Setembro Amarelo encontra Setembro Verde: Escutar o Corpo Invisível
Setembro virou um mês carregado de símbolos. O amarelo é chamado para falar da prevenção ao suicídio; o verde, para lembrar a luta das pessoas com deficiência. Mas, na prática, essas duas campanhas correm em pistas paralelas que raramente se cruzam. O artigo do Conselho Nacional de Saúde (“Saúde Mental e Deficiência: por que o Setembro Amarelo não pode ignorar o Dia de Luta da Pessoa com Deficiência” – disponível em https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/artigo-saude-mental-e-deficiencia-por-que-o-setembro-amarelo-nao-pode-ignorar-o-dia-de-luta-da-pessoa-com-deficiencia) é um lembrete incômodo: não existe prevenção ao suicídio se não houver escuta inclusiva, sensível e radicalmente atenta às diferenças.
A autora Pérola de Souza, mulher cega e conselheira nacional de saúde, denuncia que falar de saúde mental sem falar de deficiência é perpetuar um silêncio histórico. Pessoas com deficiência carregam não só as limitações físicas ou sensoriais, mas a exclusão cotidiana: transporte inacessível, emprego negado, escolas que não acolhem, serviços de saúde que não se comunicam, arquiteturas hostis. É o corpo sendo barrado antes mesmo de ser escutado. A escuta precisa começar no chão onde esse corpo pisa – ou não consegue pisar.
O “Mais Perto da Ignorância” nasceu para discutir escuta como ato radical. Esse capítulo mostra como essa radicalidade se concretiza: não se trata de uma técnica “neutra” de acolhimento, mas de um posicionamento ético e político. Quando escutamos alguém com deficiência em sofrimento psíquico, não estamos apenas ouvindo uma história singular, estamos ouvindo ecos de uma estrutura social capacitista. A depressão, a ideação suicida, a sensação de vida inviável não são “defeitos internos”: muitas vezes são respostas de um corpo ao mundo que o violenta sistematicamente.
No DSM-5 ou na CID-11, o diagnóstico é individual. Mas no cotidiano, o sofrimento é estrutural. As classificações ajudam a nomear sintomas, orientar intervenções, indicar tratamentos – mas não dão conta das raízes sociais do adoecimento. Se ficarmos apenas na lógica diagnóstica, corremos o risco de reforçar estigmas e culpas (“você é assim porque tem tal transtorno”), quando o problema também é externo (“você sofre porque o mundo não lhe dá acesso, cuidado e dignidade”). O artigo do CNS é explícito: a saúde mental das pessoas com deficiência exige políticas públicas, não só consultas e rótulos.
Esse ponto dialoga diretamente com a ideia que percorre nosso livro: o corpo é a primeira escuta. Antes de qualquer narrativa subjetiva, há uma materialidade sofrendo. Uma cadeira de rodas sem rampa é uma sentença de isolamento. Um ônibus sem elevador é uma cápsula de ansiedade. Uma escola que não alfabetiza em Libras é um convite à depressão. Falar de prevenção do suicídio sem falar dessas barreiras é falar de vento.
Há ainda uma outra camada: a escuta precisa reconhecer as vozes silenciadas. Pérola de Souza observa que, mesmo em debates sobre saúde mental, pessoas com deficiência raramente são chamadas a falar ou escrever. É sempre alguém “falando por”. Essa intermediação apaga nuances. Ao trazer essa denúncia para dentro do livro, assumimos um compromisso: não escrever “sobre”, mas escrever “com” – mesmo que seja apenas reconhecendo esse limite e abrindo espaço para outras vozes.
Essa é uma das lições mais potentes do nosso percurso até aqui. Desde Freud, com “Luto e Melancolia”, passando por Durkheim em “O Suicídio”, Kierkegaard com sua “angústia”, até Cioran no “Breviário da Decomposição”, aprendemos que não existe escuta sem contexto. Escutar um sujeito é escutar também o tempo, o espaço e o ambiente que o constituem. No caso da deficiência, esse ambiente é material, hostil e politicamente produzido. Se não reconhecermos isso, caímos na ilusão de que bastam “boas práticas” ou “empoderamento” individual para prevenir suicídios.
Aqui, as campanhas de Setembro Amarelo precisam se repensar. Integrar o Setembro Verde não é apenas trocar fitas; é reorganizar prioridades. Significa admitir que a prevenção ao suicídio entre pessoas com deficiência passa por políticas públicas de acessibilidade, inclusão e combate ao capacitismo. Significa, também, que profissionais de saúde mental devem se formar para atender demandas específicas, com comunicação adequada, adaptações físicas, linguagem acessível. Sem isso, a escuta não passa de ruído.
