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O LUGAR ESQUECIDO

O LUGAR ESQUECIDO


Corpo, tempo, espaço e captura de dados na civilização digital: uma investigação psico – bio - social e discursivo-digital
A Loka do Rolê — Projeto Mais Perto da Ignorância (MPI)

Resumo:

Este ensaio investiga, a partir do modelo Psico-bio-social e Discursivo-Digital do projeto Mais Perto da Ignorância (MPI), a frase-eixo “a espécie está tão distante do que poderia ser, que acaba esquecendo de que lugar ela existe, de fato”. Seguindo a sequência metodológica do MPI — corpo, tempo, espaço, condições materiais, organização social, tecnologia, economia, comunicação, discursos, discursividade digital e consequências psico-bio-social —, a investigação articula a leitura freudiana do mal-estar civilizatório, a crítica de Zygmunt Bauman à liberdade líquida, a descrição de Byung-Chul Han sobre a sociedade do desempenho, a leitura de Pedro Leite sobre a civilização digital e a teoria de Shoshana Zuboff sobre o capitalismo de vigilância. Documentos oficiais do IBGE, do Ministério da Saúde, da Organização Internacional do Trabalho e da Organização Mundial da Saúde são mobilizados como indicadores das condições materiais em que essas hipóteses teóricas são formuladas, sem substituir estudos epidemiológicos. O texto não propõe diagnóstico individual nem solução prescritiva. Formula hipóteses provisórias, mantidas abertas à revisão.
Palavras-chave: corpo; capitalismo de vigilância; sociedade do desempenho; liberdade; saúde mental relacionada ao trabalho.

Palavras-chave:

capitalismo de vigilância, sociedade do cansaço, civilização digital, saúde mental, subjetividade, corpo, trabalho, psicobiossocial, poder instrumentário, Mais Perto da Ignorância



Introdução

Toda investigação do MPI parte do corpo antes de partir da ideia. Antes de qualquer teoria sobre liberdade, desempenho ou vigilância, existe um organismo que dorme mal, come conforme a renda permite e se desloca por uma cidade que transforma trajeto em desgaste. É desse ponto que este texto parte para investigar uma frase que vem sendo trabalhada como eixo provisório de leitura: a espécie estaria tão distante do que poderia ser que teria esquecido de que lugar ela existe, de fato.
A frase não descreve uma essência humana perdida, nem propõe que exista um estágio ideal a ser recuperado. Tratá-la assim seria um risco normativo — pressupor que já se sabe o que a espécie “poderia ser”. No eixo do MPI, essa expressão permanece como campo hipotético, historicamente disputado e materialmente condicionado. A pergunta orientadora não é “qual é a verdadeira natureza humana”, mas quais possibilidades foram produzidas, interrompidas, apropriadas ou bloqueadas pelas condições concretas de existência. A seguir, a investigação percorre essas condições seguindo a sequência do modelo Psico-bio-social e discursivo-digital, do corpo à consequência.

Investigação:

Corpo

A distância entre o que a espécie poderia ser e aquilo que efetivamente realiza não se manifesta apenas como falha moral ou psicológica. Ela aparece primeiro no corpo: no sono interrompido, na alimentação subordinada à renda, na fadiga que se acumula sem tempo de reparo. O esquecimento do lugar onde a espécie existe começa como esquecimento do próprio organismo — tratado como suporte de produtividade, não como condição material que impõe limites. Isso é descrição de um funcionamento observável, não interpretação teórica: o corpo tem necessidades biológicas que não se dobram integralmente às exigências de desempenho, ainda que seja rotineiramente pressionado a se comportar como se pudesse.

Tempo

Atribui-se a Søren Kierkegaard a formulação de que a única vida vivida é aquela que já ficou para trás — o presente só pode ser compreendido retrospectivamente, depois de ter acontecido. Tratada aqui como paráfrase, e não como citação literal confirmada, essa ideia introduz um paradoxo temporal que atravessa a experiência contemporânea: o passado é a única vida efetivamente vivida, mas o presente é tratado como insuficiente, como estágio provisório diante de um futuro que exige preparação constante. A pessoa deve estar sempre se preparando para ser outra — um trabalhador melhor, um perfil mais visível, um corpo mais saudável — enquanto vive o presente como falha temporária diante do que ainda não chegou. A espécie, nesse sentido, não esquece apenas de que lugar existe: esquece também em que tempo existe.

