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O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — DA ILUSÃO DE ESCOLHA À ECONOMIA DA PREVISÃO

O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — DA ILUSÃO DE ESCOLHA À ECONOMIA DA PREVISÃO José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Resumo: Este ensaio propõe uma reinterpretação da condição contemporânea a partir da articulação entre Freud, Marx e Zuboff. Sustenta-se que o sujeito não apenas opera dentro de estruturas previamente dadas, mas que, na pós-atualidade, sua própria experiência é convertida em matéria-prima econômica. O discurso deixa de ser mediação simbólica e passa a ser dado comportamental extraído, processado e antecipado. A Loka do Rolê surge como operador de corte que evidencia: não há jogo, há modelagem. Introdução — não é discurso, é extração: Antes, o problema era o discurso. Hoje, o discurso virou insumo. Isso muda tudo. Porque o que você fala, pensa, deseja — não circula mais apenas como linguagem. Circula como dado. E dado não precisa de sentido. Precisa de previsibilidade. 1. A virada de chave — da lingua...

O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — EU NÃO TE ANALISO, EU TE VEJO SENDO USADO

O JOGO QUE NUNCA COMEÇOU — EU NÃO TE ANALISO, EU TE VEJO SENDO USADO José Antônio Lucindo da Silva — Psicólogo Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Resumo: Eu não tô partindo de verdade nenhuma. Nem de tese fechada. Nem de conclusão elegante. Eu tô partindo de uma suspeita: de que você não fala mais — você é falado em forma de dado. Se Freud ainda tentava escutar, e Marx ainda tentava denunciar, Zuboff escancarou o resto: não é mais discurso. é captura. Introdução — cês ainda acham que tão pensando: Eu vou começar simples. Você acha que escolhe. Eu sei que você acha. Você abre o celular, rola, pausa, volta, clica… e chama isso de decisão. Bonito. Organizado. Quase humano. Mas não é. Porque o que você chama de escolha já passou por um filtro que você não viu. E pior: nem foi feito pra você perceber. 1. Eu não te escuto — eu vejo o padrão: Freud ainda acreditava que dava pra escutar alguma coisa aí dentro. Desejo. Repetição. Sintoma. Bonito também. ...