza linguagem. Quem se afeta é o sujeito. A ameaça de substituição revela menos sobre máquinas e mais sobre insegurança cognitiva, performance e interpretação. O impasse não está na ferramenta...

QUANDO O TRABALHO VIRA ECO E O CORPO VIRA CUSTO

QUANDO O TRABALHO VIRA ECO E O CORPO VIRA CUSTO Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — A Loka do Rolê Palavras-chave: trabalho, inteligência artificial, metabolismo, algoritmo, eco discursivo, capitalismo de vigilância, ancoragem do eu, megamáquina, performatividade, angústia. Eu não estou discutindo o futuro da humanidade. Eu estou discutindo o presente do corpo. O que se chama de “fim do trabalho” não é apocalipse tecnológico — é deslocamento de ancoragem. O trabalho sempre foi metabolismo organizado, tensão com a realidade e forma de reconhecimento social. Agora ele é formalizado, extraído, modelado e devolvido como algoritmo. A inteligência artificial não surge como entidade alienígena, mas como intensificação do que a própria espécie já fazia: medir, prever, padronizar e otimizar. A angústia que antes estava na fricção material do trabalho migra para o campo discursivo, onde a validação depende de métricas, eco e rastreabil...

Quando a escuta vira interface e a ética vira nota de rodapé

Quando a escuta vira interface e a ética vira nota de rodapé Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI): Palavras-chave: Inteligência artificial; ética profissional; escuta simulada; psicologia; tecnologia; subjetividade; sofrimento; Loka do Rolê. 🎬 Assista em Nosso Canal no YouTube: Resumo: Chamam de inovação aquilo que, na prática, reorganiza o velho desejo humano de não sustentar o vazio. Este texto, narrado pela Loka do Rolê, não se propõe a explicar a Inteligência Artificial, tampouco a condená-la ou celebrá-la. O foco está no deslocamento silencioso da escuta para a interface, da responsabilidade para o algoritmo e da ética para documentos que quase ninguém lê. À luz do Código de Ética Profissional do Psicólogo e das cartilhas do Conselho Federal de Psicologia sobre IA e chatbots, o ensaio tensiona a ilusão de neutralidade tecnológica e a fantasia de cuidado automatizado. Não se trata de negar a tecnologia, mas de expor o risco simbó...