Na linguagem do “Mais Perto da Ignorância”, poderíamos dizer: não existe algoritmo de escuta neutro. Toda escuta é atravessada por desigualdades. Quem escuta precisa estar disposto a ver que sua própria posição (profissional, técnica, acadêmica) pode reproduzir silêncios. Isso não é “culpa” individual, é um chamado à responsabilidade coletiva. A sociedade pode se dizer impotente, como canta Marcelo D2, mas a impotência também não é uma escolha inocente: é recusa de assumir responsabilidade. E responsabilidade aqui não é “salvar o outro”, mas criar condições para que o outro possa viver sua própria vida, com dignidade, tempo, espaço e liberdade.
Quando colocamos esse tema no centro do livro, estamos ampliando o conceito de escuta que propomos desde o início. Escutar não é só ouvir palavras; é reconhecer corpos, histórias, estruturas. É entender que, para muitas pessoas com deficiência, sobreviver já é um ato político. Persistir na existência, como diria Cioran, é o suicídio possível – e é também resistência. O papel de quem escuta não é moralizar nem prescrever, mas estar presente, criar brechas, sustentar silêncio quando for preciso e apoiar quando for possível.
No fim das contas, este capítulo não traz uma receita. Ele mostra uma fissura. Setembro Amarelo sem Setembro Verde é discurso sem corpo. Prevenção do suicídio sem inclusão é slogan vazio. Escuta sem acessibilidade é ruído. Ao trazer essa interseção para dentro do livro, deixamos registrado que escutar vidas em risco exige ver o mundo que produz esse risco.
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CVV – Centro de Valorização da Vida: 188 (ligação gratuita, 24h)
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Se você tem deficiência e precisa de suporte específico, procure também entidades de apoio à pessoa com deficiência na sua cidade e os serviços de saúde mental do SUS.
Setembro Amarelo encontra Setembro Verde: Escutar o Corpo Invisível (Parte 2)
Se na primeira parte discutimos a ausência do corpo na narrativa, agora vamos mergulhar no modo como a escuta pode se tornar um ato de restituição. Não de restituição no sentido romântico de “dar voz”, mas de criar as condições mínimas para que a voz exista. Essa é uma diferença fundamental: não se trata de paternalismo nem de “empoderar” o outro. Trata-se de reconhecer que, sem condições materiais e sem acesso, não há escuta real.
Pérola de Souza, no artigo citado, insiste que a pessoa com deficiência vive sob um duplo silenciamento: o silêncio imposto pelas barreiras físicas e comunicacionais, e o silêncio produzido por uma sociedade que a infantiliza ou a invisibiliza. Prevenir suicídios, nesse contexto, é desarmar essas barreiras. É escutar o que o corpo denuncia antes de adoecer. É admitir que não existe “neutralidade” na saúde mental.
Essa reflexão ressoa com tudo que construímos neste livro. Freud, em “Luto e Melancolia”, já dizia que o luto é um trabalho ativo; a melancolia, quando não elaborada, se volta contra o eu. Mas para que o luto se processe, é preciso um ambiente que o sustente. Kierkegaard chamava isso de “angústia” – não um medo qualquer, mas um vértice entre possibilidade e abismo. Cioran, por sua vez, fez da sua insônia uma escritura filosófica: persistir na existência é um suicídio em marcha, uma resistência paradoxal.
Agora, pensemos: como tudo isso se aplica a um corpo que precisa de um intérprete de Libras para ser entendido, ou de uma rampa para chegar ao consultório, ou de um sistema de transporte adaptado para sair de casa? Sem essas condições mínimas, não há luto possível, não há elaboração possível, não há escuta possível. O sofrimento se cronifica e vira melancolia social.
É aqui que entra a responsabilidade coletiva. Quando dizemos, como Marcelo D2, que “a sociedade se diz impotente, mas a impotência não é uma escolha inocente”, estamos desnudando a recusa em assumir responsabilidade. Não é sobre “culpa”. É sobre a coragem de construir estruturas que permitam a vida, para que cada um possa elaborar seu sofrimento. A escuta que propomos não é uma técnica; é uma prática social e política.
Essa é a razão pela qual este livro não é manual, nem coaching, nem autoajuda. É uma tentativa de mapear os limites da escuta num mundo que se diz saturado de discursos, mas que falha em ouvir corpos. Não oferecemos fórmulas; oferecemos fissuras. Não oferecemos “esperança” no sentido publicitário; oferecemos a possibilidade de que cada um, ao se ver no texto, reconheça a sua própria experiência e talvez encontre nela um ponto de apoio.