Espaço

O deslocamento físico pela cidade — trajeto convertido em desgaste, tempo de transporte descontado da vida disponível — convive hoje com um espaço paralelo, não físico, onde parte crescente da existência também precisa ocorrer: feeds, aplicativos, plataformas de mensagem, ambientes de trabalho remoto. Esse espaço digital não substitui o espaço físico, mas se sobrepõe a ele, exigindo presença simultânea em ambos. O corpo permanece localizado em um endereço concreto, sujeito a deslocamento, clima e infraestrutura urbana, enquanto uma parte de sua atividade é registrada, processada e redistribuída em servidores fisicamente distantes desse mesmo endereço. A distância entre o lugar onde o corpo está e o lugar onde seus dados circulam é, também, uma forma concreta do esquecimento anunciado na frase-eixo.

Condições materiais

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE em julho de 2026, 90,5% das pessoas de dez anos ou mais utilizaram a internet no Brasil em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas; entre os usuários, 95,6% acessavam a rede diariamente. A internet estava presente em 95% dos domicílios e o celular em 97,4% deles. O mesmo levantamento indica que conversar por chamadas de voz ou vídeo foi a finalidade mais frequente de acesso, alcançando 95,3% dos usuários — um dado documental que impede reduzir a conexão digital à alienação, já que ela também sustenta vínculo e acesso a serviços essenciais. Essas informações são documento oficial, não interpretação: descrevem infraestrutura e uso, não intenção, sofrimento ou dependência.

Organização social

Sigmund Freud oferece um primeiro ponto de apoio interpretativo: toda civilização exige trocas, e alguma parcela de segurança é obtida mediante renúncia, do mesmo modo que alguma liberdade é conquistada ao custo de insegurança. Zygmunt Bauman, na obra que dá nome a esse mal-estar em sua versão contemporânea, descreve uma inversão dessa equação. Se na modernidade o sofrimento estava associado ao excesso de ordem e à restrição da liberdade, na pós-modernidade a liberdade individual se amplia como discurso enquanto a segurança se fragiliza. O sujeito é declarado livre exatamente no momento em que perde as condições materiais para exercer essa liberdade — uma leitura interpretativa, não um dado observável diretamente, mas uma chave de análise sobre a organização social contemporânea.

Tecnologia

É necessário distinguir, e não amalgamar, os diferentes objetos técnicos mobilizados nessa investigação: algoritmos são sequências de regras para processar dados; automação é a execução de tarefas sem intervenção humana direta; plataformas são infraestruturas que organizam e intermediam interações; modelos de linguagem e demais sistemas de aprendizado de máquina são programas estatísticos treinados para reconhecer padrões e gerar respostas prováveis a partir de dados. Nenhum desses sistemas possui intenção, desejo ou consciência; tratá-los como sujeitos seria antropomorfização indevida. O que esses sistemas fazem, de modo verificável, é processar volumes de dados em escala e velocidade inacessíveis ao processamento humano individual — e é esse processamento, não uma vontade própria da tecnologia, que sustenta as dinâmicas econômicas descritas a seguir.

Economia

Shoshana Zuboff descreve como a experiência humana capturada por sistemas digitais não serve apenas para oferecer um serviço, mas para produzir conhecimento capaz de prever e orientar comportamento futuro. A busca, a permanência em uma página, o horário de uma consulta, o padrão de deslocamento — tudo isso forma um excedente comportamental, extraído da experiência e convertido em recurso econômico. Zuboff nomeia esse processo de renderização: a vida é traduzida em informação processável, e o corpo passa a existir também como localização, ritmo de sono, padrão de consumo e probabilidade de reação. Essa é uma leitura teórica da autora, mobilizada aqui como interpretação, não como fato comprovado ponto a ponto para cada plataforma.

Comunicação

Pedro Leite situa a hiper conectividade contemporânea como transformação da própria estrutura da comunicação: não amplia apenas o contato, torna a disponibilidade uma exigência permanente. O indivíduo precisa responder, aparecer, atualizar-se e produzir sinais contínuos de existência — e a liberdade de estar conectado se converte em obrigação de permanecer acessível. A comunicação deixa de ser apenas troca de mensagens entre pessoas e passa a operar também como prova contínua de presença, monitorada e registrada por terceiros.

Discursos

No plano do discurso, Bauman descreve como a precariedade passa a ser chamada de flexibilidade; a insegurança, de autonomia; a competição, de mérito; a exposição, de autenticidade. Byung-Chul Han acrescenta a essa leitura a passagem da sociedade disciplinar, organizada pelo “não pode”, para a sociedade do desempenho, organizada pelo “você pode”. O poder não desaparece nessa passagem: muda de linguagem. O sujeito não precisa mais ser empurrado por uma autoridade visível; passa a carregar internamente o comando da maximização, explorando a si mesmo sob a impressão de estar apenas se realizando. Esse vocabulário — flexibilidade, autonomia, mérito, autenticidade, realização — funciona como discurso que reorganiza a percepção de condições materialmente adversas como escolhas pessoais.

