QUANDO O LUTO VIROU TRANSTORNO — E A CURTIDA VIROU MEDIDA DE EXISTÊNCIA
Eu postei.
Veio o comentário: “você é muito louco… mas consciente.”
E aí travou.
Não pelo elogio torto.
Mas pela pergunta que ficou vazando:
quem é que tá assistindo isso aqui?
Porque não é sobre concordar.
Nem sobre discordar.
É sobre o ponto em que o discurso começa a falhar.
Então vamos tensionar direito.
Em que momento o luto deixou de ser luto…
e virou transtorno?
Responde isso.
Mas responde sabendo:
qualquer lado que você escolher já te coloca dentro do problema.
Porque se é luto — é vida atravessando o corpo.
Se é transtorno — é classificação tentando organizar o que não cabe.
E nenhuma das duas coisas resolve.
Só desloca.
Isso aqui não é pra engajar.
Nem pra convencer.
Se quiser compartilhar, compartilha.
Mas não muda nada.
Isso aqui é mais um pedaço de linguagem tentando dar conta de uma ambivalência velha.
Material e ideal.
O material é simples:
corpo, perda, limite, tempo.
O ideal… virou interface.
Virou número.
Virou métrica.
Virou essa necessidade meio desesperada de ser visto pra existir.
E não, não é crítica à rede.
A rede só mostra.
Escancara.
Amplifica.
Ela não cria o problema — ela organiza o sintoma.
E no Brasil isso fica ainda mais exposto.
Porque enquanto o corpo tá lidando com falta, com conta, com cansaço…
o discurso continua pedindo presença, opinião, posicionamento.
E aí acontece esse curto-circuito.
A felicidade começa a parecer engajamento.
E o engajamento começa a gerar ansiedade.
Ridículo?
Talvez.
Mas funcional.
Porque mantém todo mundo rodando.
Você posta.
Alguém reage.
Você lê.
Interpreta.
Se ajusta.
E chama isso de troca.
Mas não é troca.
É circulação.
Sem encontro.
Sem escuta.
Só resposta.
Se quiser entender onde isso encosta no corpo de verdade, o texto completo tá aqui:
👉
https://maispertodaignorancia.blogspot.com/2026/04/a-maquina-responde-o-corpo-segura.html
Se não quiser…
continua.
#mpi
#alokadorole
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