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Saúde Mental Não Paga Boleto

Saúde Mental Não Paga Boleto Autor: José Antônio Lucindo da Silva: Projeto: Mais Perto da Ignorância (MPI): Palavras-chave: trabalho; materialidade; saúde mental; discurso; precarização; subjetividade; capitalismo tardio; exclusão simbólica. Resumo: Falam de saúde mental como se ela fosse anterior ao corpo, como se existisse antes da fome, antes da conta de luz, antes do aluguel atrasado. O discurso contemporâneo transforma sofrimento em pauta é pauta em mercadoria, mas só depois que a materialidade mínima já está garantida. Este texto tensiona a ideia de “saúde mental no trabalho” mostrando que ela só existe depois que o trabalho já operou sua função central: garantir pertencimento simbólico. Fora do trabalho, o sofrimento não vira diagnóstico — vira silêncio. O desempregado não é um sujeito adoecido: é um sujeito ilegível. A saúde mental surge como nova moral do trabalho, ao mesmo tempo em que administra seus restos e protege a estrutura que adoece. Não há pro...

Amigo, seus elogios são legais… mas quanto vai cair na minha conta?

Amigo, seus elogios são legais… mas quanto vai cair na minha conta? 🎬 Canal no YouTube Um ensaio sobre o desemprego, as ficções corporativas e a tentativa de transformar precariedade em defeito psicológico Existe uma frase que atravessa gerações, classes sociais, consultorias de RH e crises econômicas sem jamais perder a força: “Amigo, seus elogios são legais… mas quanto vai cair na minha conta?” O senso comum entende isso há séculos, mas as empresas insistem em fingir que essa verdade não existe. Talvez porque admitir isso exigiria confrontar o ponto onde todo discurso corporativo entra em colapso: ninguém vive de feedback. E aqui não estamos falando de teoria, mas de carne, de corpo, de boleto, de frango na mesa. Falo como quem está há um ano desempregado, ouvindo “parabéns pelo conteúdo”, “você é muito inteligente”, “continue assim”, enquanto o extrato bancário segue no modo sobrevivência. Publicação não sustenta ninguém. Engajamento não paga aluguel. Curtida não é prot...