Discursividade digital

Nos ambientes digitais, esse discurso ganha uma camada adicional: a visibilidade é mediada por sistemas de recomendação que não são neutros nem transparentes para quem os utiliza, e que privilegiam determinados formatos, ritmos e conteúdos em detrimento de outros, segundo critérios majoritariamente ligados a permanência de atenção. Existir publicamente, nesse ambiente, passa a depender de produzir sinais compatíveis com aquilo que esses sistemas de recomendação tendem a amplificar. Isso não significa que os sistemas “decidem” o que a espécie pensa — seria atribuir intenção a um processo estatístico —, mas que a forma de aparecer publicamente é filtrada por uma infraestrutura técnica concreta, cujos critérios de funcionamento não costumam ser plenamente conhecidos por quem os utiliza.

Consequências psico-bio-social 

O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre doenças e agravos relacionados ao trabalho, referente ao primeiro semestre de 2025, registrou 340.701 notificações no Brasil, das quais 10.629 corresponderam a transtornos e doenças relacionados ao trabalho, e, dentro desse grupo, 2.533 foram transtornos mentais relacionados ao trabalho. O próprio Ministério ressalva que esses números são parciais e atravessados por subnotificação, já que o nexo entre adoecimento e trabalho é de estabelecimento complexo. Entre os transtornos mentais notificados, 25,1% ocorreram entre trabalhadores de serviços e comércio e 21,2% entre profissionais das ciências e das artes; 54% das notificações envolveram mulheres e 46% homens; 46,9% dos casos correspondiam a trabalhadores com carteira assinada e 13,9% a autônomos. Esses números não autorizam afirmar que uma profissão “causa” transtorno mental, mas tensionam a narrativa de que o sofrimento seria apenas incapacidade individual de administrar a vida.
Em abril de 2026, a Organização Internacional do Trabalho estimou que mais de 840 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de condições relacionadas a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas e ambientes mal organizados — estimativa global, que deve ser lida como indicador de escala, não como retrato direto da realidade brasileira. A Organização Mundial da Saúde informa que mais de um bilhão de pessoas vivem com alguma condição de saúde mental no mundo e insiste que nenhum fator isolado prediz de maneira confiável o desfecho individual: pobreza, violência, desigualdade, privação ambiental, crises econômicas e mudanças climáticas compõem os riscos. Essa formulação é decisiva para o MPI, porque impede reduzir o sofrimento ao cérebro, à personalidade ou ao uso da internet, situando-o na interação entre corpo, trabalho, relações, economia, território, instituições e ambientes tecnológicos — fechando o percurso da investigação no mesmo ponto em que ela começou: o corpo, agora relido à luz de tempo, espaço, condições materiais, organização social, tecnologia, economia, comunicação e discurso.

Desenvolvimento

Articulados, esses planos permitem reler a frase-eixo em camadas sucessivas, sem que nenhuma substitua as demais. Bauman mostra que a espécie não está apenas distante de suas possibilidades porque vive sob proibição; está distante também porque foi convocada a se acreditar livre o suficiente para ser responsável por aquilo que não consegue realizar. Han mostra o que ocorre quando essa liberdade é interiorizada como coerção: o sujeito recebe permissão para fazer tudo, menos parar, e quando o corpo finalmente interrompe a própria produção, isso é lido como fracasso pessoal. Pedro Leite mostra como essa dinâmica se realiza na infraestrutura de comunicação, e Zuboff descreve a economia que se instala nesse excesso — o sujeito cansado produz dados, o sujeito conectado produz dados, o sujeito que procura ajuda produz dados, até a tentativa de escapar pode ser registrada como comportamento.
Nesse percurso, o esquecimento do lugar onde a espécie existe é também o esquecimento das condições que tornam sua experiência possível: o corpo é relegado em favor do perfil, o território em favor da nuvem, o trabalho em favor da narrativa do empreendedorismo, a história em favor da personalização. Antes de perguntar se o indivíduo perdeu autenticidade, a navalha de Ockham material do MPI exige perguntas mais concretas: quem possui os dispositivos, quem controla os dados, quem lucra com a atenção, quem trabalha sob métricas, quem depende das plataformas para sobreviver, quem não consegue se desconectar porque a desconexão significa perder renda, contato ou acesso a serviços. A experiência digital não é vivida de modo equivalente por todas as pessoas: atravessa classe, raça, gênero, idade, território, deficiência, escolaridade e tipo de trabalho. O trabalhador de aplicativo não ocupa a mesma posição que o consumidor ocasional diante da mesma plataforma.

