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A BOMBA EXPLODE LÁ — O PREÇO SOBE AQUI(Geopolítica para quem pega ônibus às seis da manhã).

A BOMBA EXPLODE LÁ — O PREÇO SOBE AQUI(Geopolítica para quem pega ônibus às seis da manhã). Autor José Antônio Lucindo da Silva Projeto Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave guerra • energia • trabalho • Freud • Marx • geopolítica • sofrimento social • economia política Resumo A guerra contemporânea costuma ser apresentada como um espetáculo distante, mediado por mapas digitais, especialistas televisivos e narrativas dramáticas sobre civilização, democracia ou segurança global. Contudo, quando observada a partir da materialidade da vida cotidiana — especialmente da experiência do trabalhador assalariado — o conflito revela outra dimensão. Este ensaio examina como disputas geopolíticas, rotas energéticas e infraestrutura global atravessam diretamente o cotidiano social brasileiro. Articulando Freud, Marx e Einstein, o texto argumenta que guerras não podem ser compreendidas apenas como eventos militares ou decisões diplomáticas. Elas fazem parte de uma eng...

Matrix, frango na mesa e o medo de morrer (A Loka do Rolê assistindo ao noticiário sobre a “simulação do universo”).

Matrix, frango na mesa e o medo de morrer  (A Loka do Rolê assistindo ao noticiário sobre a “simulação do universo”). A fagulha deste texto veio daqui: “Matrix estava certo? Cientista diz ter encontrado evidência física de que vivemos em uma simulação.” Publicado em O Globo – Época / Mundo. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2026/03/06/matrix-estava-certo-cientista-diz-ter-encontrado-evidencia-fisica-de-que-vivemos-em-uma-simulacao-entenda.ghtml  A matéria levanta a velha fantasia tecnológica: talvez a realidade seja apenas código. Pode ser. Mas antes de transformar o universo em software, talvez valha uma pergunta mais simples — quem está discutindo simulação com o estômago cheio e quem ainda está tentando colocar frango na mesa. Porque enquanto alguns debatem se o mundo é algoritmo, outros continuam lidando com aquilo que nenhuma simulação resolve: corpo, fome, trabalho e sobrevivência. A manchete apareceu animada: um cientista afirma ter...

O CORPO NÃO CABE NA INTERFACE

O CORPO NÃO CABE NA INTERFACE O corpo acorda antes da teoria. Antes da interpretação sociológica. Antes do relatório institucional. Antes do comentário político. Ele acorda pesado. Costas duras. Olhos secos. Sono interrompido. O organismo ainda nem organizou o pensamento e a tela já está acesa. Notificação. Odds atualizadas. Promoção relâmpago. A transmissão começa em cinco minutos. O dedo desliza. A aposta também. Não porque alguém acordou decidido a apostar. Mas porque a arquitetura já estava pronta antes do gesto. O gesto humano aparece no final da cadeia. A infraestrutura vem antes. Esse detalhe raramente aparece no discurso público. A narrativa dominante ainda insiste em imaginar decisões individuais isoladas, como se cada clique surgisse de um ato plenamente consciente. No entanto, a materialidade das plataformas revela outra coisa: ambientes inteiros são projetados para induzir continuidade de ação. A interface não espera reflexão. Ela espera movimento. C...

A droga que todo mundo chama de cultura

A droga que todo mundo chama de cultura 🎬 ASSISTA O VÍDEO NO CANAL NO YOUTUBE: Autor: José Antônio Lucindo da Silva Projeto: Mais Perto da Ignorância — MPI Palavras-chave: alcoolismo • dependência química • cultura do álcool • dopamina • sociedade de consumo • dependência digital • economia da atenção  Resumo Algumas drogas são proibidas. Outras são celebradas. O álcool pertence ao segundo grupo. Ele aparece em celebrações familiares, encontros profissionais e rituais culturais considerados normais. No entanto, classificações diagnósticas como o DSM-5-TR e a CID-11 descrevem o consumo problemático de álcool como um fenômeno complexo que envolve fatores neurobiológicos, psicológicos e sociais. Narrativas autobiográficas como A Saideira ilustram episódios de perda de controle, amnésia alcoólica e danos físicos associados ao consumo prolongado. Este artigo examina a tensão entre a normalização cultural do álcool e os processos de dependência descritos na liter...

A droga que todo mundo chama de cultura - 2

A droga que todo mundo chama de cultura - 2  🎬 ASSISTA VÍDEO NO CANAL NO YOUTUBE  Autor José Antônio Lucindo da Silva Projeto Mais Perto da Ignorância — MPI: Palavras-chave: alcoolismo • dependência química • cultura do álcool • dopamina • digitalização • sociedade de consumo • dependência tecnológica Resumo: Algumas drogas são proibidas. Outras são celebradas. O álcool pertence ao segundo grupo. Ele aparece em rituais culturais, encontros profissionais, celebrações familiares e práticas sociais consideradas normais. Contudo, classificações diagnósticas como o DSM-5-TR e a CID-11 descrevem o consumo problemático de álcool como fenômeno complexo que envolve dimensões neurobiológicas, psicológicas e sociais. Narrativas autobiográficas, como A Saideira, ilustram episódios de perda de controle, amnésia alcoólica e danos físicos associados ao consumo prolongado. Esses relatos não constituem evidência clínica isolada, mas dialogam com descrições presentes na...