É importante frisar: a escuta começa no próprio corpo. Um diagnóstico, por exemplo, não é uma sentença, mas um mapa. Ele pode ser mal interpretado – virar um rótulo, uma prisão simbólica – ou pode ser usado como referência para uma nova responsabilidade. O sujeito, ao saber o que tem, pode se reorganizar, buscar suporte, escrever novas narrativas. Mas essa escolha só existe se houver ambiente para exercê-la.
O que o artigo do CNS nos lembra é que não há prevenção do suicídio sem políticas públicas de inclusão. Não adianta pregar “valorização da vida” se a vida concreta não é valorizada. Não adianta falar em “empoderar” se a pessoa não consegue sair de casa. Não adianta encher redes sociais de hashtags se os serviços de saúde não têm intérpretes, acessibilidade, preparo. O Setembro Amarelo só terá sentido quando olhar para os corpos que, todos os dias, são empurrados para fora do mundo.
A interseção entre deficiência e saúde mental é também uma interseção entre tempo e escuta. O tempo que se perde tentando chegar a um posto de saúde inacessível. O tempo que se gasta repetindo histórias a profissionais que não sabem lidar com determinada condição. O tempo de vida encurtado pelo estresse, pela exclusão, pela solidão. Escutar é também devolver tempo. É criar pausas onde o mundo só oferece pressa.
Ao trazer essas reflexões para dentro do livro, estamos preparando o terreno para o epílogo. Porque o epílogo não será uma conclusão fechada, mas um convite. Um convite para que cada leitor perceba que a escuta não é um ato individual isolado; é uma rede. Uma rede de profissionais, de políticas, de afetos, de infraestruturas. E essa rede só existe se cada nó reconhecer o outro como legítimo.
Essa talvez seja a única verdade estável neste tema: sem escuta, não há vida compartilhada. Sem escuta, o sofrimento vira estatística. Sem escuta, a prevenção ao suicídio se transforma em marketing. Mas com escuta – escuta real, inclusiva, ética – talvez não salvemos todos, mas criamos condições para que mais pessoas possam persistir na existência, como Cioran sugeriu, e ao mesmo tempo reinventá-la, como Kierkegaard intuía.
Por isso, este capítulo termina não com uma frase de efeito, mas com uma postura: “Aprenda todas as técnicas, aprenda todas as teorias, mas ao encostar num humano seja apenas outro humano” (Carl Jung). Essa é a âncora silenciosa que percorre cada linha deste livro. Essa é a escuta radical que propomos.
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Persistir na Existência: a Escuta Como Último Lugar
Se chegamos até aqui, o leitor já percebeu que este livro não é um manual, nem um conjunto de receitas para “lidar” com o suicídio, a deficiência, o trauma ou a melancolia. É uma travessia. E, como toda travessia, ela não termina onde o mapa acaba. Termina onde cada um decide parar. Persistir na existência é, talvez, o único suicídio possível, como provocou Cioran; é também a forma mais radical de liberdade.
Quando falamos em escuta, falamos de um ato que atravessa os diagnósticos, as técnicas, os protocolos. Freud nos mostrou que a interpretação só faz sentido se houver transferência, e a transferência só se dá se houver alguém escutando. Kierkegaard nos ensinou que a angústia é a vertigem da liberdade, não um defeito do ser. Jung nos lembrou: “Aprenda todas as técnicas, aprenda todas as teorias, mas ao encostar num humano seja apenas outro humano”.
A força dessa frase está justamente em não prometer nada além do que pode cumprir: a presença. Presença que não cura sozinha, mas que sustenta. Presença que não salva, mas que impede a queda de ser silenciosa. Presença que não toma a narrativa do outro, mas que abre espaço para que o outro construa sua própria narrativa.
Ao longo dos capítulos, discutimos corpos que adoecem sem aviso, diagnósticos que rotulam mas também orientam, políticas públicas que falham e campanhas que se tornam slogans. Trouxemos a cultura pop para dentro do debate – Matrix, Constantine, O Escafandro e a Borboleta, Coração das Trevas – não por mero efeito de estilo, mas porque essas obras funcionam como espelhos distorcidos da nossa realidade. Elas mostram que, sem escuta, até os mitos colapsam.