Hipóteses provisórias

Hipótese 1 — a espécie se distancia do que poderia ser quando organiza sua técnica e sua produção social para ampliar capacidades sem ampliar, na mesma medida, as condições de cuidado, igualdade, participação e preservação da vida. Nesse caso, o problema não estaria na existência da tecnologia ou da inteligência artificial, mas na forma histórica de sua organização.

Hipótese 2 — o afastamento da espécie em relação ao que poderia ser se intensifica quando sua experiência corporal, psíquica e social é convertida em dados por sistemas capazes de prever e orientar comportamentos, enquanto o próprio sujeito passa a reconhecer como realidade a representação estatística que esses sistemas produzem dele.

Hipótese 3 — o esquecimento do lugar concreto de existência funciona como mecanismo de sustentação dessa distância, na medida em que reconhecer esse lugar exigiria reconhecer dependências, limites, desigualdades e responsabilidades coletivas, ao passo que a abstração permite seguir falando em nome de uma liberdade sem endereço.

Limitações metodológicas

As leituras de Freud, Bauman, Han, Pedro Leite e Zuboff são referenciais teóricos e ensaísticos; oferecem lentes interpretativas e não substituem estudos epidemiológicos, nem autorizam conclusões causais automáticas. Os dados do IBGE descrevem acesso e uso de internet, não medem, isoladamente, dependência, sofrimento ou alienação. As notificações do Ministério da Saúde são parciais e sujeitas a subnotificação, e não representam a totalidade dos casos existentes. A estimativa da Organização Internacional do Trabalho é global, não específica ao Brasil. A paráfrase atribuída a Kierkegaard é tratada como referência filosófica de tradição interpretativa, não como citação textual verificada neste processo de composição. Termos como depressão, burnout ou outros diagnósticos clínicos não devem ser tomados como ilustrações de uma teoria social sem considerar critérios clínicos e evidências empíricas próprias — este texto não formula, nem pretende formular, diagnóstico de nenhum indivíduo ou grupo, em conformidade com o Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Considerações finais

Este ensaio não conclui que a espécie “perdeu” seu potencial, nem propõe uma via de recuperação. Registra uma hipótese em construção: a de que o presente vem sendo tratado como passagem obrigatória para um futuro permanentemente adiado, enquanto corpo, tempo, espaço, trabalho e vínculos são organizados por sistemas que exigem disponibilidade contínua e produzem, como excedente, dados sobre a própria vida que dizem organizar. Os documentos consultados sugerem que esse processo tem materialidade concreta — infraestrutura digital em expansão, agravos relacionados ao trabalho, estimativas globais de adoecimento —, mas nenhum desses registros fecha a questão.
Permanece em aberto: se a única vida vivida é aquela que ficou para trás, por que o presente segue sendo tratado como algo que ainda não começou? E, sobretudo, quem se beneficia de um presente permanentemente insuficiente, quais instituições produzem essa insuficiência, quais tecnologias a aceleram e quais discursos fazem o corpo acreditar que descansar é perder tempo. Essas perguntas não recebem resposta definitiva neste texto — permanecem como convite à investigação seguinte, no espírito do MPI de tornar o presente mais visível sem prometer resolvê-lo.


Referências:

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Proporção de usuários da internet no país ultrapassou 90% da população de 10 anos ou mais em 2025. Agência de Notícias IBGE, jul. 2026. Acesso em: 3 ago. 2026.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Internet chega a 95% dos domicílios do país em 2025. Agência de Notícias IBGE, jul. 2026. Acesso em: 3 ago. 2026.

LEITE, Pedro Colli Badino de Souza. O mal-estar na civilização digital. São Paulo: Blucher, 2022.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico: doenças e agravos relacionados ao trabalho, volume 56, nº 19, 2025. Acesso em: 3 ago. 2026.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). 840,000 deaths a year linked to psychosocial risks at work. abr. 2026. Acesso em: 3 ago. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Mental health: strengthening our response. Acesso em: 3 ago. 2026.

ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância: a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021.


Mini bio

A Loka do Rolê é o operador crítico do projeto Mais Perto da Ignorância (MPI), conduzido por um psicólogo clínico dedicado à leitura materialista de fenômenos contemporâneos. A personagem não exerce função pedagógica, terapêutica ou de aconselhamento: funciona como instância de fricção discursiva, interrompendo narrativas naturalizadas sobre tecnologia, desempenho e liberdade.

Notas do autor

Este texto tem caráter crítico e ensaístico. Não constitui orientação terapêutica, aconselhamento clínico ou diagnóstico de indivíduos ou grupos, em conformidade com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP). As hipóteses aqui formuladas são provisórias e permanecem abertas à revisão diante de novas evidências científicas.


#mpi 
#alokadorole 
#mpimaispertodaignorancia

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