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A CIVILIZAÇÃO DO ESTÔMAGO

A CIVILIZAÇÃO DO ESTÔMAGO por que a internet ainda depende de arroz, feijão e caminhão Autor A Loka do Rolê Projeto MPI — Mais Perto da Ignorância Palavras-chave materialidade, metabolismo social, discurso digital, economia simbólica, civilização Resumo: Este ensaio investiga um paradoxo central da contemporaneidade: a crença de que a civilização digital teria substituído as condições materiais que sustentam a vida social. Inspirado no materialismo histórico de Marx, no ceticismo radical de Cioran e na crítica cultural de Byung-Chul Han, o texto propõe uma hipótese simples e desconfortável: nenhuma produção simbólica, por mais sofisticada que seja, existe sem a reprodução biológica da vida. Redes sociais, inteligência artificial e debates ideológicos parecem constituir uma esfera autônoma de significados, mas continuam dependentes de infraestruturas físicas e metabólicas que raramente aparecem no discurso público. A civilização pode discutir algoritmos, identida...

A FOME COMO FILOSOFIA

A FOME COMO FILOSOFIA por que toda teoria social começa no estômago Autor A Loka do Rolê Projeto MPI — Mais Perto da Ignorância Palavras-chave materialidade, fome, discurso digital, economia simbólica, civilização Resumo: Este ensaio investiga o paradoxo fundamental da civilização contemporânea: a proliferação de discursos digitais em uma sociedade que continua profundamente condicionada por necessidades materiais básicas. Inspirado no ceticismo radical de Cioran, no materialismo histórico de Marx e nas críticas culturais de Byung-Chul Han, o texto argumenta que toda produção simbólica depende da reprodução biológica da vida. Redes sociais, debates geopolíticos e narrativas ideológicas podem circular incessantemente no ambiente digital, mas permanecem subordinados a uma condição simples: o ser humano precisa comer. A fome, portanto, não é apenas um fenômeno biológico; é o fundamento silencioso de toda organização social. Antes de qualquer filosofia, existe diges...

O TUBO DIGESTIVO DA CIVILIZAÇÃO

O TUBO DIGESTIVO DA CIVILIZAÇÃO por que a materialidade continua mandando na era digital Autor A Loka do Rolê Projeto MPI — Mais Perto da Ignorância Palavras-chave materialidade, discurso digital, economia simbólica, capitalismo de dados, senso comum Resumo: Este ensaio investiga a tensão estrutural entre discurso digital e materialidade social na contemporaneidade. Observando a circulação de opiniões nas redes sociais brasileiras, surge um paradoxo: milhares de vozes discursivas passam a representar simbolicamente milhões de pessoas cujas condições materiais raramente aparecem no debate público. Inspirado no ceticismo corrosivo de Cioran, no materialismo histórico de Marx e na crítica cultural de Byung-Chul Han, o texto propõe uma hipótese simples e desconfortável: nenhuma produção simbólica existe sem a sustentação prévia da materialidade que a possibilita. Em outras palavras, antes de qualquer narrativa, ideologia ou opinião pública, existe algo muito mais bá...

O fígado, a ressaca moral e o país que prefere não saber

O fígado, a ressaca moral e o país que prefere não saber Autor: A Loka do Rolê Projeto: MPI — Mais Perto da Ignorância Palavras-chave: álcool, saúde pública, negacionismo cotidiano, fígado, cultura do consumo, psicologia social, crítica discursiva. Entre os discursos aparentemente neutros que circulam em portais de saúde e conteúdos informativos sobre álcool, frequentemente aparece uma narrativa que parece simples: beber em excesso faz mal ao fígado. A informação é correta. O problema começa quando essa frase atravessa uma cultura que transformou o álcool em elemento estruturante da sociabilidade cotidiana. Neste ensaio crítico, a personagem A Loka do Rolê observa o contraste entre o discurso médico, os dados epidemiológicos e o comportamento coletivo diante deles. O texto examina a distância entre informação disponível e reconhecimento social do problema, destacando a forma como a banalização do consumo e a normalização cultural do álcool operam como mecanismos...