No caso de Constantine, a barganha com o sobrenatural não é uma fuga, mas um espelho do nosso desejo de controle. No caso de O Escafandro e a Borboleta, a escrita com um olho só é a prova viva de que, mesmo quando o corpo se torna prisão, ainda é possível narrar. Em Coração das Trevas, a viagem pelo rio não é apenas geográfica, mas moral – uma descida ao ponto onde a linguagem falha. Em todas essas obras, o que resta é a mesma questão: quem escuta o que não pode ser dito?
É por isso que este epílogo não fecha o livro com respostas, mas com um convite. Um convite para que o leitor se perceba como parte dessa escuta radical. Não há prevenção do suicídio sem políticas, sem acessibilidade, sem suporte material. Mas também não há prevenção sem alguém disposto a estar presente, a ouvir o que não é confortável, a suportar o silêncio sem tentar preenchê-lo com frases prontas.
Essa escuta não é heroica. Ela é cotidiana. Está no profissional de saúde que explica um diagnóstico sem jargões. Está no amigo que aguenta uma madrugada de mensagens. Está no professor que reconhece um aluno retraído. Está no motorista que espera a pessoa com mobilidade reduzida atravessar a rua sem buzinar. São gestos pequenos que, somados, constroem a única rede capaz de sustentar vidas: uma rede de presença.
Se todo esse percurso teve um eixo, ele é este: a escuta como prática de liberdade. Não como poder, não como “empoderamento”, mas como devolução do tempo e do espaço que foram negados. Cada vez que escutamos alguém em estado-limite, estamos dizendo, ainda que silenciosamente: “você existe aqui, agora”.
No limite, a escuta é um ato político. Ela recusa a lógica produtivista que transforma sofrimento em dado. Ela recusa o marketing de campanhas que usam hashtags sem mudar estruturas. Ela recusa a autoajuda que promete fórmulas. E, sobretudo, ela recusa roubar do outro a chance de construir sua própria história.
Talvez o verdadeiro epílogo não seja este texto, mas o gesto do leitor ao fechá-lo. Não como quem “termina um livro”, mas como quem se vê convocado. Convocado não a salvar ninguém, mas a estar disponível. A não fugir do silêncio. A sustentar o vazio sem tentar preenchê-lo de imediato. A escuta radical que defendemos não é técnica; é ética.
Como dizia Cioran, “o único suicídio possível é persistir na existência”. Persistir aqui significa não apenas sobreviver, mas continuar habitando o espaço comum. Significa aceitar que o outro pode ser inatingível e, ainda assim, merece presença. Significa aceitar que nunca teremos uma narrativa completa do sofrimento alheio – e que é justamente essa incompletude que nos obriga a ouvir.
Se há algo que aprendemos ao escrever este livro, é que a escuta não é um meio para chegar a um fim. Ela é, em si, um modo de estar no mundo. Um modo que não promete cura, mas oferece companhia. Não promete salvação, mas oferece espaço. Não promete sentido, mas oferece tempo.
Este é o ponto final que não é um ponto final: a escuta como única forma possível de epílogo.
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📚 Referências:
BECKER, Ernest. A negação da morte. Rio de Janeiro: Record, 1995.
CAMUS, Albert. O mito de Sísifo. Rio de Janeiro: Record, 2013.
CIORAN, Emil. Breviário da decomposição. São Paulo: Rocco, 2011.
DURKHEIM, Émile. O suicídio. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
FREUD, Sigmund. Luto e Melancolia. In: FREUD, Sigmund. Obras Completas. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
FUKUMITSU, Karina Okajima. Luto: vida, morte e luto. São Paulo: Summus, 2020.
DUNKER, Christian. Lutos finitos e infinitos. São Paulo: Editora Ubu, 2021.
GOLDING, William. O Senhor das Moscas. São Paulo: Alfaguara, 2019.
HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo. São Paulo: Globo, 2014.
JUNG, Carl Gustav. O desenvolvimento da personalidade. Petrópolis: Vozes, 2017.
KONRAD, Joseph. Coração das Trevas. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2018.
BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2020.
FOUCAULT, Michel. O cuidado de si. Rio de Janeiro: Graal, 1985.
FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido. Petrópolis: Vozes, 2011.
CONSTANTINE (Filme). Dir. Francis Lawrence. EUA: Warner Bros, 2005.
THE DIVING BELL AND THE BUTTERFLY – O Escafandro e a Borboleta. Dir. Julian Schnabel. EUA: Miramax, 2007.
📌 Linhas de ajuda (para inserir ao final do capítulo):
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Ministério da Saúde – Saúde Mental: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental
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