QUANDO O LUTO VIROU TRANSTORNO — E A CURTIDA VIROU MEDIDA DE EXISTÊNCIA Eu postei. Veio o comentário: “você é muito louco… mas consciente.” E aí travou. Não pelo elogio torto. Mas pela pergunta que ficou vazando: quem é que tá assistindo isso aqui? Porque não é sobre concordar. Nem sobre discordar. É sobre o ponto em que o discurso começa a falhar. Então vamos tensionar direito. Em que momento o luto deixou de ser luto… e virou transtorno? Responde isso. Mas responde sabendo: qualquer lado que você escolher já te coloca dentro do problema. Porque se é luto — é vida atravessando o corpo. Se é transtorno — é classificação tentando organizar o que não cabe. E nenhuma das duas coisas resolve. Só desloca. Isso aqui não é pra engajar. Nem pra convencer. Se quiser compartilhar, compartilha. Mas não muda nada. Isso aqui é mais um pedaço de linguagem tentando dar conta de uma ambivalência velha. Material e ideal. O material é simples: corpo, perda, limite, tempo. O ideal… virou interface....
"Mais Perto da Ignorância é um espaço de reflexão crítica sobre os paradoxos da existência contemporânea. Explorando temas como tecnologia, discursividade, materialidade e consumo, inspira-se em autores como Byung-Chul Han, Freud e Nietzsche. O blog questiona narrativas dominantes, desmistifica ilusões e convida ao diálogo profundo. Aqui, ignorância não é falta de saber, mas um confronto com dúvidas e angústias, desafiando verdades superficiais e mercantilizadas.” — José Antonio Lucindo da Silva