QUANDO A MÁQUINA ENTRA NA CLÍNICA, QUEM FICA DO LADO DE FORA? A Loka do Rolê Eu ouvi aquela frase: “Tem gente procurando o computador, o robô, a inteligência artificial para ser seu psiquiatra.” E fiquei pensando que talvez a pergunta esteja ligeiramente errada. Não porque a inteligência artificial não esteja entrando na saúde mental. Ela está. A pergunta errada é imaginar que o fenômeno começa na máquina. Eu quero começar antes. Quero começar no sujeito. No corpo. Na solidão. Na disponibilidade. Na falta de tempo. Na dificuldade de encontrar alguém. Na dificuldade de pagar alguém. Na dificuldade de chegar a alguém. Porque antes de existir o chatbot existia uma pessoa precisando falar. E isso muda tudo. Eu não quero transformar a inteligência artificial em vilã. Isso seria intelectualmente preguiçoso. E a humanidade já produz vilões suficientes sem precisar fabricar um robô com capa preta. Também não quero transformar a IA em salvadora. O problema é just...
"Mais Perto da Ignorância é um espaço de reflexão crítica sobre os paradoxos da existência contemporânea. Explorando temas como tecnologia, discursividade, materialidade e consumo, inspira-se em autores como Byung-Chul Han, Freud e Nietzsche. O blog questiona narrativas dominantes, desmistifica ilusões e convida ao diálogo profundo. Aqui, ignorância não é falta de saber, mas um confronto com dúvidas e angústias, desafiando verdades superficiais e mercantilizadas.” — José Antonio Lucindo da Silva