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A CIVILIZAÇÃO NÃO PROMETEU ALEGRIA — PROMETEU SOBREVIVÊNCIA (E COBRA MEDO EM JUROS)

A CIVILIZAÇÃO NÃO PROMETEU ALEGRIA — PROMETEU SOBREVIVÊNCIA (E COBRA MEDO EM JUROS) Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI) Palavras-chave: medo, civilização, subjetividade, discurso algorítmico, escuta, segurança RESUMO Este artigo analisa o medo não como falha social ou déficit subjetivo, mas como eixo estruturante do processo civilizatório, retomando a tese central de Sigmund Freud de que a cultura não se organiza em torno da felicidade, mas da segurança e da defesa do eu. A partir desse fundamento, o texto articula a normalização ética do mal em Brodsky, a difusão social do medo em Bauman e sua captura econômica no capitalismo de vigilância descrito por Zuboff. Em contraste com o discurso das redes sociais — informacional, adaptativo e performativo — são examinadas as condições materiais de existência marcadas por retração do corpo, empobrecimento do laço social e colapso da escuta. No tom da Loka do Rolê, o artigo não prescreve saíd...